segunda-feira, 6 de julho de 2009

"E VER PASSAR A VIDA FAZ-ME TÉDIO..."tédio..."

PROCURA-SE:
A minha identidade. A ultima vez que foi avistada trajava de negro e recitava palavras apaixonadas. Agradece-se a quem a encontrar o favor de a destruir ou de contactar a brigada de combate aos corações partidos. Procedam com extremo cuidado pois é fácilmente inflamável e podem ser vítimas de torturas kafkianas com as suas palavras suaves e enamoradas.

Cozinha para os depressivos


Aqueles murmúrios sombrios ecoando bem dentro de ti. Sabem a personalidades empaladas que gritam por ajuda. São exclamações de tudo combinado com aquele toque especial do nada.


Modo de preparação:

Corte os murmúrios sombrios em fatias bem fininhas, quando ouvir os sussurros de dor em altos décibeis é sinal que as fatias estão no tamanho exacto.

Para o tempero basta que sejam apimentados com apenas uns granzinhos de desespero, essa tão doce especiaria. Bem cozinhados em sofrimento brando e mexidos constantemente com a mágoa. Depois de cozinhados o melhor acompanhento são os gemidos de extase servidos a ferver. Podem ainda ser combinados com os melhores beijos apaixonados que tiver. Atenção que existem muitos beijos, mas neste caso só se devem usar os que são mesmo apaixonados senão corre-se o risco de estragar o doce paladar do prato confeccionado.

Para sobremesa sugiro uns abraços sentidos ou então umas lágrimas de profunda alegria. Como digestivo para este prato de murmúrios sombrios não há nada melhor de que um cálice de 305 Forte ou se preferirem um cálice de Cianeto.

Para todos os que me fazem sorrir. Os acusados sabem bem quem são.


De vez em quando aparece uma luz a iluminar os meus passos, uma luz mais forte que a da lua. Uma luz que me guia e me afasta dos abismos sucessivos que se escondem camuflados ao longo do caminho. Guia os meus pés cegos e errantes até terra firme. Ilumina-me enquanto enterro a caneta no meu caderno para que as palavras sejam mais claras e não deixam a escuridão eclipsa-las por completo. Obrigado a todos os que acendem as velas e as colocam no castiçal...
E se depois...
Eu acordasse um dia e sentisse-me em plena harmonia com o mundo.
E se depois...
Eu não me recriminaria de todo o mal que existe.
E se depois...
Todas as pessoas fossem puras de alma como eu.
E se depois...
Eu perdesse a vontade de não ter vontade.
E se depois...
Eu amasse todas as pedras que estão na calçada.
E se depois...
Eu abraçasse toda a gente como de melhores amigos se tratassem.
E se depois...
Eu conseguisse enterrar a angustia no cemitério onde está o meu amor
E se depois...
Eu fosse capaz de gritar ao mundo o que me vai na alma.
E se depois...
Eu riria até ás lágrimas...
E se depois...

Se este depois vier, não vou ter saudades minhas.

domingo, 5 de julho de 2009


Discorrem palavras sobre folhas anteriormente em branco, como se a caneta fosse um pincel a colorir uma branca tela. Pinto quadros soturnos sobre a forma de palavras. É inevitável e mais forte do que eu. Gostaria de substituir as paisagens negras e obscuras por belas paisagens com arco iris e rostos felizes a cantar belas melodias. Não me consigo afastar do lado negro como o Darth Vader também não o conseguiu. As nuvens carregadas e negras continuam a ser as minhas paisagens favoritas para pintar. Não há nuvens iguais por isso todos os meus quadros são diferentes. Irão sempre existir palavras negras e depressivas para escrever e eterna miseria para explorar. Nunca se extinguirá e aqui estarei eu para a descrever.


Para alguém que lê este blog.

Gostava de te poder confortar neste dia em que a tua alma está dilacerada. Mais não posso fazer a não ser escrever. Dedico-te palavras de solidariedade e de compreensão. Espero que a tristeza não substitua a tua enorme bondade. Sinto os golpes que as pessoas que me são queridas sofrem como se a vitima fosse eu. Não quero ninguém que me rodeie triste e a sofrer, eu sofro por todos. Qual Cristo reencarnado, eu venho para este mundo para suprimir as tristezas dos meus amigos.
Ao meu sofrimento já estou imune, mas desvasta-me o sofrimento de outrém. Gostava de ter dado um abraço muito apertado e dizer que tudo vai correr bem. Era apenas uma maneira muito humilde e pequena de agradecer a quem me ajudado e a quem muito devo.