"Errar é humano."
Eu contraponho, errar é desumano. Quando os erros abrem feridas que nunca cicatrizam. Não erros pessoais, mas de outros seres. Abrem-se as portas da desumanidade nessas palavras cheias de erros não gramaticais nem estruturais de frases. Parece que quando se erra, nunca se erra nas palavras e o vocabulário fica surpreendentemente mais vasto do que os oceanos. Elas são punhais voadores com tecnologia militar alienígena, com uma precisão suprema. não existe sequer espaço para margem de erro. Elas voam e acertam onde devem mesmo acertar.
Há a virtude de assumir os erros, mas isso é também uma capacidade que não habita nos humanos.
Eu tenho essa virtude... e odeio-a! Meramente porque odeio errar. Nunca cometi erros iguais aos que enunciei umas linhas acima. O mais simples dos erros. seja no trabalho seja onde for, aqueles erros inofensivos, despoletam em mim uma vontade imensa de me flagelar. Castigar-me por esse resquício de humanidade, ou o que chamam de atributo unicamente disponível nos humanos.
Não pactuo com existências pré-concebidas e pré-destinadas. Não pactuo com ninguém muito menos comigo.
Errar é para os fracos. Errar e assumir o erro, não o invalida. Não o faz desaparecer por entre o nevoeiro e tudo voltar a ser exactamente como era antes dele ser infligido.
Os erros magoam e muito. Nalguns casos, removem grande parte das essências das vitimas.
Eu fui constantemente trucidado por comboios desgovernados de erros. Sou uma ferida apenas, tão grande que ela é. Não fiquei amputado de membros vitais. Alguns deram-me mesmo asas. Consigo voar sobre os infractores e cuspir-lhes em cima. Não uma cuspidela de ódio nem sequer de desprezo, uma cuspidela de escárnio somente.
E estava escrito em tábuas de mandamentos irreligiosos, que um dia virias ajoelhar-te perante mim e pedir clemência. Esses olhos que estavam tão frios quando me trucidaste vem agora com toda a beleza que apenas eu via e olham para mim. E fazes-me sentir humano novamente....
segunda-feira, 14 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Tudo perdeu o interesse. Nada despoleta a mais leve silhueta de entusiasmo.
Não é pessimismo, aparenta ser uma espécie de marasmo.
Lançado disfarçado de sarcasmo.
Até o sabor foi removido ao orgasmo.
Uma fervilhante dormência.
Na ausência de paciência,
Avança para a linha da frente a condescendência.
Inutilizável para todo o sempre esta a sapiência.
Uns julgam que conhecem a verdade
Mas ela passou a viver na clandestinidade.
Outros, a liberdade
Mas ela desapareceu também com a ansiedade.
Não é pessimismo, aparenta ser uma espécie de marasmo.
Lançado disfarçado de sarcasmo.
Até o sabor foi removido ao orgasmo.
Uma fervilhante dormência.
Na ausência de paciência,
Avança para a linha da frente a condescendência.
Inutilizável para todo o sempre esta a sapiência.
Uns julgam que conhecem a verdade
Mas ela passou a viver na clandestinidade.
Outros, a liberdade
Mas ela desapareceu também com a ansiedade.
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Desculpa se te usei como escudo contra as investidas do que estava escrito como guião e que eu era suposto seguir.
Talvez fosses uma janela por onde se pudesse ver a chuva a dissolver-senas águas do rio. estranha esta luta entre água acostumada a estar quieta e no seu rumo certo e a que cai erráticamente do céu estrelado em queda livre e acrobática.
Peço desculpa a mim próprio por esses olhares de luxúria a um corpo de pedra onde nem os olhos se movem.
Foste remos que usei para ir contra a corrente.
Foste ambição e desejos descomunais nunca antes atribuídos a meros mortais.
foste mais eu do que eu.
Em jogos de azar, tinhas sempre um naipe imbatível.
e neste nosso combate ganhou sempre a melhor parte.
O chão que pisas recorda-te de mim.
Talvez fosses uma janela por onde se pudesse ver a chuva a dissolver-senas águas do rio. estranha esta luta entre água acostumada a estar quieta e no seu rumo certo e a que cai erráticamente do céu estrelado em queda livre e acrobática.
Peço desculpa a mim próprio por esses olhares de luxúria a um corpo de pedra onde nem os olhos se movem.
Foste remos que usei para ir contra a corrente.
Foste ambição e desejos descomunais nunca antes atribuídos a meros mortais.
foste mais eu do que eu.
Em jogos de azar, tinhas sempre um naipe imbatível.
e neste nosso combate ganhou sempre a melhor parte.
O chão que pisas recorda-te de mim.
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