O calendário, mais uma das invenções do cristianismo, grita que hoje faz um ano desde a criação deste blogue. Obrigado a uma fiel leitora por me ter lembrado!
435 posts depois, este blog cresceu um pouco. Neste caso, digámos que acompanhou o meu próprio crescimento. Desde a sua criação até hoje muito eu amadureci.
Um agradecimento a todas as pessoas que por aqui passaram e passam e que tem paciência para a leitura dos meus devaneios literários. Muito obrigado!!!!!!
E um agradecimento muito especial à minha amiga Sandra Francisco, a pessoa que me convenceu a criar este espaço de palavras siderais. Obrigado pela força e por seres a primeira pessoa que reconheceu algum valor no que eu escrevo.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Claustrofobia em pleno espaço aberto rodeado da beleza imponente da natureza.
Eu suspiro o meu nome para conseguir deste claustro que é o meu corpo.
Enclausurado entre paredes de carne humana permaneço.
A liberdade pela qual a minha alma desespera está mesmo à minha frente, mas eu apenas sinto esta contraditória claustrofobia.
A rebelião das marés ainda não me contagiou....
Eu suspiro o meu nome para conseguir deste claustro que é o meu corpo.
Enclausurado entre paredes de carne humana permaneço.
A liberdade pela qual a minha alma desespera está mesmo à minha frente, mas eu apenas sinto esta contraditória claustrofobia.
A rebelião das marés ainda não me contagiou....
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Tributo a Al Berto.
Na minha mão cabe tudo, basta estendê-la e abri-a e lá entra à medida a ausência.
Sobra espaço ainda para a decadência.
Cabe a vulnerabilidade de não me sentir vulnerável.
O movimento de contracção dos dedos esmaga a solidão. É apenas ilusão de óptica. Os dedos acariciam a solidão.
Eles desenham a moldura onde outros colocam imagens da mais perfeita desolação. Entram em convulsões aterrorizadas perante a visão de outros dedos tentando tocar-lhes.
O contacto humano é apenas uma memória soterrada por entre paredes de desilusões arquitectadas por mãos mais hábeis.
Na palma da minha mão já esteve a tua. Agora está tatuado o olho da sabedoria ou da ignorância, tu decides.
Mão que derrotou a morte e a vontade de lhe pertencer.
Dedos que foram levados pela enxurrada de lágrimas conseguiram agarrar as ilusões que só eu as considero como reais.
A minha mão deseja escrever todas as folhas de papel que existam no mundo. Quando elas acabarem vou continuar a escrever em todos os milimetros do teu corpo.
Sobre quê?- Perguntas tu.
Sobre tudo ou apenas sobre mim, assim serás testemunha viva desta incontrolável vontade de escrever. O teu corpo será pertença das minhas palavras. Não pertencerá a mim pois as palavras quando jorram de mim ganham vida própria e negam a minha autoria.
Sobra espaço ainda para a decadência.
Cabe a vulnerabilidade de não me sentir vulnerável.
O movimento de contracção dos dedos esmaga a solidão. É apenas ilusão de óptica. Os dedos acariciam a solidão.
Eles desenham a moldura onde outros colocam imagens da mais perfeita desolação. Entram em convulsões aterrorizadas perante a visão de outros dedos tentando tocar-lhes.
O contacto humano é apenas uma memória soterrada por entre paredes de desilusões arquitectadas por mãos mais hábeis.
Na palma da minha mão já esteve a tua. Agora está tatuado o olho da sabedoria ou da ignorância, tu decides.
Mão que derrotou a morte e a vontade de lhe pertencer.
Dedos que foram levados pela enxurrada de lágrimas conseguiram agarrar as ilusões que só eu as considero como reais.
A minha mão deseja escrever todas as folhas de papel que existam no mundo. Quando elas acabarem vou continuar a escrever em todos os milimetros do teu corpo.
Sobre quê?- Perguntas tu.
Sobre tudo ou apenas sobre mim, assim serás testemunha viva desta incontrolável vontade de escrever. O teu corpo será pertença das minhas palavras. Não pertencerá a mim pois as palavras quando jorram de mim ganham vida própria e negam a minha autoria.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Uma pequena lufada de ar fresco neste destilar de palavras funestas...
Isto é uma pequena brincadeira que fica para a posteridade como o primeiro video da minha banda.
Nestes devaneios musicais dou largas à minha faceta mais javarda e tresloucada.
Sou o autor das letras, mas estas nada tem a ver com toda a seriedade que deixo patente neste blog.
Consultem o nosso myspace e algures por lá encontrarão as letras musicais mais ridiculas e corrosivas e ao mesmo tempo mais bem dispostas que terão memória.
Pelo menos vão lá nem que seja só para aumentar o nosso numero de visitas.
http://www.myspace.com/esguichobiliar
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A brisa gelada sopra suspiros de mudança.
Fôlegos de novas inspirações transfiguradas de velhas aspirações.
Factos congelados clamando o calor de alternativas teorias.
A beleza encontra-se com as mãos atadas ansisosa por ser cortada por pensamentos mais afiados que a guilhotina reservada para si.
Clamam pela morte para sentirem a liberdade, as lágrimas que desenham sulcos onde todos os outros veêm o que não existe.
Beijos envenenados com discórdia pavoneiam-se perante a fragilidade de fés anti-naturais passíveis de ruirem a qualquer verdade aleatória decretada por forjadas autoridades.
Novas serenidades artificiais construidas em laboratórios, estão privadas de negação.
Olhares formatados e eclipsados não conseguem ver a brisa.
Algures deixaram a sua capacidade e possuem apenas as cicatrizes como prova de que antes viram...
Fôlegos de novas inspirações transfiguradas de velhas aspirações.
Factos congelados clamando o calor de alternativas teorias.
A beleza encontra-se com as mãos atadas ansisosa por ser cortada por pensamentos mais afiados que a guilhotina reservada para si.
Clamam pela morte para sentirem a liberdade, as lágrimas que desenham sulcos onde todos os outros veêm o que não existe.
Beijos envenenados com discórdia pavoneiam-se perante a fragilidade de fés anti-naturais passíveis de ruirem a qualquer verdade aleatória decretada por forjadas autoridades.
Novas serenidades artificiais construidas em laboratórios, estão privadas de negação.
Olhares formatados e eclipsados não conseguem ver a brisa.
Algures deixaram a sua capacidade e possuem apenas as cicatrizes como prova de que antes viram...
domingo, 10 de janeiro de 2010
As constantes masturbações mentais que é o vício de escrever ainda não resultou no maior orgasmo cósmico que será o mais belo poema alguma vez escrito. Às vezes consigo ter orgasmos multiplos, mesmo isso estando vedado aos homens. O derradeiro e supremo orgasmo psicológico esconde-se bem dentro de mim. Continuo a desbravar os terrenos do extase mental na esperança de atingir o perfeito zen. As segregações em forma de palavras que vão jorrando de mim não são ainda suficientes para me sentir saciado. Será que um dia conhecerei o que é o limite e a perfeição de sentimentos fisicos que transporto para a mente? Não sei, mas vou tentando.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Ouvir Zeca Afonso resulta nisto.
Fracassos pré-destinados
Vivências pré-concebidas
Destinos tão odiados
Premissas sempre estabelecidas
Psicológicas violências
Autorizadas pela repressão
Monotorizadas sapiências
Onde não existe a razão.
Vazios familiares
Jamais saciada a sede
Pensamentos tão vulgares
Na parca resistência que cede.
Tudo por outros foi construido
O caminho da virtude falsa
Para ti foi estabelecido
E para todos os que não veêm a farsa.
Mais um amanhecer sangrento
Apenas outro igual aos demais
Encaras tudo sonulento
E aceitas todos os momentos irreais.
Tudo caminha de ti tão perto
Éticas e deontologias
Ou o que outros julgam certo
Pode ser para ti apenas analogias.
Vivências pré-concebidas
Destinos tão odiados
Premissas sempre estabelecidas
Psicológicas violências
Autorizadas pela repressão
Monotorizadas sapiências
Onde não existe a razão.
Vazios familiares
Jamais saciada a sede
Pensamentos tão vulgares
Na parca resistência que cede.
Tudo por outros foi construido
O caminho da virtude falsa
Para ti foi estabelecido
E para todos os que não veêm a farsa.
Mais um amanhecer sangrento
Apenas outro igual aos demais
Encaras tudo sonulento
E aceitas todos os momentos irreais.
Tudo caminha de ti tão perto
Éticas e deontologias
Ou o que outros julgam certo
Pode ser para ti apenas analogias.
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