terça-feira, 31 de março de 2009

Quem disse que a boa música tem que fazer algum sentido?








"I can go with the flow, or leave it in your head.
Whatever you do don´t tell anyone.
Breathing in and breathing out,
Just because I´m around.
I can feel the air coming from the past of the now"


"S.O.S My girlfriend loves me
No.... I can feel it in my soul...
The doctor says all I need's pills and rest
I've got to get this message to the press
I can't believe once you and me did sex
Oh, and my parents love me"

"Your name isn't Rio, but I don't care for sand
Lighting the fuse might result in a bang
Dancing to electro-pop like a robot from 1984
Oh there aint no love no, Montague's or Capulets
just banging tunes in DJ sets and
Dirty dancefloors and dreams of naughtiness"

segunda-feira, 30 de março de 2009

"I understand procedure, I understand war, I understand rules, regulations. I don't understand sorry!" (Charles Manson) ...


"Temos de ser cruéis. Temos de recuperar a consciência tranquila para sermos cruéis" Adolf Hitler


"I feel that no person should suffer. That´s why I killed so many people, to set them free from their pain" Jeffrey Dahmer

Carta

Recebi uma carta que não continha palavras. Apenas um nome e uma morada.
De dentro do envelope jorrou um ensurdecedor silêncio que me espancou brutalmente. O que é feito das palavras? Para onde fugiram elas? Alguém as escondeu de mim e deixou-me apenas o silêncio. Lembro-me de um dia em que estava afundado numa doença e vieram palavras escritas ter comigo que acabaram por a expulsar.
Não quero escrever mais palavras tristes. Mas gostava que as palavras viessem até mim como vieram antigamente. Não quero o silêncio contido num envelope. Quero quem as não escreveu...

sábado, 28 de março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Como uma musica soa de maneira diferente! A penultima vez que ouvi este musica sentia-me a pessoa mais feliz do mundo. Ontem voltei a ouvir e voltei a ser esbofeteado pela tristeza... Definitivamente Radiohead entrou no lote de bandas que não posso ouvir. Faz-me mal.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O amor é uma companhia

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Alberto Caeiro

Poema

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).

Álvaro de Campos


Encostei-me
Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.
Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas,
De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.
Ah, afundado
Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono,
Irrequieto tão sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.
Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem importância nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos ---
Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.
Álvaro de Campos

terça-feira, 24 de março de 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009


Vejo antigas palavras escritas por mim, mas nas quais não me revejo. Leio poemas que foram escritos com significado, com destino. Lembro-me perfeitamente dos dias e noites em que os criei. Sofria uma angústia, mas era uma angustia diferente... Era uma angustia que eu gostava. Sou um pouco masoquista, sim. Não me importava de sofrer naquela altura. Era um sofrimento doce porque sabia que não iria perdurar. Desapareceria como o dia desaparece para dar lugar à noite.
Tenho escrito muito ultimamente. Esta é a altura da minha vida em que mais escrevi. Mas as palvras que jorram abundantemente de dentro de mim partem-se e estilhaçam-se à minha frente. Simplesmente olho para elas e rio-me. Rio-me de mim. Estou louco.
A demencia tomou as redeas... Sempre fui um pouco louco. A loucura saudável como lhe chamaram um dia. Haverá antidoto para a loucura sem ser a lobotomia? Haverá antidoto para combater o vazio que de longe a longe me afecta? Eu sei que há. E sei onde está.
Mas não o consigo ir buscar. Está longe mas ao mesmo tempo tão perto. Como tudo o que sempre fiz na vida espero que venha até mim. Espero... Sou a pessoa mais paciente do mundo. sempre fui. Ao menos algo em mim que não mudou.

quinta-feira, 19 de março de 2009

No one can find me here in my soul...

Fujo dos meus sonhos que continuam a trazer-me memórias que quero mas ao mesmo tempo não quero. Refugio-me num sítio em que só entro eu e os outros que vivem em mim.
Não consigo esconder-me deles. Oiço as suas vozes ecoando bem dentro de mim. Oferecem-me tristeza e solidão e pedem-me para não os expulsar.
Impulsos homicidas. Desejos suicidas. Buracos que não aparecem para me sugarem lá para dentro... Palavras que alguém deixa no ar como acido que corroi até ao osso.
Lembranças de tudo e de nada. Nihilismo e Existencialismo... Se ao menos se decidissem... Se ao menos eu me decidisse. SE.......-se.
O meu refugio perdeu-se e tenho muitas saudades dos seus braços. Sempre pensei que pelo menos isso nunca iria perder. Mas perdi... Perdi.
Não senti mais o doce sabor de uma cerveja. Sabe a cianeto.
Veneno a que fiquei imune. Só não fico imune a mim proprio e à vontade de não ser eu. Só não fico imune a este sentimento que antes foi o mais belo que alguma vez tive e que agora me agoniza.
Castelo de São Jorge, Parque Eduardo VII. Sei que continuaram no mesmo sítio mas nunca mais poderei la entrar. Tenho medo.

terça-feira, 17 de março de 2009

A frustração vai aumentando e aumentando...

segunda-feira, 16 de março de 2009

Será?


Será que estou errado?
Será que estou certo?
Não sei... não quero saber e tenho raiva de quem sabe.
O que está certo agora na minha mente daqui a 5 minutos parecerá algo completamente descabido. Será? Não será?
Estou envolto em incertezas, as quais geram mais ums ramos de duvidas.
Mas... Mas nada... Sim... Não... Caralho... Foda-se...
Vamos fugir? Para onde? Não sei.
Nunca sei nada. Fiquei assim.
Quero ficar assim. Quero mudar. Quero...
Só quero um pouco de paz.
A sério. Só um pouco de paz.
Mas quando tiver a paz vou querer o turbilhão novamente.
Quero beber até cair. Para quê? Para ficar de ressaca no dia a seguir?
Quero dormir dias seguidos. Quero esconder-me de mim e de ti.
Espreitar pela frincha dos lençois e ver que está tudo bem. Que eu estou ali e que tudo não passou de um sonho.
Será?

Urgente!!!


Procura-se destinatário para palavras lançadas ao vento... Quem as quiser apanhar pode ficar com elas.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Procuro por algo que não conheço,
Desesperando em silêncio.
Encontro tudo o que não desejo
Só o teu simples beijo.
Corro sem me mover,
A vida sempre a sofrer.
Anarquia nos versos escritos,
Caos na minha mente a verter.
Desde que te foste embora,
A vida tornou-se despida.
Procuro talvez ainda por ti
Mas talvez pela minha vida interrompida

quarta-feira, 11 de março de 2009

O dia mais triste.

11 de Março. Queria tanto recuar a este dia no ano 2000. 9 anos depois a tristeza invade-me de uma forma violenta. Dure o tempo que durar a minha vida esta data estará sempre marcada em mim. Antes era simbolo de felicidade, a partir de hoje será conhecido como o dia da tristeza e da perda.

sábado, 7 de março de 2009

"Dizem que semeio o caos e a destruição como o vento semeia as papoilas."



Ontem o Sá da Bandeira recebeu a melhor banda portuguesa de todos os tempos, Mão Morta. Lotação quase esgotada nesta sala mais conhecida por ser um cinema porno do que própriamente pelos concertos. Respira-se antiguidade naquela sala. Ela recebe os presentes com a sua imponência que não deixa ninguém indiferente. Excluindo o obvio e desaparecido Hard Club, o Teatro Sá da Bandeira é a melhor sala para espectáculos em que estive.
Mão Morta entram em palco perto das 23:00H e iniciam o concerto com a musica "ventos animais". Logo ai fiquei com a sensação que iria assistir ao melhor e ao, mesmo tempo, pior concerto da minha vida. Adolfo é o verdadeiro frontman e a sua voz acaba por me levar tanto à satisfação como à profunda tristeza. Aliás Mão Morta subiu ontem a um patamar onde apenas se encontravam os Metallica para mim. Fizeram-me chorar... Aos primeiros acordes de "Anarquista Duval" as lágrimas começaram a deslizar. Esta é uma musica muito especial para mim. Para além de ser a minha preferida do grupo, transportou-me para uma certa noite em que consegui pôr alguém a conversar com um candeeiro. Velhas recordações que me comprimiram contra a parede e me esbofetearam com uma violência nunca antes vivida. Saí do concerto com uma sensação pesada. Parecia que o vazio tinha voltado a atacar-me em força.
Amei e odiei... Mas essa é mesmo a reacçao que Mão Morta sempre criou no público em geral. Foi esgotante para mim mas valeu a pena...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Obrigado Pale Enchantress por tudo o que me deste. Jamais conseguirei agradecer convenientemente o que fizeste por mim. O vocabulário torna-se demasiado curto e impossivel de transmitir o que sinto. Há certas alturas em que um simples obrigado, acaba por trazer consigo todas as outras palavras de agradecimento mesmo as que não foram ainda inventadas. Tudo o que passou fica gravado na minha pele e coração para sempre. Sempre desejei o melhor para ti e assim continuarei porque eu sou assim. Para o bem e para o mal... Eu serei sempre assim. Obrigado.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tento seguir as tuas regras mestre Bocage.

Cai minha alma em desgraça
Arrastando a minha vida
Nada rasga esta mordaça
A razão já é sabida

Toda a raiva retida
Dentro desta carcaça
Jamais será vencida
E a dor que trespassa

A minha mente é demente
E contagia as legiões
Devotas eternamente

Ecoam as rebeliões
E juram solenemente
Aniquilar as traições.
Talvez seja a isto que se referem com sofrimento belo. Isto é um hino à tristeza e ao mesmo tempo é lindo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Torpor alcoolico

Escrever alccolizado foi algo que nunca experimentei. Aquela perturbação alcoolica ainda a latejar no cerebro. Voltei a beber... Posso dizer que tinha saudades. Sinto o meu espirito possuido pelas vibrações que a cerveja provoca.
Alegria? Nem mesmo com alcool o meu corpo consegue produzir tamanha sensação. O vazio continua lá. Pode ser um pouco adormecido enquanto as sensações perturbadas provocadas pelo alcool dominam a minha alma. Passam-me mil e uma ideias pela minha mente demente. "tenho que fazer esta musica desta maneira", "esta letra não consegue captar o que quero transmitir", "se eu tivesse cabelo podia fazer um headbang furioso naquela parte". Eu sei, sou completamente doido varrido. Tenho medo de ter substituido uma droga por outra. Tenho medo de ficar escravo do meu corpo. Tenho medo de mim...
Ansiei tanto pelo sabor divinal de uma cerveja fresquinha que acho que fiquei imune ao efeito do alcool. àquele efeito tranquilizador em que ficamos em perfeita harmonia com o mundo e que te sentes forte e capaz de derrubar todos os obstáculos que apareçam. Parece que também perdi isso... Vou constatando que perdi muito. O alcool acaba por me retirar o travão que a minha mente ainda tinha. Descer... bater no fundo. pensar em tudo o que me foi retirado, ou que eu perdi. Houve uma certa noite em que eu desapareci. A dor está ausente de momento. Finalmente... Espero que quando voltar eu ja tenha o meu aliado invencivel de plantão a meu lado. Até lá vou continuando assim, absorto... mas vivo.

Holy Wars

Se chorei a primeira vez que vi Metallica tocar a "Creeping Death", se vir este monumento de musica ao vivo ja poderei morrer feliz.

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Sorrow is something beautiful...From the outside."
Em termos criativos posso confirmar que sempre fui mais produtivo quando assolado pela tristeza, mas caralho, se a pudesse ver longe de mim... Preferia não fazer musica e literatura a sentir-me tão mal como, pelo menos, nesta depressão que ainda me assola. É belo sofrer o caralho que te foda!!!

Crise de identidade


Quem me conhece ou que me conheceu, tem a ideia formada que eu sou daqueles verdadeiros metaleiros. A "velha guarda" chamar-lhe-ão alguns. Desde que me conheço poderia afirmar que sim, sou um dos "trv headbangers", mas a vida troca-nos os passos, sinceramente não sei se me enquadro mais nesse estereotipo. Vejo fotos minhas sempre de preto, com camisolas de bandas e com mensagens subversivas, sempre de cabelo comprido, acompanhado pela minha amante de sempre, a Super bock. Não sei se será por agora não ter cabelo ou por me querer afastar de musica depressiva que questiono se ainda sou o Nuno Metaleiro como sempre fui conhecido.
O metal é depressivo... Sem duvída alguma. As minhas bandas favoritas sempre abordaram temas como a morte, o suícidio, depressões, violência e todo o tipo de sofrimento quer físico quer mental. Estou a afastar-me um pouco desse lado negro. Riffs pesados e vozes aos gritos acabam por irritar-me um pouco agora. Para depressivo já basto eu. Neste momento volto-me para bandas que sempre ouvi na minha adolescência. Pearl Jam ocupará o trono neste momento de banda de eleição. Pearl Jam tambem é depressivo, dirão alguns. Concordo, aliás chroro sempre que oiço a "Black" porque parece que foi feita para mim. Mas o sentimento de Pearl Jam não é propriamente a tristeza. Tem musicas que canto durante dias e dias e sabe-me bem. Atenuam um pouco as viagens depressivas que continuo a ter. Tornam mais suportável...
Estou a mudar. Os tempos mudam, a musica acompanha... Tenho muitos concertos de metal para ver, mas não sei se me apetece... Sexta vou ver Mão Morta. Depressivo também. Mas é diferente, pelo menos para mim. A ver vamos se este que aqui aparece voltará...