terça-feira, 18 de maio de 2010

Da Suécia vem sempre mulheres lindas, homens feios e boa música.

Destilo ódio disfarçado de suor. Ódio a ninguém, muito menos a mim.
Estou com febre alta. Quase tenho alucinações.
A realidade chega até mim apenas em fragmentos. Não é continua. As imagens param repetidas vezes e o que se perde nos intervalos talvez seja o significado de tudo o que é desconhecido e temido.
As imagens não contém em si visões. Elas ocorrem apenas com os olhos fechados.
Na ausência do crer e querer, tudo se batalha ao redor do indolor e eu continuo a destilar um ódio vazio.
Odiar? Pois, só se odeia algo superior e não existe nada e ninguém superior a mim.
Então qual a razão deste ambiguo destilar?
A razão não existe tanto neste caso como em qualquer outro. Quem a julga possuir ingénuo é.
A lógica não existe. Deixou a existência para a incompreensão, esse derivado sintáctico da paixão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

RIP Ronnie James Dio.

Agora sim, este cantinho ameaça tornar-se uma verdadeira página de necrologia após mais uma noticia de um falecimento no meio da música.
Ronnie James Dio, foi um vocalista bastante influente na cena hard rock/Heavy metal durante várias décadas. Estreou-se com o super projecto Rainbow, de Ritchie Blackmore, mítico guitarrista de Deep Purple. Mais tarde, foi o escolhido para substituir o avô do heavy metal, Ozzy Osbourne, em Black Sabbath. Para a posteridade ficará conhecido como o primeiro músico a usar em palco o "devil sign" ou "Horns up", saudação característica do meio metaleiro. \m/
Continuará sempre a rockar num meio que esquece tão facilmente o quanto deve a este e outros senhores da velha guarda da música.

quinta-feira, 13 de maio de 2010


Moras no quarto andar do prédio das recordações. Da tua janela, tens uma vista privilegiada sobre o cemitério dos pensamentos. A cor luzidia e marmórea das suas sepulturas é uma contradição do que jaz sob elas.
Todos os dias assistes a novos funerais.
Assistes a tudo com um misto de serenidade e tristeza batalhando entre si sobre o domínio da expressão do teu rosto.
Conheces cada um dos cadáveres que são depositados na sua morada póstuma. Com eles comungaste da existência.

Absorves o silêncio produzido pelas fábricas que moram mesmo ao lado do cemitério. Perturbam com um ligeiro ruído maquinal a paz do vago ambiente que está lá fora.
Sabe-te bem este silêncio! É sinal de que lá fora existe vida. e que tudo é manufacturado por mãos humanas. Tudo, mesmo os pensamentos que descansam em paz e que consegues observar da tua janela.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

...

Estou frio...
Com temperatura glaciar
Repleto de vazio
Sem mais nada para dar

Estou impaciente...
Semblante carregado
A discórdia em mim tem a sua semente
Que florirá juntamente com o que está mais errado

Estou triste...
Por todas as razões e nenhuma
Tenho o meu punho em riste
Ameaçando a alegria breve que se esfuma

Estou mortal...
Pregado a uma cruz
Consumido por uma chama intemporal
Sempre despida de luz

Estou extravagante...
Por vezes avarento
Por mares inexistentes, navegante
Dobrando vezes sem conta cabos de tormento

Estou necrófago...
Alimento-me da ignorância
Poesias propago
Algumas sem elegância

Estou cercado...
Por adversidades e outros hostis
Entre lamento entornado
E demais estados de espírito vis

Estou misantropo...
Carregado de histerismo
Falso filantropo
De nova corrente de hedonismo

Estou...
Não vou
Tudo ficou
E nada acabou...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Não existem cores neste mundo, apenas sombras de cinzento. Tudo pincelado fugazmente como se de nomenclaturas se tratassem.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Não são ventos de mudança que sopram, mas sim tornados furiosos que se anunciam no horizonte.
Está na hora de mudar muita coisa. Demolição e remodelação são sinónimos.Nada ficará impune de tamanha revolução. Arrancarei as correntes que tentam prender-me em subjugação perfeita.
Nasceu uma nova era. A era de ser eu próprio.
A erradicação de estigmas que insistem em cravar-se na pele.
Chegou o momento de deixar apodrecer o que já infesta com o seu cheiro nauseabundo, mas que sempre neguei que estivesse moribundo.
Chegou o momento de trilhar o meu caminho sem olhar para trás. Sem despedidas ou arrependimentos que são derivados sintácticos de saudades.
O caminho é agreste e sinuoso com muitos cadafalsos camuflados com folhas que caem das árvores durante todo o ano. Esperam-me mentes individualistas que mil imagens não conseguem capturar uma sua palavra sábia.
Esperam-me ninfas e musas ardentes pelos meus textos em sua homenagem.
Esperas-me tu e os teus braços solitários.
Espera-me eu próprio...