Ouvi dizer...
Parábolas do que não posso crer
Ouvi dizer...
Lendas da falta de querer
Ouvi dizer...
O que foi não volta a ser
Ouvi dizer...
As palavras que não gosto de dizer
Ouvi dizer...
O significado do ser
Ouvi dizer...
Quão belo é o sofrer
Ouvi dizer...
Por entre os destroços ocorre o renascer
Ouvi dizer...
Que a vida termina com o morrer
Ouvi dizer...
Ouvi dizer...
Todas as letras que nunca irei escrever
Oiço dizer tanta coisa cujo significado permanece no vasto campo da ambiguidade. O sentido foi destítuido.
Para os que percebem todo o complexo sentido das palavras, a busca do conhecimento, reveste-se de cada vez mais importância para contradizer tudo o que é deixado no ar como dogmas universais.
Benaventurados sejam eles!!!!
A luta é desigual e a vitória jamais será reconhecida, mas ela, não o sendo é ainda mais gloriosa...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Para quê chorar?
As lágrimas não lavam a raiva.
Lenta e suavemente, a tristeza cumprimenta e senta-se a teu lado na sala vazia deste teatro onde interpretas todas as personagens que és, foste e serás.
Não existe guião nesta peça tão surreal que parece mesmo fictícia.
Não está ninguém no ponto para te recordar as falas que nínguem escreveu.
Os dialogos fluem arbitráriamente entre todas as personagens com características fincadas de monólogos. As perguntas, envoltas em sentimento no seu estado ainda por delapidar, ecoam nesta sala vazia e voltam a ti sem resposta e amplificadas vezes sem conta. Personagens olham-se mutuamente em desdém reconhecendo-se nas diferenças.
Medos encarnados debitam recitais de impropérios e são aplaudidos por ti em ovação desmedida e desnecessária.
Ao teu lado, a tristeza, rejubila por todas as personagens multiplicadas que fazem não vênias, mas gestos ofensivos para ti enquanto aplaudes tão miseráveis e grotescos desempenhos.
Amas e odeias cada uma dessas personagens com fervor similar.
Ver o que és como mero espectador é doloroso. Dor pungente que dilacera as artérias onde o sangue gelou pela acção gelada das lágrimas.
Findou a peça que és tu. O silêncio toma conta do palco que é o teu corpo...
As lágrimas não lavam a raiva.
Lenta e suavemente, a tristeza cumprimenta e senta-se a teu lado na sala vazia deste teatro onde interpretas todas as personagens que és, foste e serás.
Não existe guião nesta peça tão surreal que parece mesmo fictícia.
Não está ninguém no ponto para te recordar as falas que nínguem escreveu.
Os dialogos fluem arbitráriamente entre todas as personagens com características fincadas de monólogos. As perguntas, envoltas em sentimento no seu estado ainda por delapidar, ecoam nesta sala vazia e voltam a ti sem resposta e amplificadas vezes sem conta. Personagens olham-se mutuamente em desdém reconhecendo-se nas diferenças.
Medos encarnados debitam recitais de impropérios e são aplaudidos por ti em ovação desmedida e desnecessária.
Ao teu lado, a tristeza, rejubila por todas as personagens multiplicadas que fazem não vênias, mas gestos ofensivos para ti enquanto aplaudes tão miseráveis e grotescos desempenhos.
Amas e odeias cada uma dessas personagens com fervor similar.
Ver o que és como mero espectador é doloroso. Dor pungente que dilacera as artérias onde o sangue gelou pela acção gelada das lágrimas.
Findou a peça que és tu. O silêncio toma conta do palco que é o teu corpo...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
"Ali vai um Homem lutador"- sussurram entre si os corvos em debandada. Flectem as suas asas em sinal de respeito á passagem do mais resistente heroi ignorado pela sua espécie. A imortalidade aguarda-o mesmo ao lado da morte. É heroi mesmo sem ter tirado vidas alheias, contráriamente a todoso sque assim foram condecorados. Jamais visou titulos ou condecorações. Na sua humildade, encontra-se a força para derrotar inimigos que apenas ele consegue ver.
Viverão apenas na sua mente?
Não certamente.
É lider de revoluções silenciosas e devastadoras que em nada afectam o teu quotidiano. É a mais normal das pessoas escudado pelo seu anonimato.
Mortais cantam sobre a sua chama.
Mortais?- Apenas os que ele condena à morte. Espectros sem forma que deambulam, perdidos, por entre tudo o que nos rodeia.
Serei eu, ou mesmo tu este heroí?
O heroi é quem um dia alcançou o que sempre desejou. Se o conseguiste, mereces o meu respeito. Far-te-ei vénias e oferecer-te-ei a minha inveja...
Viverão apenas na sua mente?
Não certamente.
É lider de revoluções silenciosas e devastadoras que em nada afectam o teu quotidiano. É a mais normal das pessoas escudado pelo seu anonimato.
Mortais cantam sobre a sua chama.
Mortais?- Apenas os que ele condena à morte. Espectros sem forma que deambulam, perdidos, por entre tudo o que nos rodeia.
Serei eu, ou mesmo tu este heroí?
O heroi é quem um dia alcançou o que sempre desejou. Se o conseguiste, mereces o meu respeito. Far-te-ei vénias e oferecer-te-ei a minha inveja...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Da Irlanda com amor, ou nem por isso!!!!
Herdeiros da rica cultura celta, Primordial são detentores de um som muito próprio, não se fazendo rogado do uso de toda a mística presente no seu país de origem.
As suas letras são baseadas na mitologia celta, sendo o seu primeiro álbum, quase na totalidade, cantado em gaélico.
Discursos e apresentações àparte o que me fascina de uma maneira sobrenatural, é a voz inhumana de Allan Averill. Uma força e uma melodia que nunca tinha conhecido e dificilmente o irei fazer. Se há alguém que canta com a alma esse é, sem dúvida, Allan.
Oiçam...
As suas letras são baseadas na mitologia celta, sendo o seu primeiro álbum, quase na totalidade, cantado em gaélico.
Discursos e apresentações àparte o que me fascina de uma maneira sobrenatural, é a voz inhumana de Allan Averill. Uma força e uma melodia que nunca tinha conhecido e dificilmente o irei fazer. Se há alguém que canta com a alma esse é, sem dúvida, Allan.
Oiçam...
É chegado o tempo dos mártires sem causa. A fé já não move montanhas, a vontade de acreditar foi golpeada selváticamente. Todos parecemos ter nascido da mesma ferida carregada de pus e infeccionada, expulsos a pontapé para existências longe da perfeição.
Talvez existam deuses que mereçam devoção, não imposta e obrigatória mas sim desejada.
Cortado está o cordão umbilical da pureza. As células estaminais do que sonharam para nós estão cancerígenas.
Só os fortes sobrevivem, a lei que escreveram para os animais parece ter caído em desuso não para eles coitados, mas para os unícos irracionais da mesma espécie que é o Homem.
Constroem-se e brandem-se armas que são, sómente, o prolongamento de toda a covardia e insignificância.
Somos todos mártires das nossas causas e das de outros. Declarámos guerras santas ao desconhecido convictos que ele nos irá ouvir e pedir a nossa clemência inexistente.
Dá a outra face para nela cuspirem.
Deseja-me não pela minha carne mas pela minha essência, ela é paradoxalmente sedutora. A minha carne é aquilo que se vê. Apenas a forma possível concebida por deuses para me albergarem. Estou preso a ela e condenado perpétuamente.
A minha guerra santa é contra esses deuses. As suas punições serão colossais!
Retirar-lhes-ei a eternidade e condená-los-ei a viverem sob a forma humana.
Terei forma celestial e todos rezarão por mim. Ouvirei todas as preces e torná-las-ei realidades...
EU SEREI JUSTO!!!!!!
Talvez existam deuses que mereçam devoção, não imposta e obrigatória mas sim desejada.
Cortado está o cordão umbilical da pureza. As células estaminais do que sonharam para nós estão cancerígenas.
Só os fortes sobrevivem, a lei que escreveram para os animais parece ter caído em desuso não para eles coitados, mas para os unícos irracionais da mesma espécie que é o Homem.
Constroem-se e brandem-se armas que são, sómente, o prolongamento de toda a covardia e insignificância.
Somos todos mártires das nossas causas e das de outros. Declarámos guerras santas ao desconhecido convictos que ele nos irá ouvir e pedir a nossa clemência inexistente.
Dá a outra face para nela cuspirem.
Deseja-me não pela minha carne mas pela minha essência, ela é paradoxalmente sedutora. A minha carne é aquilo que se vê. Apenas a forma possível concebida por deuses para me albergarem. Estou preso a ela e condenado perpétuamente.
A minha guerra santa é contra esses deuses. As suas punições serão colossais!
Retirar-lhes-ei a eternidade e condená-los-ei a viverem sob a forma humana.
Terei forma celestial e todos rezarão por mim. Ouvirei todas as preces e torná-las-ei realidades...
EU SEREI JUSTO!!!!!!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Em meu nome eles sangram
Resplandecentes no seu sacrifício
Por outros que não eu chamam
Esperando salvação por qualquer artifício
Caí o sangue lentamente
Entoa desconhecidos cânticos
Que se alojam bem na tua mente
Se bem que sem efeitos práticos
O sangue forma um rio
Com corrente melancólica
Corre para o imenso vazio
A minha voz é a mais forte força eólica
Este rio não tem nome
Sei que nasce em mim
E que tem uma chama que me consome
E que a nascente não tem fim
Afogando-se no sangue
Sem lutar pela vida
Os lamentos. Constante
Da vitalidade perdida
Deste rio és a foz
Grandiosa na tua forma
Os lamentos privados de voz
São para ti sempre por norma
És o extenso mar
Onde o rio se perde
No seu ondular
Saceias a tua sede.
Resplandecentes no seu sacrifício
Por outros que não eu chamam
Esperando salvação por qualquer artifício
Caí o sangue lentamente
Entoa desconhecidos cânticos
Que se alojam bem na tua mente
Se bem que sem efeitos práticos
O sangue forma um rio
Com corrente melancólica
Corre para o imenso vazio
A minha voz é a mais forte força eólica
Este rio não tem nome
Sei que nasce em mim
E que tem uma chama que me consome
E que a nascente não tem fim
Afogando-se no sangue
Sem lutar pela vida
Os lamentos. Constante
Da vitalidade perdida
Deste rio és a foz
Grandiosa na tua forma
Os lamentos privados de voz
São para ti sempre por norma
És o extenso mar
Onde o rio se perde
No seu ondular
Saceias a tua sede.
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