Neblinas matinais envolvem as construções de betão onde corpos dormem restabelecendo energias para um novo despertar das rotinas que absorvem as suas forças e identidades.
Mais um dia os aguarda. Um dia exactamente igual aos demais.
Sobrevivência. Instinto básico.
Ninguém vive, na verdadeira essência da palavra.
Apenas tenta-se tornar mais cómoda a sobrevivência.
Não correm pelo pensamento palavras inconformadas.
É tudo aceite de bom grado.
Longe estão, se é que os houve, ideais de vida.
Caminha-se com uma unica certeza. Nenhuma.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
São belas as blasfémias
Nas visões não perversas
Eternas e etéreas
Como as nossas conversas
Nas petalas de orquideas
Há palavras submersas
Proíbidas durante dias
Só nas noites confessas
Teus lábios encantam-me
Teus receios agitam-me
Em ti tudo é perfeito
Não amares não é defeito
Fá-lo-ei por nós dois
Antes que exista depois.
Nas visões não perversas
Eternas e etéreas
Como as nossas conversas
Nas petalas de orquideas
Há palavras submersas
Proíbidas durante dias
Só nas noites confessas
Teus lábios encantam-me
Teus receios agitam-me
Em ti tudo é perfeito
Não amares não é defeito
Fá-lo-ei por nós dois
Antes que exista depois.
Dilema luteriano que tenho perante mim.
Perfeita ocasião para a manifestação dos multiplos eus que multiplicam-se a velocidades estonteantes.
Cada um tem os seus argumentos e todos fazem perfeito sentido.
Está iniciada a audiência sumária onde oiço todos com uma atenção nunca antes avistada em mim. Como se a minha capacidade de alheamento tivesse sido mantida refém por forças alienígenas aguardando a ordem de invadir a Terra.
Mas é mesmo o futuro do mundo que está em julgamento. O meu mundo, não o vosso.
Em nada alterará as vossas rotinas e vidas seja qual for a sentença que eu decretar.
Para mim é que será diferente ou igual. Só de mim depende.
Quando eu bater com o martelo da independência, a sentença será atribuida sómente a mim. Boa ou má caberá a mim ver as repercursões futuras.
Lucidez invade-me, apesar de eu odiar as primeiras quatro letras da palavra.
Bem que podiam ser substituidas por letras de outro nome que tenha sido justo e correcto comigo. Qual? Boa pergunta. Por qualquer nome dos meus amigos. Ou por outro nome que eu respeite e adore mesmo sendo começado pela mesma letra.
Mas lá estou eu a divagar. Não posso! O juízo final aguarda-me! E eu sou ele.
Perfeita ocasião para a manifestação dos multiplos eus que multiplicam-se a velocidades estonteantes.
Cada um tem os seus argumentos e todos fazem perfeito sentido.
Está iniciada a audiência sumária onde oiço todos com uma atenção nunca antes avistada em mim. Como se a minha capacidade de alheamento tivesse sido mantida refém por forças alienígenas aguardando a ordem de invadir a Terra.
Mas é mesmo o futuro do mundo que está em julgamento. O meu mundo, não o vosso.
Em nada alterará as vossas rotinas e vidas seja qual for a sentença que eu decretar.
Para mim é que será diferente ou igual. Só de mim depende.
Quando eu bater com o martelo da independência, a sentença será atribuida sómente a mim. Boa ou má caberá a mim ver as repercursões futuras.
Lucidez invade-me, apesar de eu odiar as primeiras quatro letras da palavra.
Bem que podiam ser substituidas por letras de outro nome que tenha sido justo e correcto comigo. Qual? Boa pergunta. Por qualquer nome dos meus amigos. Ou por outro nome que eu respeite e adore mesmo sendo começado pela mesma letra.
Mas lá estou eu a divagar. Não posso! O juízo final aguarda-me! E eu sou ele.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Novas entradas para a enciclopédia das coisas estupidas que me acontecem.
1ª entrada- Pedir um café, paga-lo e só depois de 10 minutos de amaldiçoar o dono do tasco por estar a demorar tanto a servi-lo é que reparo que o café esteve sempre ao meu lado. Está irremediávelmente frio. Tenho que pedir outro.
2ª entrada- Adormecer sozinho numa esplanada e ser acordado pela P.S.P. Em seguida, entrar para o veiculo da autoridade que se voluntariou a ajudar-me a encontrar o meu carro, pois não fazia a menor ideia onde o tinha estacionado. Finalmente, jurar a pés juntos que não irei conduzir nas próximas horas.
Grande abraço à Policia de Segurança Pública de Santo Tirso pela paciência e preocupação pela segurança privada da minha pessoa.
3ª entrada- Conduzir até ao trabalho às 7 e 15 da manhã. Entrar numas bombas de gasolina. Ignorar o placard gigante que indica " Bomba em pré-pagamento". Insultar a mangueira até álguem dizer que tenho que pagar primeiro. Dirigir-me até à caixa, efectuar o pagamento e arrancar em seguida sem efectuar o abastecimento.Conduzir mais uns quilómetros e achar que o ponteiro do combustível está avariado pois não saiu da reserva.Aperceber-me do que se tinha passado. Voltar às bombas e ser recebido com um sorriso e com a pergunta "As segundas feiras são fodidas, não são?!".
Obrigado à gentil funcionária da Galp de Penafiel que ainda me ofereceu um café.
4ª entrada- Uma mulher lindíssima que não conheço de lado algum pede-me o numero de telefone e eu pergunto:" Queres o meu numero para quê?"
2ª entrada- Adormecer sozinho numa esplanada e ser acordado pela P.S.P. Em seguida, entrar para o veiculo da autoridade que se voluntariou a ajudar-me a encontrar o meu carro, pois não fazia a menor ideia onde o tinha estacionado. Finalmente, jurar a pés juntos que não irei conduzir nas próximas horas.
Grande abraço à Policia de Segurança Pública de Santo Tirso pela paciência e preocupação pela segurança privada da minha pessoa.
3ª entrada- Conduzir até ao trabalho às 7 e 15 da manhã. Entrar numas bombas de gasolina. Ignorar o placard gigante que indica " Bomba em pré-pagamento". Insultar a mangueira até álguem dizer que tenho que pagar primeiro. Dirigir-me até à caixa, efectuar o pagamento e arrancar em seguida sem efectuar o abastecimento.Conduzir mais uns quilómetros e achar que o ponteiro do combustível está avariado pois não saiu da reserva.Aperceber-me do que se tinha passado. Voltar às bombas e ser recebido com um sorriso e com a pergunta "As segundas feiras são fodidas, não são?!".
Obrigado à gentil funcionária da Galp de Penafiel que ainda me ofereceu um café.
4ª entrada- Uma mulher lindíssima que não conheço de lado algum pede-me o numero de telefone e eu pergunto:" Queres o meu numero para quê?"
Invenções bestiais destronam os trabalhos manuais.
A arte de escrever manter-se-á fidelizada à caneta e ao papel?
Escrevo sempre em papel. Exercito o meu léxico. Dou erros. Alguns ou bastantes provavelmente.
Espero que a minha caneta nunca seja substituida por artimanhas mecánicas de qualquer espécie.
A minha letra é horrivel e de muito difícil compreensão. Sempre o foi. Mas é a minha letra. É das poucas coisas que sei fazer.
Imagino uma máquina ligada ao meu cerebro transcrevendo o díluvio de palavras que brota em mim.
Que visão nefasta!
Poderiam ser palavras e frases articuladas e escritas da maneira mais correcta, mas nunca teriam o mesmo valor.
Posso pontapear o português correcto, mas se tudo fosse perfeito perderia a sua beleza.
Escrevo de maneira caótica, por vezes anárquica, mas eu sou o que escrevo e eu não sou perfeito. Muito pelo contrário. Mas gosto da minha escrita cheia de imperfeições e de erros... e lá no fundo, bem lá no fundo, também gosto de mim.
A arte de escrever manter-se-á fidelizada à caneta e ao papel?
Escrevo sempre em papel. Exercito o meu léxico. Dou erros. Alguns ou bastantes provavelmente.
Espero que a minha caneta nunca seja substituida por artimanhas mecánicas de qualquer espécie.
A minha letra é horrivel e de muito difícil compreensão. Sempre o foi. Mas é a minha letra. É das poucas coisas que sei fazer.
Imagino uma máquina ligada ao meu cerebro transcrevendo o díluvio de palavras que brota em mim.
Que visão nefasta!
Poderiam ser palavras e frases articuladas e escritas da maneira mais correcta, mas nunca teriam o mesmo valor.
Posso pontapear o português correcto, mas se tudo fosse perfeito perderia a sua beleza.
Escrevo de maneira caótica, por vezes anárquica, mas eu sou o que escrevo e eu não sou perfeito. Muito pelo contrário. Mas gosto da minha escrita cheia de imperfeições e de erros... e lá no fundo, bem lá no fundo, também gosto de mim.
domingo, 11 de outubro de 2009
Prémio Nobel da estupidez.

Não é hábito pronunciar-me sobre o mundo que gira à minha volta. Não sinto que faça parte dele verdadeiramente. Mas tenho que comentar o novo galardoado como Nobel da paz.
Barack Obama. Presidente dos Estados Unidos.
Acho, muito honestamente, que só foi contemplado com tal galardão não por ser quem é mas sim por quem não é. Neste caso o seu antecessor da superpotencia chamada Estados Unidos.
As medidas que Obama decretou seriam decretadas por qualquer pessoa que tenha dois dedos de testa. George W Bush foi o Hitler do sec XXI em termos bélicos até ao momento.
Qualquer sem abrigo ou atrasado mental que ocupasse o lugar de Bush que não partilhasse das suas idíoticas ideias venceria o prémio.
Portanto, mais uma machadada na muito dúbia reputação e respeito que a Fundação Nobel tem.
Quem mereceria vencer o prémio? Eu por exemplo. Que lutei imenso para encontrar um armistício numa guerra muitas vezes superior a todas as guerras mundiais. A guerra contra mim próprio. E diplomáticamente resolvo todos os conflitos que os outros insitem em causar ao meu redor.
Sindrome de domingo à tarde.
Melancolias alojam-se nos rostos.
Estudos provam que a maioria dos suícidos são cometidos ao domingo.
Domingos acarretam tristezas e no meu caso muito em particular, ressacas.
Ressacas físicas e mentais resultado de todos os abusos que inflijo a mim próprio.
Tento encher o vazio mas alguma fuga terei em mim porque ele nunca fica cheio.
Embriago-me de pensamentos e palavras e vagueio em torpores erróneos.
Perco-me por entre as doses de devaneios que absorvo e tenho pazes temporárias.
Por momentos sinto-me quase completo.
É apenas mais uma das ilusões em que eu sou o eterno perito em criar.
Quando acordo voltou tudo ao que era.
E lá voltarei eu a fabricar utopias.
Não fujo de mim próprio.
Sei que algures terei algo valioso dentro de mim.
Enquanto o não descobrir manipulo-me a mim próprio com falsas promessas.
Pensamentoólico... eu sou.
Imagino reuniões de pessoas com o mesmo problema que eu.
"Olá. Eu sou o Nuno e sou viciado em pensamentos."
Melancolias alojam-se nos rostos.
Estudos provam que a maioria dos suícidos são cometidos ao domingo.
Domingos acarretam tristezas e no meu caso muito em particular, ressacas.
Ressacas físicas e mentais resultado de todos os abusos que inflijo a mim próprio.
Tento encher o vazio mas alguma fuga terei em mim porque ele nunca fica cheio.
Embriago-me de pensamentos e palavras e vagueio em torpores erróneos.
Perco-me por entre as doses de devaneios que absorvo e tenho pazes temporárias.
Por momentos sinto-me quase completo.
É apenas mais uma das ilusões em que eu sou o eterno perito em criar.
Quando acordo voltou tudo ao que era.
E lá voltarei eu a fabricar utopias.
Não fujo de mim próprio.
Sei que algures terei algo valioso dentro de mim.
Enquanto o não descobrir manipulo-me a mim próprio com falsas promessas.
Pensamentoólico... eu sou.
Imagino reuniões de pessoas com o mesmo problema que eu.
"Olá. Eu sou o Nuno e sou viciado em pensamentos."
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