Estou preso à minha liberdade.
Tudo passa a correr perante mim
Tudo parece ausente de verdade
Imploram-me que agarre algo
Que cai vertiginosamente perante a minha apatia.
Cuidado! Que vai se partir em mil pedaços.
Só eu posso amparar a queda mas não o faço.
Inércia, essa definição fisíca impede-me.
Parte e estilhaça-se tudo à minha frente.
Eu olho e recordo-me de mim próprio.
De tempos idos e espero nunca vindouros.
Estou livre para fazer tudo mas nada almejo.
Talvez um infimo de mim gostaria de que gostasses de mim.
Outro deseja que eu goste de mim da mesma forma como gosto de outros.
Agora estou livre de tudo e preso a esse mesmo tudo.
Posso ir correr nu para os campos. Quem me impede?
Eu...
domingo, 15 de novembro de 2009

Gosto do silêncio que é emanado pelas tardes de chuva. Parece que tudo interrompe temporáriamente todo o seu ritmo maquinal.
Arbitráriamente escolho um cd para servir de banda sonora enquanto acendo um cigarro e observo a imensidão de paz que se estende para além da linha do horizonte.
Este é um silêncio solitário. Não tenho ninguém com quem o partilhar. Tem tudo para ser um daqueles silêncios que engloba em si mesmo todas as conversas e todas as mais belas palavras.
Seria um daqueles momentos etéreos e perfeitos em que a melodia da chuva suavizaria toda a agressividade e violência que brota das colunas.
Terei eu um dia alguém para comungar comigo deste silêncio? Alguém em que apenas os olhares comunicariam e seriam eles os autores de belas e intemporias odes?
Na infinita rebelião que são os sentimentos humanos não há espaço para vazios quando apenas os olhos comunicam.
O tédio é algo ausente já há algum tempo destas paisagens pinceladas de cinzento que sou eu. Há demasiadas coisas para serem feitas. Estou calmo! Uma calma que tanto lutei para obter e finalmente consegui.
Se, porventura, deflagrasse uma hecatombe perante os meus olhos permaneceria imerso nesta mesma calma se tivesse um olhar a comunicar com o meu. Não existirá sensação mais sublime.
Dedico-me a avaliar os olhares de todos os que se cruzam comigo para o encontrar. Tenho muitos para analisar. Desejem-me sorte.
sábado, 14 de novembro de 2009
Gostava de caminhar por entre os escombros e não ser atingido por todos os estilhaços atiçados por explosões nucleares à minha volta.
Parece que tudo se auto-destroi à minha passagem.
Tudo tem medo de mim. Tem medo que eu vislumbre algo de belo em si.
Tive, em tempos imemoriais, medo do que me rodeava. Volte face primoroso, agora tudo exibe receio à minha passagem.
"Ali caminha quem não conseguiu auto-destruir-se e agora visa a destruição de tudo." Pensamento ostentado pelos candeeiros na rua, nas pedras da calçada e nos troncos das arvores.
Descansai mortais e demais inanimados. Não procuro vingança ou ódios.Apenas uma forma de co-existir com toda e qualquer existência.
Descrever belas paisagens onde outros olhos apenas encontram desolações. Onde verem problemas eu apenas ver soluções.
Não desejo molda o mundo a mim. Apenas torná-lo mais habitável ppara mim e o meu imenso pensar.
Parece que tudo se auto-destroi à minha passagem.
Tudo tem medo de mim. Tem medo que eu vislumbre algo de belo em si.
Tive, em tempos imemoriais, medo do que me rodeava. Volte face primoroso, agora tudo exibe receio à minha passagem.
"Ali caminha quem não conseguiu auto-destruir-se e agora visa a destruição de tudo." Pensamento ostentado pelos candeeiros na rua, nas pedras da calçada e nos troncos das arvores.
Descansai mortais e demais inanimados. Não procuro vingança ou ódios.Apenas uma forma de co-existir com toda e qualquer existência.
Descrever belas paisagens onde outros olhos apenas encontram desolações. Onde verem problemas eu apenas ver soluções.
Não desejo molda o mundo a mim. Apenas torná-lo mais habitável ppara mim e o meu imenso pensar.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Desfalecem as gotas de chuva no asfalto
Perecem antigos súplicios
Tudo cai e tudo se transforma
Em novas tentativas de existência
não existem cruzes suficientes para crucificar
Tudo o que pensei e errado estava.
Pensamentos mártires
Ideias exorcizadas
Palavras sentenciadas
Tudo perde a razão
Prevalece a palavra não.
E a chuva continua a cair...
Só eu vejo beleza na escuridão
Poetas dela fizeram o seu ganha pão
Nunca foram vendidos
Apenas rendidos
Nos seus escritos intemporais
Tem lugar cativo a chuva
As lágrimas do céu
Os desabafos do eterno criador
A chuva adormece a dor
Apazigua o amor
Derrama nova vida sobre ele
Transfigura-o para o não perder
Dá-lhe um novo folego para sempre viver.
Perecem antigos súplicios
Tudo cai e tudo se transforma
Em novas tentativas de existência
não existem cruzes suficientes para crucificar
Tudo o que pensei e errado estava.
Pensamentos mártires
Ideias exorcizadas
Palavras sentenciadas
Tudo perde a razão
Prevalece a palavra não.
E a chuva continua a cair...
Só eu vejo beleza na escuridão
Poetas dela fizeram o seu ganha pão
Nunca foram vendidos
Apenas rendidos
Nos seus escritos intemporais
Tem lugar cativo a chuva
As lágrimas do céu
Os desabafos do eterno criador
A chuva adormece a dor
Apazigua o amor
Derrama nova vida sobre ele
Transfigura-o para o não perder
Dá-lhe um novo folego para sempre viver.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Tom Hanks, no filme Forrest Gump, disse " A vida é como uma caixa de chocolates. Nunca sabemos qual o que nos vai sair."
Eu actualizo essa afirmação.
Ora aqui vai.
A vida é como um Happy Meal do McDonalds. Nunca sabemos o brinquedo que nos vai sair. Ou há mesmo aqueles casos em que o happy meal não tráz nenhum brinquedo.
Eu actualizo essa afirmação.
Ora aqui vai.
A vida é como um Happy Meal do McDonalds. Nunca sabemos o brinquedo que nos vai sair. Ou há mesmo aqueles casos em que o happy meal não tráz nenhum brinquedo.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A minha psicografia.
Espalhadas estão as marcas de dor
Infligidas por antigos crimes de amor
Poesias dispersas e murmuradas
Nelas as emoções não censuradas
Valem o que significam para cada um
Uns veem todo o valor outros nenhum
Poesia é subjectiva
Ou apenas adjectiva
Em palavras nunca forjadas
Encontro todas as minas amadas
Boémias e degradações
São algumas das minhas paixões.
Fingir sentimentos
Ou demais intentos
Fica para quem lê
E para quem me vê.
Um dia tudo terá destino
Tudo agora em desalinho
Encontrará o seu de direito
As qualidades são um defeito
Tenho palavras para quem me rodeia
Inclusivé para quem me odeia
Inesgotável turbilhão
capaz de destruir um coração
Adoro o mundo ou não
Dedico-lhe um aceno de mão
Agora não de despedida
Apenas de raiva incontida.
Infligidas por antigos crimes de amor
Poesias dispersas e murmuradas
Nelas as emoções não censuradas
Valem o que significam para cada um
Uns veem todo o valor outros nenhum
Poesia é subjectiva
Ou apenas adjectiva
Em palavras nunca forjadas
Encontro todas as minas amadas
Boémias e degradações
São algumas das minhas paixões.
Fingir sentimentos
Ou demais intentos
Fica para quem lê
E para quem me vê.
Um dia tudo terá destino
Tudo agora em desalinho
Encontrará o seu de direito
As qualidades são um defeito
Tenho palavras para quem me rodeia
Inclusivé para quem me odeia
Inesgotável turbilhão
capaz de destruir um coração
Adoro o mundo ou não
Dedico-lhe um aceno de mão
Agora não de despedida
Apenas de raiva incontida.
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