segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
No sangue corre esta incontrolável vontade de amar tudo o que existe.
As ondas de paixão obedecem apenas à minha voz. São ondas devastadoras de êxtase que envolvem expelem tudo à sua pasagem.
Poderei eu amar uma árvore como se deuma pessoa se tratasse? Talvez o consiga e com fervor redobrado. Ou a um rio... Quiçá mesmo uma gota de orvalho.
Pequenos grandes encantos que me seduzem e habitam no esquecimento dos demais.
Estranha esta capacidade extrema de amar!!!!
Riqueza escondida, ou bem à vista dentro de mim à espera de ser reclamada.
Não existe mapa para chegar a este tesouro. As indicações estão explícitas no meu olhar.
Apaixono-me por tudo o que existe, incluindo pessoas que nunca deram provas de existência.
Nas minhas entranhas, há uma passagem nada secreta para o mundo das ilusões que podem ser tornadas reais.
A tristeza está na guarida avaliando quem se aproxima.
Deixar-te-á ela entrar???
As ondas de paixão obedecem apenas à minha voz. São ondas devastadoras de êxtase que envolvem expelem tudo à sua pasagem.
Poderei eu amar uma árvore como se deuma pessoa se tratasse? Talvez o consiga e com fervor redobrado. Ou a um rio... Quiçá mesmo uma gota de orvalho.
Pequenos grandes encantos que me seduzem e habitam no esquecimento dos demais.
Estranha esta capacidade extrema de amar!!!!
Riqueza escondida, ou bem à vista dentro de mim à espera de ser reclamada.
Não existe mapa para chegar a este tesouro. As indicações estão explícitas no meu olhar.
Apaixono-me por tudo o que existe, incluindo pessoas que nunca deram provas de existência.
Nas minhas entranhas, há uma passagem nada secreta para o mundo das ilusões que podem ser tornadas reais.
A tristeza está na guarida avaliando quem se aproxima.
Deixar-te-á ela entrar???
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Crónica sobre o panorama musical e não só...
Desde que me conheço- ora aqui está uma frase deveras estranha- sempre fui completamente viciado em música. A partir dos meus 18 anos, com o meu primeiro carro, comecei a percorrer o país de uma ponta à outra sempre que um concerto me despertasse a atenção.
Maluqueiras de fazer 600 quilómetros numa noite de semana com o trabalho à espera no dia a seguir, encabeçam a lista de estupidezes que fiz em prol de um concerto que - às vezes, até me defraudava as espectativas.
Volvidos quase 11 anos continuo com o mesmo espírito, ou será que já o sinto a esmorecer? Dessa passada década, todas as pessoas que me acompanhavam acabaram por desertar. Surge agora uma nova geração de amantes de música com o mesmo espírito de devoção total à musica. É com todo o orgulho que aceito todos os convites que me são endereçados por estes jovens que tanta música conheceram através de mim. É um imenso sinal de respeito, mas que me faz sentir velho. Falam da banda x e da banda y com uma devoção tremenda e eu digo sempre que já os vi no ano tal e lembro-me como se fosse ontem.
Entro nos recintos dos concertos e reconheço e sou reconhecido imediatamente pelos já poucos sobreviventes da minha faixa etária que como eu continuam a ir a todos os concertos possíveis. Por mais que uma pessoa mude de visual ou só tenha trocado meia duzia de palavras durante todos estes anos, a sensação de família está inerente. É como ter uma sede impossível de saciar e esta sede, é a sede de música.
Mas chega uma altura em que observámos que os valores que nos pertencem e que reconhecia-mos num estilo de música, neste caso em concreto, o metal, estão já muito díminuidos e ameaçam desfalecer a qualquer momento.
Sempre me regi pelos meus valores, quer achem certos ou errados e encontrei no metal esse mesmo espirito.
Actualmente o tão chamado underground do metal português é o meio mais elitista que poderá existir. O que sempre foi uma grande familia em que todos os parentes viviam em harmonia, tornou-se agora numa espécie de familia em que todos brigam por causa da herança. O elitismo e a divisão entre metaleiros de segunda e de primeira divisão foi algo que nunca pensei ver neste meio tão reduzido que ameaça suicidar-se.
Sempre renunciei todo o tipo de estereótipos e rótulos e já removi o rótulo que ainda por cima é a minha alcunha de sempre: Metaleiro.
Gosto de metal, mas actualmente não me considero um metaleiro, não por já não ter cabelo comprido ou vestir exclusivamente de preto, porque isso é um sub-estereotipo, mas apenas porque tudo o que me atraía, como por magia, desapareceu.
Escrevo este texto ao som duma das minhas bandas favoritas, Nargaroth. O primeiro sinal que tive que teria que separar as águas foi dado por esta banda. Grande música, mas como pessoas simplesmente abomináveis.
As obras de arte podem estar assim tão distantes dos seus criadores? Aparentemente sim...
Será que as pessoas que leêm o que escrevo e que reconhecem nos meus textos valor e capacidade artística pensarão o mesmo de mim?
Maluqueiras de fazer 600 quilómetros numa noite de semana com o trabalho à espera no dia a seguir, encabeçam a lista de estupidezes que fiz em prol de um concerto que - às vezes, até me defraudava as espectativas.
Volvidos quase 11 anos continuo com o mesmo espírito, ou será que já o sinto a esmorecer? Dessa passada década, todas as pessoas que me acompanhavam acabaram por desertar. Surge agora uma nova geração de amantes de música com o mesmo espírito de devoção total à musica. É com todo o orgulho que aceito todos os convites que me são endereçados por estes jovens que tanta música conheceram através de mim. É um imenso sinal de respeito, mas que me faz sentir velho. Falam da banda x e da banda y com uma devoção tremenda e eu digo sempre que já os vi no ano tal e lembro-me como se fosse ontem.
Entro nos recintos dos concertos e reconheço e sou reconhecido imediatamente pelos já poucos sobreviventes da minha faixa etária que como eu continuam a ir a todos os concertos possíveis. Por mais que uma pessoa mude de visual ou só tenha trocado meia duzia de palavras durante todos estes anos, a sensação de família está inerente. É como ter uma sede impossível de saciar e esta sede, é a sede de música.
Mas chega uma altura em que observámos que os valores que nos pertencem e que reconhecia-mos num estilo de música, neste caso em concreto, o metal, estão já muito díminuidos e ameaçam desfalecer a qualquer momento.
Sempre me regi pelos meus valores, quer achem certos ou errados e encontrei no metal esse mesmo espirito.
Actualmente o tão chamado underground do metal português é o meio mais elitista que poderá existir. O que sempre foi uma grande familia em que todos os parentes viviam em harmonia, tornou-se agora numa espécie de familia em que todos brigam por causa da herança. O elitismo e a divisão entre metaleiros de segunda e de primeira divisão foi algo que nunca pensei ver neste meio tão reduzido que ameaça suicidar-se.
Sempre renunciei todo o tipo de estereótipos e rótulos e já removi o rótulo que ainda por cima é a minha alcunha de sempre: Metaleiro.
Gosto de metal, mas actualmente não me considero um metaleiro, não por já não ter cabelo comprido ou vestir exclusivamente de preto, porque isso é um sub-estereotipo, mas apenas porque tudo o que me atraía, como por magia, desapareceu.
Escrevo este texto ao som duma das minhas bandas favoritas, Nargaroth. O primeiro sinal que tive que teria que separar as águas foi dado por esta banda. Grande música, mas como pessoas simplesmente abomináveis.
As obras de arte podem estar assim tão distantes dos seus criadores? Aparentemente sim...
Será que as pessoas que leêm o que escrevo e que reconhecem nos meus textos valor e capacidade artística pensarão o mesmo de mim?
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Inspirado em "Smile" dos Pearl Jam
Vou fazer-te sorrir...
Mesmo sem a presença do sol
Vou fazer-te sorrir...
Enfrentando toda a negatividade
Vou fazer-te sorrir...
Arancar-te à melancolia que se tornou tua amante insaciável.
Vou fazer-te sorrir...
Mesmo quando já estiveres a dormir
Vou fazer-te sorrir...
Simplemente porque sim
Vou fazer-te sorrir...
Iluminar esse rosto
Vou fazer-te sorrir...
Por quando o fizeres, eu poderei sorrir também.
Vou fazer-te sorrir...
Exangue, ergue-se a manifestação de vidas refugiadas na vã democracia da ausência de pensamentos.
Pensar torna-se tarefa idolatrada e inacessível, vedada aos comuns mortais. O refúgio nas quimeras utópicas é fácilmente violável. A volutalidade dos receios assentes em premissas auto-redigidas é imensa.
Inflamável a vontade de fugir a situações inócuas e adulteradas como calamidades.
Dos bravos reza a História. Mas as estórias de metáforas e eufemismos distorcidas serão.
Estranha sina esta de engrandecer o que é microscópico!
Na adversidade descobre-se a verdade, ou apenas descobre-se a maior arma de combate: o pensamento.
Fazem-se grandes banquetes com a ignorância.
O pecado capital da gula atríbuido aos seres vagueadores das sombras não é suficiente para deglutir toda a ignorãncia servida em bandejas prateadas de compreensão.
Todos perecerão perante a amotinização da ingestão de sabedoria ausente.
Os céus negros recebem os vómitos repugnantes dos excessos da insuficiência.
Pensar torna-se tarefa idolatrada e inacessível, vedada aos comuns mortais. O refúgio nas quimeras utópicas é fácilmente violável. A volutalidade dos receios assentes em premissas auto-redigidas é imensa.
Inflamável a vontade de fugir a situações inócuas e adulteradas como calamidades.
Dos bravos reza a História. Mas as estórias de metáforas e eufemismos distorcidas serão.
Estranha sina esta de engrandecer o que é microscópico!
Na adversidade descobre-se a verdade, ou apenas descobre-se a maior arma de combate: o pensamento.
Fazem-se grandes banquetes com a ignorância.
O pecado capital da gula atríbuido aos seres vagueadores das sombras não é suficiente para deglutir toda a ignorãncia servida em bandejas prateadas de compreensão.
Todos perecerão perante a amotinização da ingestão de sabedoria ausente.
Os céus negros recebem os vómitos repugnantes dos excessos da insuficiência.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Avizinha-se um fim de semana de punk rock!!!!
Um pouco de barulho bem tocado e eu estou lá. O meio da música mais alternativa é tão restrito que vale bem a pena apoiar as bandas que ainda lutam para tocar ao vivo. Mais umas centenas de quilómetros que farei para juntar aos já milhares que levo nas pernas. Tudo por uma boa causa.
Dia 5 em Famalicão
Fora de Serviço!
Quebra Cabeças!
Vila Real dia 6.
O regresso da mais hilariante, pornográfica e brejeira banda que Portugal alguma vez albergou.
Fuckness!
Dia 5 em Famalicão
Fora de Serviço!
Quebra Cabeças!
Vila Real dia 6.
O regresso da mais hilariante, pornográfica e brejeira banda que Portugal alguma vez albergou.
Fuckness!
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