Blasfémias misantrópicas acordam dias de desassossego.
Flatulências verbais sem odor.
Aos primeiros acordes da claridade, melodias extremas de vazio, obras inacabadas estendem-se para longe do campo de visão.
As muralhas, em que as pedras são de lágrimas petrificadas, tem sempre brechas por onde a indesejada luz do sol entra.
Amaldiçoada luz que insiste em acordar o que em hibernação eterna deseja estar!
Ela acarreta sempre consigo um co-piloto chamado desilusão. O prefixo de tal palavra é mais forte que o resto da mesma. Retira-lhe todo e qualquer significado.
Por mais muralhas e mais altas que se ergam, porque pedras nascem todos os dias, a luz entra sempre e queima todas as feridas que habitam nas costas fazendo-as latejar em agonia.
Por mais escuridão criada e desejada, a luz entra sempre...
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Mitologias e alegorias, tudo folclore e enriquecido em tributo a supostas grandezas espirituais.
Em tempos de ataques bio-químicos covardes, ainda há quem branda espadas. Revestidas de inconformidades de aço, dilaceram restos de intempéries na personalidade.
Armistícios invocados mas sempre ignorados.
Os invasores fazem filas a perder de vista com a esperança de serem brutalizados na sua essência por tão solitários no seu poder mosqueteiros.
Sente o aço gélido na tua pele removendo o que contigo nasceu, desenhando sulcos de sangue incolor. Não temas pela tua existência!
Desse mesmo aço, que corta suavemente a tua inércia, será feita a tua armadura.
Com ela envergada caminharás até ao por do sol e com a espada milenar que tem o teu nome gravado, apontarás ao sol moribundo que nunca te iluminou.
Ele ajoelhar-se-á em clemência...
Em tempos de ataques bio-químicos covardes, ainda há quem branda espadas. Revestidas de inconformidades de aço, dilaceram restos de intempéries na personalidade.
Armistícios invocados mas sempre ignorados.
Os invasores fazem filas a perder de vista com a esperança de serem brutalizados na sua essência por tão solitários no seu poder mosqueteiros.
Sente o aço gélido na tua pele removendo o que contigo nasceu, desenhando sulcos de sangue incolor. Não temas pela tua existência!
Desse mesmo aço, que corta suavemente a tua inércia, será feita a tua armadura.
Com ela envergada caminharás até ao por do sol e com a espada milenar que tem o teu nome gravado, apontarás ao sol moribundo que nunca te iluminou.
Ele ajoelhar-se-á em clemência...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Abram alas, abram alas
Para não marítimas correntes
Para dialectos que não são falas
E significados sempre ausentes.
Aglomerem-se à passagem
Não de falsos messias
Ou outros sem qualquer mensagem
Ou outros tipos de filosofias
Assistam com curiosidade
A tão belo desfilar
Do que nunca será verdade
Destes que sabem raciocinar
Super.homens nietschianos
Existentes desde o tempo das cavernas
Fortes e desumanos
Que na escuridão não usam lanternas
Batam palmas em ovação
A todos os que carecem
De questionar a razão
E que dúvidas nunca tecem
A perfeição aparenta flutuar
Por entre as nuvens de absolvições
Esconde-se nos actos de pensar
Meros refúgios de salvações
Observem com suspeição
O que nunca serão
E contem aos vossos netos
Quem eram tais seres incertos
Tão diferentes e tão iguais
A vós e a todos os demais
Apenas são irreais
Porque assim o determinais.
Para não marítimas correntes
Para dialectos que não são falas
E significados sempre ausentes.
Aglomerem-se à passagem
Não de falsos messias
Ou outros sem qualquer mensagem
Ou outros tipos de filosofias
Assistam com curiosidade
A tão belo desfilar
Do que nunca será verdade
Destes que sabem raciocinar
Super.homens nietschianos
Existentes desde o tempo das cavernas
Fortes e desumanos
Que na escuridão não usam lanternas
Batam palmas em ovação
A todos os que carecem
De questionar a razão
E que dúvidas nunca tecem
A perfeição aparenta flutuar
Por entre as nuvens de absolvições
Esconde-se nos actos de pensar
Meros refúgios de salvações
Observem com suspeição
O que nunca serão
E contem aos vossos netos
Quem eram tais seres incertos
Tão diferentes e tão iguais
A vós e a todos os demais
Apenas são irreais
Porque assim o determinais.
domingo, 14 de março de 2010
Crónica de uma noite de copos, versão 5.2
P.E.C- Esta sigla está na ordem do dia de todos os jornais e televisões. Aparentemente, significa medidas austeras por parte do governo para combater um défice publico galopante e mutante de maneira assustadora. Obras megalómanas e, talvez, desnecessárias, para o país são interrompidas abruptamente. Pergunto-me se esse tal défice arqui-inimigo do governo era algo desconhecido pelo próprio e que deflagrou com uma volatilidade nunca antes testemunhada nos últimos dias?
Subitamente aparece assim um monstro chamado défice colossal e destruidor escapando à guarda de ministros sonâmbulos!
Agora, deixa-se de falar de despesas do governo e fala-se única e exclusivamente de receitas. Tem que haver maneira de eliminar esse monstro alienígena! Obviamente as receitas tem apenas uma fonte; os cidadãos. Mais impostos e tudo o que podemos imaginar...
Este fim de semana, descobri um novo significado para a sigla P.E.C : - Policia esvazia a carteira. Impressionante e abismal a quantidade de multas que nestes dias se acumularam pelas estradas portuguesas! Aí está uma excelente forma de vencer a desleal batalha contra o défice: os portugueses conduzem mal e bebem muito. É como roubar um chupa-chupa a meninos. Só cifrões para si senhor engenheiro sem diploma. Tenho tanta pena de não lhe ter oferecido um traumatismo craniano quando lhe bati com a porta na cara no meu antigo emprego em Lisboa!!!!! Era herói nacional certamente. Qual CR9? Seria imortal e o meu nome soaria até à eternidade.
Anyway....
Um exemplo de excesso de zelo da policia e uma prova escandalosa das ordens superiores de caça à multa: Saem jovens cidadãos que pagam os seus impostos e trabalham alguns na formação do futuro deste país de um café um pouco já ruborizados pela acção de ingestão extrema de cerveja. Duvidas normais de qual o destino a tomar para a continuação da ingestão do néctar divinal. Nisto passa um carro da policia e um dos jovens que estava afastado do grupo diz "UHHHH" com um timbre quase imperceptível. O que se seguiu nem Tarantino teria imaginação para colocar num dos seus filmes: A policia quase capota o carro para fazer inversão de marcha para caçar o meliante que olha atónito. Saem 5 agentes de cacetete em punho em direcção ao "Criminoso" e encostam-no a um muro. Se não fossem surgirem do nada, 6 almas punks e metaleiras em direcção aos agentes agressores seria apenas mais um caso de alguém que caiu enquanto era interrogado pela policia! Tantas quedas dessas acontecem, é fantástico não é?
Hostilidade presente na cara dos agentes, grande parte deles, mais novos do que eu.
"A tão suposta escumalha da sociedade que querem hostilizar não são aqueles que usam correntes e camisolas de bandas." soou pelos meus lábios. Agentes empossados de uma falsa autoridade acusam o visado de desrespeito à autoridade e autuam-no por ter passado fora da passadeira!!!! LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL. Dinheirinho fresquinho para o combate ao défice!
Reacção mais que justificada e em boa pronuncia nortenha: "VÃO SE FODER!!!!!"
-"Voçê está detido por insultar a autoridade!" ao mesmo tempo que empurra o individuo para o carro. Outro agente empurra-me mas eu não saio da frente.
Vamos todos para a esquadra acompanhando o amigo delinquente por ter dito uma vogal na via publica! Surreal!
Nas esquadras portuguesas assiste-se às lutas titánicas dos agentes para lutar contra o tédio. Curioso o facto de a autoridade mudar o discurso quando sabe o grau académico do arguido!
Tudo fica resolvido com uma convocatória para tribunal amanha às 10 da manhã. Término de noite abrupto e de uma sobriedade inesperada. Eurinhos frecos que darão um golpe mortal no défice. Muito bem senhores agentes, merecem uma medalha de mérito por tão bom desempenho na protecção da pátria perante tal individuo de perigo colossal para os bons cidadãos que não pagam impostos! Perturbou a ordem publica de uma maneira intestemunhada pelo tempo. Amanhã o vosso comandante supremo abrir-vos-á de par em par o palácio de Belém! Sois o orgulho deste pais!
"Vão-se foder!!!!"
P.s- Não leiam isto na via publica senão serei preso...
Subitamente aparece assim um monstro chamado défice colossal e destruidor escapando à guarda de ministros sonâmbulos!
Agora, deixa-se de falar de despesas do governo e fala-se única e exclusivamente de receitas. Tem que haver maneira de eliminar esse monstro alienígena! Obviamente as receitas tem apenas uma fonte; os cidadãos. Mais impostos e tudo o que podemos imaginar...
Este fim de semana, descobri um novo significado para a sigla P.E.C : - Policia esvazia a carteira. Impressionante e abismal a quantidade de multas que nestes dias se acumularam pelas estradas portuguesas! Aí está uma excelente forma de vencer a desleal batalha contra o défice: os portugueses conduzem mal e bebem muito. É como roubar um chupa-chupa a meninos. Só cifrões para si senhor engenheiro sem diploma. Tenho tanta pena de não lhe ter oferecido um traumatismo craniano quando lhe bati com a porta na cara no meu antigo emprego em Lisboa!!!!! Era herói nacional certamente. Qual CR9? Seria imortal e o meu nome soaria até à eternidade.
Anyway....
Um exemplo de excesso de zelo da policia e uma prova escandalosa das ordens superiores de caça à multa: Saem jovens cidadãos que pagam os seus impostos e trabalham alguns na formação do futuro deste país de um café um pouco já ruborizados pela acção de ingestão extrema de cerveja. Duvidas normais de qual o destino a tomar para a continuação da ingestão do néctar divinal. Nisto passa um carro da policia e um dos jovens que estava afastado do grupo diz "UHHHH" com um timbre quase imperceptível. O que se seguiu nem Tarantino teria imaginação para colocar num dos seus filmes: A policia quase capota o carro para fazer inversão de marcha para caçar o meliante que olha atónito. Saem 5 agentes de cacetete em punho em direcção ao "Criminoso" e encostam-no a um muro. Se não fossem surgirem do nada, 6 almas punks e metaleiras em direcção aos agentes agressores seria apenas mais um caso de alguém que caiu enquanto era interrogado pela policia! Tantas quedas dessas acontecem, é fantástico não é?
Hostilidade presente na cara dos agentes, grande parte deles, mais novos do que eu.
"A tão suposta escumalha da sociedade que querem hostilizar não são aqueles que usam correntes e camisolas de bandas." soou pelos meus lábios. Agentes empossados de uma falsa autoridade acusam o visado de desrespeito à autoridade e autuam-no por ter passado fora da passadeira!!!! LOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL. Dinheirinho fresquinho para o combate ao défice!
Reacção mais que justificada e em boa pronuncia nortenha: "VÃO SE FODER!!!!!"
-"Voçê está detido por insultar a autoridade!" ao mesmo tempo que empurra o individuo para o carro. Outro agente empurra-me mas eu não saio da frente.
Vamos todos para a esquadra acompanhando o amigo delinquente por ter dito uma vogal na via publica! Surreal!
Nas esquadras portuguesas assiste-se às lutas titánicas dos agentes para lutar contra o tédio. Curioso o facto de a autoridade mudar o discurso quando sabe o grau académico do arguido!
Tudo fica resolvido com uma convocatória para tribunal amanha às 10 da manhã. Término de noite abrupto e de uma sobriedade inesperada. Eurinhos frecos que darão um golpe mortal no défice. Muito bem senhores agentes, merecem uma medalha de mérito por tão bom desempenho na protecção da pátria perante tal individuo de perigo colossal para os bons cidadãos que não pagam impostos! Perturbou a ordem publica de uma maneira intestemunhada pelo tempo. Amanhã o vosso comandante supremo abrir-vos-á de par em par o palácio de Belém! Sois o orgulho deste pais!
"Vão-se foder!!!!"
P.s- Não leiam isto na via publica senão serei preso...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Um pouco de heavy metal bem tocado... e ainda melhor cantado...
Make the sadness go away
Come back another day
For years I've tried to teach
But their eyes are empty
Empty too I have become
For them I must die
A sad and troubled race
An ungrateful troubled place
I see the sadness in their eyes
Melancholy in their cries
Devoid of all the passion
The human spirit cannot die
Look at the pain around me
This is what I cry for
Look at the pain around me
This is what I'll die for
Make the sadness go away
Come back another day
The things I've said and done
Don't matter to anyone
But still, you push me to see
Something, I can never be
Why am I their shattered king?
I don't mean anything
I see the sadness in their eyes
Melancholy in their cries
Devoid of all the passion
The human spirit cannot die
Look at the pain around me
This is what I cry for
Look at the pain around me
This is what I'll die fo
Ata-me as mãos e os pés com a mais forte das correntes que são as minhas inibições.
Força-me a ajoelhar como um condenado esperando o golpe final que será disferido pelo meu querer.
Insulta-me com elogios irrisórios de grandiosidade entre a humanidade.
Brutaliza a minha vontade ardente e sedenta de castigos incorporais.
A dor física que correrá por este corpo desfigurado almejará até ao fim do tempo atingir as proporções da que é sacerdotiza na alma.
Reúne todos os teus pensamentos mais sádicos e liberta-os um a um ou em alcateia, tu escolhes, sobre mim. Observarás um corpo sem expressão aguentando todas as súplicias como se de carícias se tratassem.
O meu corpo é um mero navio que se movimenta sem rumo, guiado apenas pelas ondas de intituladas torturas por ti comandadas. Substituis a lua como divindade a quem as marés obedecem piamente.
Submerge-me em todo o teu crescente ódio encenado numa peça teatral de improvisação totalmente despida de razão.
Sou teu submisso no que os outros olhos vêem. Dominado na totalidade pela crueldade. Apenas e só vergado fisicamente.
Serei sempre espírito selvagem que voa como as fénixes um dia fizeram.
Indomável e indesejável...
Força-me a ajoelhar como um condenado esperando o golpe final que será disferido pelo meu querer.
Insulta-me com elogios irrisórios de grandiosidade entre a humanidade.
Brutaliza a minha vontade ardente e sedenta de castigos incorporais.
A dor física que correrá por este corpo desfigurado almejará até ao fim do tempo atingir as proporções da que é sacerdotiza na alma.
Reúne todos os teus pensamentos mais sádicos e liberta-os um a um ou em alcateia, tu escolhes, sobre mim. Observarás um corpo sem expressão aguentando todas as súplicias como se de carícias se tratassem.
O meu corpo é um mero navio que se movimenta sem rumo, guiado apenas pelas ondas de intituladas torturas por ti comandadas. Substituis a lua como divindade a quem as marés obedecem piamente.
Submerge-me em todo o teu crescente ódio encenado numa peça teatral de improvisação totalmente despida de razão.
Sou teu submisso no que os outros olhos vêem. Dominado na totalidade pela crueldade. Apenas e só vergado fisicamente.
Serei sempre espírito selvagem que voa como as fénixes um dia fizeram.
Indomável e indesejável...
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