terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Longe vão os tempos da apatia e modorra. Tento viver uma existência em cada dia que passa. Profetas sussurram-me apocalipses e cada dia é encarado como se de o ultimo se tratasse. É cansativa e devastadora esta hiper-actividade. Talvez tenha chegado o momento de deixar a harmonia fluir lentamente como as correntes dos rios mais calmos.
Acalmar um pouco...
Respirar uma lufada de ar fresco...
Observar o que foi conquistado e o muito que ainda há por conquistar.
É possivel sentir paz em pleno centro de actividades extremas e desafiadoras.
Os desafios acumulam-se e tiram vez desordenadamente. Cadastram-se e preenchem todos os pré-requisitos exigidos para serem admitidos.
Por um momento, enfrento todos nos olhos. Não. Não me lanço agora em ataques quiça suicidas contra tudo o que me rodeia.
Se morreria por alguém, alguém dispara para o ar essa interrogativa. A minha vida tem o seu quê de valioso. Diamante ainda por delapidar ou apenas petróleo em estado bruto. Toda e qualquer pessoa é supérflua. Nem por mim morreria quanto mais por outra alma.
Carrego no travão a fundo neste veículo de dissertações. Não é necessário conduzi-lo sempre em excesso de velocidade. Agora arranco lentamente e prossigo com marcha domingueira comtemplando as imagens abstractas que lentamente me acenam como o pôr do-sol o faz quando me vê.
É chegada a altura de fechar os olhos e sentir-me a deslizar suavemente na poesia que transborda em mim. Ao leme da minha barcaça vai quem eu quero que vá... Todos e ninguém. Quero estar assim à deriva um pouco... sabe bem...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Acho divinal o facto de o dia dos namorados, vulgo dia de S. Valentim, e o carnaval serem comemorados na mesma altura. Realmente tinha que ser, visto serem ambos uma autêntica palhaçada.
"O Natal é quando o Homem quer" então porque não aplicar o mesmo conceito ao dia dos namorados?
Não estou contra este dia, muito pelo contrário, visto que isto impulsiona a economia em crise. É o delirio para as floristas, lojas de peluches e lojas de bonbons ( Meu deus, tanta falta de originalidade)e os restaurantes verificam lotações esgotadas.
Corações apaixonados, que se manifestam apenas neste dia, fazem tão bem em dar novo fôlego a pequenos negócios condenados à extinção!!!
Ouvi dizer que se o Benfica for campeão este ano a crise desvanecerá também!!!
Espero bem que sim...
Há amor se o quiseres reclamar.
Não soará nunca como sonetos.
Não sei se sequer terá som, imagem ou sequer forma.
Ele existe, da mesma forma que eu.
Alimento-me dele e ele sorve toda a graciosidade de mim.
Ele passa por ti apenas para te comprimentar ou apenas para te ver.
Permanece não-reclamado alojado nas sombras que se estendem para tu não o veres.
As dores que conheces e todas as outras ainda por descobrir, a todas elas ele foi sujeitado.
É conhecedor profundo de toda a anatomia de sofrimentos.
Os seus olhos fixam-se no céu e deles uma lágrima corre.
Lado a lado caminhámos, trilhando os caminhos tortuosos que nos levarão a ti.
Não te quer causar dor, este ser estranho a mim. Quer sómente que reclames o que teu é de direito. Perderá então todo o anonimato e poderá caminhar ao teu lado substituido-me por ti.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Só assim consigo ouvir Depeche Mode.

Quando o metal se cruzam, coisas como esta acontecem...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Caminho de mão dada com o anonimato em pleno epicentro de multidões desejosas de desejos. Os meus passos são silenciosos ao contrário dos demais que soam a mil marchas militares.
Para onde conduzem os passos sempre em contradição com a mente?
Em direção ao futuro, dirão os mais optimistas e sonhadores.
A velocidade que debitam faz com que o futuro seja ultrapassado sem a mais remota possibilidade de um simples aceno.
Caminharei eu constantemente em círculos?
Bússolas e astrolábios deixaram de funcionar e deixaram-me à mercê do meu vago sentido de orientação.
Não existem sinais semelhantes aos de trânsito para identificar os perigos. eles vagueiam e vigiam-me em cada esquina das ruas com nomes de recordações passadas que eu vou cruzando. Perdi a capacidade de olhar para a rectaguarda. O meu olhar fixa-se somente num ponto mínusculo algures no horizonte.
será o ponto de chegada ou, apenas, novamente, o ponto de partida????

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Reside na reconciliação com as tragédias o pôr do sol, imagem ídilica de beleza antes intestemunhada.
Sem sentido toda a frieza de certeza de perda.
Tudo parece regenerar-se, velhas feridas fecharam-se para cederem lugar a novas que irão desabrochar.
A aceitação não rima com acomodação. Deixa fluir por um momento toda a sabedoria adquirida com tanto trabalho árduo.

Egoísmo versus individualismo: Palavras tão semelhantes e tão distintas.
A fragilidade de ser forte, a vontade de ter medo. Portas nunca estarão fechadas mesmo não existindo chave. Podem ser arrombadas com o querer.

Nada é proíbido. Sentir é obrigatório.
Não existe fim, a morte não separa, apenas a falta de amor.
Brilham estrelas cintilantes em pleno dia. Nada faz sentido ou ainda não chegamos ao estado de percepção suprema para ver que, afinal, tudo tem uma razão de ser.

Naquele instante em que pestanejamos, uma eternidade decorre. Jamais voltaremos a vê-la. É imperioso manter os olhos abertos, com todas as conotações que a frase acarreta.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Love is always over with ejaculation"

Esta é a frase que coloquei no meu messenger há uns dias para cá. Fui questionado pela razão de o ter feito porque, pelos vistos, não seria algo que eu normalmente diria.
Ora bem: A frase em questão é o nome de uma música de Nargaroth, banda que já mencionei aqui como sendo uma das minhas favoritas. Simplesmente achei piada a esse título e realmente eu em estado normal nunca diria tal frase. Faço um mea culpa, mas a frase até dá asas a uma boa discussão, porque eu observando o que me rodeia, sim eu considero-me um bom observador, é o que acontece mas ninguém admite.
Cada vez mais as pessoas perdem a sua humanidade e vão regredindo apenas aos impulsos animalescos querendo suprir o mais rápidamente possível uma necessidade que explode por todo o corpo. Tantos artíficios são usados na obtenção desse fim. O amor é o principal. Isto é: uma falsa visão e promessa de amor para saciar os impulsos carnais. Esse mesmo amor torna-se inexistente quando está atingido o objectivo.
Agora pergunto eu: Não é bastante mais êxtasiante uma ejaculação no final da qual o amor permanece? Conheço bem os dois lados da questão, mas prontos (LOLOL)talvez seja eu que seja apenas maluco e sinta as coisas em demasia...