segunda-feira, 10 de maio de 2010


A águia voa novamente. A minha paixão eterna voltou a fazer-me chorar lágrimas de alegria. Só ela o faz. E como elas tem um sabor diferente das outras.
Obrigado SLB!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O velho navio, a maré levou para longe da vista. Com ele, sentimentos agora longínquos.
A cada bater das ondas um destroço é trazido de embarcações que carregavam sonhos. Eles naufragaram e dançam agora com sereias. Em cada sonho que morre, uma parte de nós é sepultada.
As sepulturas multiplicam-se em mar e terra. Não identificadas e os anjos da desolação vagueiam em sua guarda, preservando a dignidade da morte do que outrora coloriu com cores mais vivas que um arco-íris, sorrisos de pobres almas ingénuas.
Lá onde as velas se pagam e sopram murmúrios, carrega-se um luto pelo que se ganha e nunca pelo que se perdeu e as palavras, em cujas embarcações andam á deriva, desejam afogar-se no mar negro da inutilidade. Elas perdem todo o seu valor com o seu significado desaparecendo na neblina marítima. Não existe Farol guiar palavras e sonhos que se perderam. Tornar-se-ão espíritos que nos assolarão nas noites mal dormidas. lembrando.nos do que já fomos e jamais voltaremos a ser.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Meio termo e copo meio cheio ou meio vazio, são expressões que não fazem parte do meu conhecimento. Manifesto e assino por baixo a minha ignorância.
Tudo é levado ao extremo, mesmo sendo esse extremo o nada.

Bebo demais...
Fumo demais...
penso demais...
Durmo demais...
Sonho demais...
Falo demais...
Estou calado demais...

Tudo é hiperbolizado de uma maneira tão natural, não carecendo de figuras de estilo ou outros artifícios para embelezar ou denegrir cenários que eu próprio pinto.
Paisagens naturais que se assemelham a surreais.
Nada é forjado ou forçado, sou artista sem arte, mas essa arte que não existe tem o nome de naturalismo, ou neste caso naturalidade.
deixem-me pintar quadros tão negros e tão claros ao mesmo tempo. Eu sou assim, condenem-me se ser genuíno é crime.

terça-feira, 4 de maio de 2010

PRESENTE-PASSADO=FUTURO

Tu não conheces a direcção do vento e não consegues ouvir a sua triste melodia. Ele sopra de e para qualquer lugar. Varre nos seus sopros gélidos as memórias que cairam envelhecidas das árvores do passado.
Atira-as para longe das feridas crónicas que são demasiado fortes para cicatrizarem. Delas flui um pus corrosivo que contamina as correntes dos rios. Estes desaguam em mares esplêndidos e tentadores para neles se mergulhar de cabeça nas águas cristalinas de arrependimentos.
O vento corre livre, os teus pensamentos invejam-no. Um dia serão como ele. E a sua triste melodia que apenas eu oiço seja substituída por vozes sopranas e supremas que entoam árias de harmonia, essa palavra levada pela maresia.

Em suaves goles, bebes do cálice do desejo, o elixir da vida. Substancia dopante que adormece os receios e a torna mais suportável.
Enquanto não entranhas em ti a direcção do vento, repastas-te em sonolências de pensamentos de que tudo está bem. que afinal o universo é um só e que as estrelas que te cumprimentam na noite são personificações tuas.

Pobre tolo....

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O ódio é um sentimento muito menosprezado.
Porque se odeia? Porque não se ama.
O ódio é uma máscara e um refúgio para não se reconhecer o que salta à vista e quer explodir. Odeia-se apenas o que é superior, não se admite é isso.
Enquanto o ódio continuar a fluir cada vez mais abundantemente, por sua vez, o odiado continuará a sua ascensão meteórica na superioridade.
Portanto odeiem com todas as vossas forças. Elas jorram e apenas fortalecem os que de vós se riem.
Violência é o recurso dos fracos, mas essa conclusão é pedir demais de vós medíocres.
Continuem a odiar-nos, isso só nos fará mais fortes. Precisamente o efeito contrário do que vós pretendeis...


Dedico este texto aos pseudo-adeptos do FC Porto. Pena a cidade mais bonita do mundo ser palmilhada por existências tão desprezíveis.