Formam-se lagos gelados na queda de palavras glaciares.
Elas congelam toda a vegetação rebelde que cresce abritáriamente.
Acredito na criogenização.
Tudo o que estiver congelado não está morto, apenas adormecido.
Permanece inalterado e preservado até que os raios de sol incidam um dia.
Nesse dia tudo voltará a ser como era...
Demorem o quanto demorarem, os raios de sol, a beleza permanecerá intacta.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sou um navio embalado pelas marés.
Vagueio livremente para onde me levarem.
Os oceanos vastos são o meu domínio.
Estou perdido sem nunca o estar.
As estrelas acenam à minha passagem.
Serenidade nas ondas que me beijam.
Sou navio de carga.
Transporto o que sinto.
Como todos os navios tinha um destino.
Um porto de descarga.
Mas este encontra-se fechado.
Não posso deixar tão preciosa carga.
Continuo perto desse porto.
Na vã esperança de ele me receber.
A mercadoria não tem validade.
Tempestades não me viraram
Ou destruíram a carga.
Apenas desejo descarregar.
E assim poder voltar…
Conduzido novamente pelas marés nómadas como eu.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Estou na minha caverna camuflada por árvores milenares e demais vegetação pré-histórica.
A misantropia é um estado de direito e de alma. Nesta minha caverna tenho todos os confortos e uma visão paisagística de todos os abismos e demais ofertas do mundo exterior.
Atafulhadas a um dos cantos da minha caverna encontram-se palavras arrumadas em toda a sua desordem. Agorafobia é uma doença ou apenas um estado de espírito. Geralmente estado de espírito e estado de sítio são sempre sinónimos.
Tudo me acena em desdém. A tudo nego, pois tudo o que quero está na minha caverna.
É a vantagem de ter uma mente supercriativa, que catapulta tudo para as mãos.
Ninguém é bem-vindo aqui. Ou melhor, ninguém quer entrar.
Apenas eu vejo que não estou sozinho aqui. Está quem eu quero que esteja. O que olhos humanos consideram uma rocha, eu vejo uma pessoa. Está aqui quem amo. Sempre esteve e estará. Continuo a declamar poesias à velocidade da luz como elas se formam no meu pensamento. Não preciso de ter resposta das rochas. Não preciso de respostas porque também não tenho perguntas.
Nada são objectos inanimados. Tudo tem vida e fala comigo.
A misantropia é um estado de direito e de alma. Nesta minha caverna tenho todos os confortos e uma visão paisagística de todos os abismos e demais ofertas do mundo exterior.
Atafulhadas a um dos cantos da minha caverna encontram-se palavras arrumadas em toda a sua desordem. Agorafobia é uma doença ou apenas um estado de espírito. Geralmente estado de espírito e estado de sítio são sempre sinónimos.
Tudo me acena em desdém. A tudo nego, pois tudo o que quero está na minha caverna.
É a vantagem de ter uma mente supercriativa, que catapulta tudo para as mãos.
Ninguém é bem-vindo aqui. Ou melhor, ninguém quer entrar.
Apenas eu vejo que não estou sozinho aqui. Está quem eu quero que esteja. O que olhos humanos consideram uma rocha, eu vejo uma pessoa. Está aqui quem amo. Sempre esteve e estará. Continuo a declamar poesias à velocidade da luz como elas se formam no meu pensamento. Não preciso de ter resposta das rochas. Não preciso de respostas porque também não tenho perguntas.
Nada são objectos inanimados. Tudo tem vida e fala comigo.
sábado, 28 de novembro de 2009
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