FUCK OFF AND DIE!!!!!!
Isto é para o filho da puta que me bateu no carro e fugiu...
domingo, 5 de julho de 2009
"Só
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar"
Jorge Palma
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Só por ter dois sóis
Só por hesitar
Fiz a cama na encruzilhada
E chamei casa a esse lugar
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por inventar
Só por destruir
Tenho as chaves do céu e do inferno
E deixo o tempo decidir
E anda sempre alguém por lá
Junto à tempestade
Onde os pés não têm chão
E as mãos perdem a razão
Só por existir
Só por duvidar
Tenho duas almas em guerra
E sei que nenhuma vai ganhar
Eu sei que nenhuma vai ganhar"
Jorge Palma

Mas talvez eu estivesse errado. Talvez eu estivesse certo. Restará para sempre a incerteza do que fui e do que poderia ter sido. Presente apenas a certeza do que sou e do que sinto. Sinto e existo com demasiada intensidade... Ponham-me um travão ou qualquer coisa para eu ficar um pouco mais moderado e menos precipitado. Retirem-me as palavras e a capacidade de raciocinar. Roubem-me as ideias megalomanas e destruam todos os textos algumas vezes escritos pois foi com eles que me encontrei e simultaneamente me perdi... para sempre.
As palavras são lançadas para o ar para quem as quiser alcançar. Posso escrever palavras para toda agente que me é querida e para todos os menos queridos. Por vezes a capacidade de escrever torna-se até insuportável.Gostava de voltar a escrever aquelas palavras especiais embora o destinatário já não exista ou simplesmente não as queira receber.
Não existem palavras dentro da minha mente, só sentimentos.
sábado, 4 de julho de 2009
Quero passear de mão dada contigo nesta noite pacífica.
Absorver o nascer do sol enquanto observo o teu belo rosto gelado.
Sorrir apenas porque estou contigo.
Sentir-me vivo com o teu toque.
Expulsar o receio de que me irás magoar.
Apenas quero sentir a tua presença e preencher o silêncio com palavras mudas.
Apenas olhar para os teus olhos e, mesmo sabendo que és uma miragem, dizer que és tudo para mim.
Sei que quando abrir os olhos não estarás ao meu lado, por isso eles permanecerão fechados até ouvir a tua voz angélica acordar-me e sentir o calor do teu beijo no meu corpo.
Enquanto não chegares não os abrirei.
Eles existem só para te ver...
Absorver o nascer do sol enquanto observo o teu belo rosto gelado.
Sorrir apenas porque estou contigo.
Sentir-me vivo com o teu toque.
Expulsar o receio de que me irás magoar.
Apenas quero sentir a tua presença e preencher o silêncio com palavras mudas.
Apenas olhar para os teus olhos e, mesmo sabendo que és uma miragem, dizer que és tudo para mim.
Sei que quando abrir os olhos não estarás ao meu lado, por isso eles permanecerão fechados até ouvir a tua voz angélica acordar-me e sentir o calor do teu beijo no meu corpo.
Enquanto não chegares não os abrirei.
Eles existem só para te ver...

Mais uma noite passada. Mais uma noite em que o vazio me substituiu. Mais uma noite em que estava onde não estava. Mais uma noite em que o rubor do álcool não conseguiu anular esta dor de existir. Mais uma noite em que as conversas se perderam antes de chegarem ao seu destino. Mais uma noite em que me espera uma cama vazia. Mais uma noite em que chorarei até adormecer. Mais uma noite a juntar ao numero infinito de noites. Mais uma noite para esperar um novo dia. Mais uma noite... Mais uma noite que desejo perder. Mais uma noite de eterna angustia. Mais uma noite em que clamo por alguém. Mais uma noite em que espero por ninguém. Mais uma noite que me abraça e depois me expulsa. Mais uma noite de sofrimento. É só mais uma... A noite de amanha será melhor e na noite de amanha tudo fará sentido e verei que afinal o universo é belo. Amanha tudo irá mudar...
sexta-feira, 3 de julho de 2009

"Pela estrada fora vinha um homem
Encoberto pelas sombras da noite
Alguém lhe perguntou o nome
"Sou uma miragem, dizem que semeio o caos e a destruição
Como o vento semeia as papoilas
O meu nome é... Liberdade"
Vinha pela estrada fora a Liberdade
Encoberta pela noite das sombras
"Sabes quem eu sou?" perguntou ao candeeiro
"És uma miragem E pertences ao livro dos sublinhados
provocadores"
O que são os poetas?
Almas sonhadoras...
"Anarquista Duval:
Prendo-te em nome da lei?
Eu suprimo-te em nome da Liberdade!"
Sublinhados provocadores, iam pela estrada fora
Carregando o livro das sombras
Da noite só restava o candeeiro
Encoberto "
Anarquista Duval- Mão Morta
Adolfo Lúxuria Canibal
"Luxúria da parte da mãe, Canibal da parte do pai." Ignorado pelas massas completa no dia de natal 50 anos. Para além da sua carreira com Mão Morta, que completou este ano 25 anos de existência, colaborou como compositor em ínumeras bandas portuguesas tais como: Quinta do Bill, Clâ, Wraygun, Moonspell, Diva, Pop dell´art, Mundo Cão, etc. Admiro ,para além da sua voz, a sua capacidade literária. "Estilhaços" é dos melhores livros alguma vez escrito em Portugal. Personagem caricata e, ao mesmo tempo, de uma humildade assombrante não procura o reconhecimento do seu excelente trabalho pela crítica preferindo antes tocar ao vivo e espalhar as suas palavras corrosivas. A seguir a Braga, sua cidade natal, o Porto é a cidade que melhor o recebe. Todos os concertos de Mão Morta no Porto esgotam e fiquei muito triste numa cidade a que faz tributo no album Mutantes s-21 (Lisboa) ser recebido por apenas 50 pessoas num concerto de entrada gratuita. Como todos os grandes génios, continua sem ser reconhecido pelo seu trabalho ao serviço da cultura portuguesa. Fica aqui uma pequena mas sentida homenagem a este grande senhor.
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