Mistérios ansiosos por serem revelados palpitam nos teus lábios.
E por um momento, eu perco-me nos prazeres mundanos.
E tu podes fazê-los perdurar.
E só tu podes fazê-los desabrochar.
Nos abismos do pensamento eu perdoo-te tudo.
Não quero voltar a fechar os olhos.
Não quero perder um micro segundo do que nunca será eterno.
Deixa irradiar o que te faz pesar.
Deixa viver o que queres condenar a morrer.
Sobe até ao topo do mundo e não olhes para baixo em desdém.
Tudo por mim foi construído, tudo aquilo que não consegues abraçar com o olhar.
A essência do que receias, mostrar-se está a ameaçar.
Capturado em textos sem palavras está o ignorado. Estranha mutação desenhada por nenhuma mão.
Majestosamente esculpido está o que nunca foi perdido.
Experiência extra-corporal do que jamais será mortal.
Espíritos vagueadores sem aspectos aterradores, apenas sedutores.
O sorriso que se forma insiste em ganhar forma. És impotente e omnipresente perante tal manifestação de superioridade...
Nele tudo ganha sentidos inimagináveis e contornos de potestade.
Só tu podes fazê-lo desabrochar...
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Os cisnes perdem toda a sua graciosidade, metamorfoseiam-se em corvos, aves necrófagas que ostracizam os céus com o escarniar do bater das suas asas.
Atacam agora os meus olhos, golpeando toda a capacidade de ver mais além. Que mórbido festim este de antigos anjos revoltosos agora contra mim!
Atacam em bandos negros alimentando-se do que resta de parcas dignidades.
Flagelam incessantemente o meu corpo com tamanha raiva incontrolada e injustificada, mas o mais saboroso néctar que flutua bem dentro de mim está inacessível. A eles e a todas as aves de mau agoiro que poderão ser fustigadas por tão necrotérica epidemia.
Voem criaturas outrora belas!!!!
Ensurdeçam-me com o vosso piar solitário!
Ganhastéis a forma que sempre desejásteis!!!
Atacam agora os meus olhos, golpeando toda a capacidade de ver mais além. Que mórbido festim este de antigos anjos revoltosos agora contra mim!
Atacam em bandos negros alimentando-se do que resta de parcas dignidades.
Flagelam incessantemente o meu corpo com tamanha raiva incontrolada e injustificada, mas o mais saboroso néctar que flutua bem dentro de mim está inacessível. A eles e a todas as aves de mau agoiro que poderão ser fustigadas por tão necrotérica epidemia.
Voem criaturas outrora belas!!!!
Ensurdeçam-me com o vosso piar solitário!
Ganhastéis a forma que sempre desejásteis!!!
segunda-feira, 8 de março de 2010

Estão trancados os portões da imaginação. Protegidos por cadeados de julgamentos premeditados e de sentido despropositados. Sinais de perigo expostos grandiosamente um pouco por toda a parte tentando dissuadir a menor réstia de esperança de transeuntes que lá desejavam pernoitar.
Monstros intemporais nunca antes descritos por escritores ancestrais, montam guarda apertada por trás dos muros feitos de ideias fossilizadas.
A entrada é totalmente interdita. A permanência em tal ermo local sempre foi maldita.
"Afastem-se da moradia dos insanos"- advertem velhos mendigos pedintes de paixões meros substitutos de ilusões.
Mistérios fantasiados do que por lá pode ser encontrado, viajam pelas bocas dos curiosos de si receosos.
Lá florem alterações psicológicas e sorrisos mas ninguém ainda os viu.
Intrépidos exploradores ignoram tudo o que para eles foi decretado e dirigem-se aos portões. a sua força de vontade é a chave para entrar. Ela entra sem dificuldade e os portões abrem-se em aclamação.
Paraísos inconcebíveis de funestas meditações, dão as boas vindas, exultando quem até eles se aventurou.
Os portões fecham-se com estrondo aos olhares dos curiosos. para sempre permanecerá fechada a entrada.
Dentro da imaginação está quem lá quer estar. esses,insanos, copulam desenfreadamente com a razão.
Hordes de conjecturações talvez erradas serão o fruto dessas paixões.
não existem leis terrenas soando a eternas novenas neste local... Um pequeno e remoto vislumbre de liberdade para quem ousar. Minúsculo vestígio de que ela existe e bem mais perto do que poder-se-ia pensar...
domingo, 7 de março de 2010
Bate nas janelas de construções espirituais uma chuva leve de consciências passadas.
Habito numa mansão psíquica com todos os confortos e extravagancias dignas da minha excentricidade.
Lá fora circulam veículos de tracção reduzida de de uma vida seduzida.
A chuva tenta entrar com a sua suavidade pelas frinchas do que está ainda por sentir.
Analogias de terminologias semelhantes ou apenas errantes.
Existe uma censura explicita na sua obscuridade e anonimato. Condena-se o incondenável como se de uma acção venerável se tratasse.
Não existem penas a aplicar ao que foi o amar. Atributo que deve permanecer selvagem e correr nu pelos vastos campos da existência. Riqueza não tributável e livre de impostos disfarçados de racionalização.
O que é inquestionável foge dos pontos de interrogação como demónios a fugirem de cruzes cristãs.
Não está depositado em uma qualquer instituição bancária armazenadora de sonhos.
O sol acariciado pelas nuvens negras introduz luz pelas janelas da minha mansão. Luz escura de clarividência que ilumina a minha inocência. Está na hora de não planear uma nova divisão a esta construção cujos pilares são os valores. Ela ganhará forma anárquicamente e sem projectos supérfluos. Aparecerá sem prazos para serem cumpridos e sem vigilância. Essa nova divisão serão os teus aposentos, criatura que habitas debaixo das pontes do momento. Os raios de sol encarregar-se-ão de te guiar até eles....
Habito numa mansão psíquica com todos os confortos e extravagancias dignas da minha excentricidade.
Lá fora circulam veículos de tracção reduzida de de uma vida seduzida.
A chuva tenta entrar com a sua suavidade pelas frinchas do que está ainda por sentir.
Analogias de terminologias semelhantes ou apenas errantes.
Existe uma censura explicita na sua obscuridade e anonimato. Condena-se o incondenável como se de uma acção venerável se tratasse.
Não existem penas a aplicar ao que foi o amar. Atributo que deve permanecer selvagem e correr nu pelos vastos campos da existência. Riqueza não tributável e livre de impostos disfarçados de racionalização.
O que é inquestionável foge dos pontos de interrogação como demónios a fugirem de cruzes cristãs.
Não está depositado em uma qualquer instituição bancária armazenadora de sonhos.
O sol acariciado pelas nuvens negras introduz luz pelas janelas da minha mansão. Luz escura de clarividência que ilumina a minha inocência. Está na hora de não planear uma nova divisão a esta construção cujos pilares são os valores. Ela ganhará forma anárquicamente e sem projectos supérfluos. Aparecerá sem prazos para serem cumpridos e sem vigilância. Essa nova divisão serão os teus aposentos, criatura que habitas debaixo das pontes do momento. Os raios de sol encarregar-se-ão de te guiar até eles....
sábado, 6 de março de 2010
Tributo a Wagner...
Mãos repletas de destrezas e harmonias intestemunhadas martelam pianos domando sabiamente melodias selvagens e revoltosas metáforas de intempéries.
Acordes dissonantes de tempos distantes ameaçam destituir afinações que sempre foram apenas meras prisões.
As nuvens absorvem ritmos irregulares que jorram a velocidades supersónicas.
Entoações controversas cheias de lamentações cheias de lamentações dispersas. A vã natureza morrente derrama-se em nova luxúria recorrente clamando um nome inexistente vezes sem conta na chuva. nome de messias ainda por nascer devido à ausência do crer.
Ah melodias silvestres, soais como calamidades a todos os terrestres.
Anunciais para os mortais criaturas bestiais, monstros de epopeias descritas na memória das quais não reza a história.
Sinfonias de arcanjos destruidores voando com tons ameaçadores. Há um fio condutor tenuemente disfarçado de desprimor enaltecendo todo o crescendo.
Fogem todas as lastimas transformadas em misérias transtornadas.
Do reino do desconhecido anseia-se o temido... E os instrumentos de cordas pavoneiam-se nos estivais sons que fogem pelas mãos.
Acordes dissonantes de tempos distantes ameaçam destituir afinações que sempre foram apenas meras prisões.
As nuvens absorvem ritmos irregulares que jorram a velocidades supersónicas.
Entoações controversas cheias de lamentações cheias de lamentações dispersas. A vã natureza morrente derrama-se em nova luxúria recorrente clamando um nome inexistente vezes sem conta na chuva. nome de messias ainda por nascer devido à ausência do crer.
Ah melodias silvestres, soais como calamidades a todos os terrestres.
Anunciais para os mortais criaturas bestiais, monstros de epopeias descritas na memória das quais não reza a história.
Sinfonias de arcanjos destruidores voando com tons ameaçadores. Há um fio condutor tenuemente disfarçado de desprimor enaltecendo todo o crescendo.
Fogem todas as lastimas transformadas em misérias transtornadas.
Do reino do desconhecido anseia-se o temido... E os instrumentos de cordas pavoneiam-se nos estivais sons que fogem pelas mãos.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Dança comigo neste amanhecer sangrento a dúvida primogénita de todas as duvidas.
Ela acaricia-me a pele escamada assolada pela acção do tempo, esse inimigo invisível e sempre vitorioso.
Onde estarás tu nesta noite? Noutros braços que não os meus...
Começa a chover, mas a ardência que alastra dentro de mim não será jamais apagada por naturezas iradas.
Fogo que me beija apaixonadamente com as suas labaredas geladas antes de se propagar ao bucólico ambiente que rodeia tão irreligiosa valsa. Passos repletos de graça contagiando este corpo inerte, escravo de todos menos de mim.
Fragmentos residuais tóxicos de dizeres amorfos de catarzes prometidas na morgue do pensamento.
Onde estarás tu esta noite, espírito nómada do que ainda não foi dito?
A dança continua agora sem a Noite que substituiu a Morte no seu lugar.
A aurora despe-se e recolhe-me nos seus seios. Voluptuosa conjugação de palavras intemporais.
Há sempre novos adjectivos para o nascer do dia e o morrer da consciência.
Onde estarás tu esta noite?
Jamais conseguirão divindades ocupar o teu lugar...
Discursos paralíticos de novas raças para novos mundos selectivos e nunca receptivos são escritos aos primeiros acordes dos sois negros que saúdam fascistamente novos ódios Ad Hominem.
Onde estarás tu esta noite de todos os pesares onde os sonhos já não são czares?
Vem curar este hiperbolizar do analisar fruto do não-amar.
Vem... vem-te... Afoga nos teus fluidos todos os ruídos e deixa-me exausto de tamanho repasto...
Ela acaricia-me a pele escamada assolada pela acção do tempo, esse inimigo invisível e sempre vitorioso.
Onde estarás tu nesta noite? Noutros braços que não os meus...
Começa a chover, mas a ardência que alastra dentro de mim não será jamais apagada por naturezas iradas.
Fogo que me beija apaixonadamente com as suas labaredas geladas antes de se propagar ao bucólico ambiente que rodeia tão irreligiosa valsa. Passos repletos de graça contagiando este corpo inerte, escravo de todos menos de mim.
Fragmentos residuais tóxicos de dizeres amorfos de catarzes prometidas na morgue do pensamento.
Onde estarás tu esta noite, espírito nómada do que ainda não foi dito?
A dança continua agora sem a Noite que substituiu a Morte no seu lugar.
A aurora despe-se e recolhe-me nos seus seios. Voluptuosa conjugação de palavras intemporais.
Há sempre novos adjectivos para o nascer do dia e o morrer da consciência.
Onde estarás tu esta noite?
Jamais conseguirão divindades ocupar o teu lugar...
Discursos paralíticos de novas raças para novos mundos selectivos e nunca receptivos são escritos aos primeiros acordes dos sois negros que saúdam fascistamente novos ódios Ad Hominem.
Onde estarás tu esta noite de todos os pesares onde os sonhos já não são czares?
Vem curar este hiperbolizar do analisar fruto do não-amar.
Vem... vem-te... Afoga nos teus fluidos todos os ruídos e deixa-me exausto de tamanho repasto...
quarta-feira, 3 de março de 2010
Existe uma barreira intransponível protegendo, ou nem por isso, as pessoas, impedindo-as de sentirem a plenitude da essência humana.
Os rostos imparciais e sempre com o mesmo trejeito ausentes da mais remota centelha de profundidade.
"Criatura de hábitos e rotinas", assim é descrito o Homem. Criatura e besta são sinónimos neste compêndio que vê todo o conhecido adquirido desaparecer.
A superficialidade é a bandeira que está hasteada no ponto mais alto do domínio humano. Todos encaram como novo mandamento que se tem que obedecer cegamente. Nova pátria encontrada que defende de todos sentimentos que ameaçam profanar a não-existência.
"És apenas o que aparentas ser". É esta a frase cunhada na moeda deste desagradável mundo novo.
A filosofia foi exterminada num novo holocausto sem vitimas físicas e visíveis.
Não há lugar para o sentir.
O corpo é a pessoa, não o que, supostamente, reside no emaranhado de veias onde talvez o sangue já não corre.
Dêem vivas à superficialidade! Denunciem os que a ela não obedecem à milícia do vazio.
Sentir? deixem isso para os loucos, esse conceito tão ambíguo.
Não é possível existir feridas sem sangue.
Aos ventos que rugem aclamo superficialmente que sou demente por ver tudo tão profundamente.
Sou o que os teus olhos vêem, não o que a alma que te retiraram um dia viu.
Sou este corpo que um dia apodrecerá.
Apenas e só isso...
Os rostos imparciais e sempre com o mesmo trejeito ausentes da mais remota centelha de profundidade.
"Criatura de hábitos e rotinas", assim é descrito o Homem. Criatura e besta são sinónimos neste compêndio que vê todo o conhecido adquirido desaparecer.
A superficialidade é a bandeira que está hasteada no ponto mais alto do domínio humano. Todos encaram como novo mandamento que se tem que obedecer cegamente. Nova pátria encontrada que defende de todos sentimentos que ameaçam profanar a não-existência.
"És apenas o que aparentas ser". É esta a frase cunhada na moeda deste desagradável mundo novo.
A filosofia foi exterminada num novo holocausto sem vitimas físicas e visíveis.
Não há lugar para o sentir.
O corpo é a pessoa, não o que, supostamente, reside no emaranhado de veias onde talvez o sangue já não corre.
Dêem vivas à superficialidade! Denunciem os que a ela não obedecem à milícia do vazio.
Sentir? deixem isso para os loucos, esse conceito tão ambíguo.
Não é possível existir feridas sem sangue.
Aos ventos que rugem aclamo superficialmente que sou demente por ver tudo tão profundamente.
Sou o que os teus olhos vêem, não o que a alma que te retiraram um dia viu.
Sou este corpo que um dia apodrecerá.
Apenas e só isso...
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