Tudo perdeu o interesse. Nada despoleta a mais leve silhueta de entusiasmo.
Não é pessimismo, aparenta ser uma espécie de marasmo.
Lançado disfarçado de sarcasmo.
Até o sabor foi removido ao orgasmo.
Uma fervilhante dormência.
Na ausência de paciência,
Avança para a linha da frente a condescendência.
Inutilizável para todo o sempre esta a sapiência.
Uns julgam que conhecem a verdade
Mas ela passou a viver na clandestinidade.
Outros, a liberdade
Mas ela desapareceu também com a ansiedade.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Desculpa se te usei como escudo contra as investidas do que estava escrito como guião e que eu era suposto seguir.
Talvez fosses uma janela por onde se pudesse ver a chuva a dissolver-senas águas do rio. estranha esta luta entre água acostumada a estar quieta e no seu rumo certo e a que cai erráticamente do céu estrelado em queda livre e acrobática.
Peço desculpa a mim próprio por esses olhares de luxúria a um corpo de pedra onde nem os olhos se movem.
Foste remos que usei para ir contra a corrente.
Foste ambição e desejos descomunais nunca antes atribuídos a meros mortais.
foste mais eu do que eu.
Em jogos de azar, tinhas sempre um naipe imbatível.
e neste nosso combate ganhou sempre a melhor parte.
O chão que pisas recorda-te de mim.
Talvez fosses uma janela por onde se pudesse ver a chuva a dissolver-senas águas do rio. estranha esta luta entre água acostumada a estar quieta e no seu rumo certo e a que cai erráticamente do céu estrelado em queda livre e acrobática.
Peço desculpa a mim próprio por esses olhares de luxúria a um corpo de pedra onde nem os olhos se movem.
Foste remos que usei para ir contra a corrente.
Foste ambição e desejos descomunais nunca antes atribuídos a meros mortais.
foste mais eu do que eu.
Em jogos de azar, tinhas sempre um naipe imbatível.
e neste nosso combate ganhou sempre a melhor parte.
O chão que pisas recorda-te de mim.
domingo, 6 de junho de 2010
Linda Martini para combater uma tarde de domingo.
Hoje preciso de um pois, preciso de um sim.
O que é que queres de mim, hoje sinto-me assim.
Hoje preciso de um pois, preciso de um sim.
O que é que queres de mim, hoje sinto-me assim.
Ecos de risos, sinfonias de gritos. Como sangue na barriga de mosquitos.
Hoje preciso de mim.
Mostra o teu jogo. Eu pago para ver.
Falas-me através das sombras em dialectos estranhos, tu que és fogo em mim.
Questiono-me se te terás entregue a alguém. Não o corpo que usas mas o que és, essa aura metafísica. Será que alguém a viu desnuda?
Dizes que a Noite é acreditar e às vezes chorar.
Nessas palavras que debitas nas sombras, dizes o que ficou por dizer. O ar que respiras é a tua folha de papel, nele desenham-se as palavras que voam da tua mão agora aberta. Já não as conseguias manter reclusas na palma da tua mão.
Eu digo que não perdeste. Podes não ter ganho, mas neste combate existente apenas na tua mente retiras sempre algo, parecido com um sopro estranho que só fará sentido quando tudo o resto deixará de faze-lo.
Será que em alguma noite de sombras, eu conheci o sabor da tua pele? Naquelas em que confessaste o teu mais ardente desejo: a Morte?
Nunca tenho respostas, somente perguntas.
Quem idolatrizas? espero que seja o reflexo que te cumprimenta todos os dias no espelho. Esse reflexo que não é teu mas sim do mundo, representação de crença real e verdadeira.
E tu tentas dar-me as respostas nas sombras, mas elas abraçam-te...
Questiono-me se te terás entregue a alguém. Não o corpo que usas mas o que és, essa aura metafísica. Será que alguém a viu desnuda?
Dizes que a Noite é acreditar e às vezes chorar.
Nessas palavras que debitas nas sombras, dizes o que ficou por dizer. O ar que respiras é a tua folha de papel, nele desenham-se as palavras que voam da tua mão agora aberta. Já não as conseguias manter reclusas na palma da tua mão.
Eu digo que não perdeste. Podes não ter ganho, mas neste combate existente apenas na tua mente retiras sempre algo, parecido com um sopro estranho que só fará sentido quando tudo o resto deixará de faze-lo.
Será que em alguma noite de sombras, eu conheci o sabor da tua pele? Naquelas em que confessaste o teu mais ardente desejo: a Morte?
Nunca tenho respostas, somente perguntas.
Quem idolatrizas? espero que seja o reflexo que te cumprimenta todos os dias no espelho. Esse reflexo que não é teu mas sim do mundo, representação de crença real e verdadeira.
E tu tentas dar-me as respostas nas sombras, mas elas abraçam-te...
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