Estranho este silêncio que brota da minha mente.
Mas também confortador.
A ausência da escrita, não me faz entrar em pânico.
Não me faz sentir absolutamente nada.
não se extinguiu este rio que tantas palavras levou a uma foz fictícia e meramente figurativa.
Ele corre no seu leito normalmente, impávido e sereno, alheio a todos os súplicios que sangram á sua volta. Canalizou-se para outro mar, não aquele a que o condenaram a desaguar. Canalizou-se apenas para o pensamento e por lá fica, inerte e longe dos olhares.
Ele está lá sempre, com correntes fortes. as palavras não nadam contra as correntes.
Deixam-se fluir. Apenas uma ligeira modorra de as transpor para o papel. Como se só assim ganhassem vida! Elas merecem ter uma liberdade que jamais terei.
Correm livremente entre prados verdes flamejantes onde florescem utopias em cada borda onde o sol não ousa ostracizar com a sua presença.
Não temo por elas. Não temo por mim. Não temo por nada.
Eu sou as minhas palavras e ando por aí... sei que o vento tem estado ausente, quiçá com desilusão amorosa, mas eu oiço-me em eco muito vagamente ao longe. E sei que ando por aí algures a beber copos com as minhas palavras. Estranhas bebedeiras estas, de sentido nulo, como aparentam ser todas as bebedeiras. Mas produtivas ao ponto de vómitos corrosivos de verdades supremas encobertas de poesias.
Sem as minhas palavras, nada restaria de mim.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O raiar de um novo dia não marca o fim desta noite.
O que tem esta noite de tão diferente das demais, todas diferentes mas todas iguais?
Esta noite veste-se com o veludo da eternidade e acaricia as suas curvas voluptuosas ao som dos breves suspiros que lanças bem de dentro do teu corpo.
Sons desconexos, aparentemente sem significado aos ouvidos dos comuns mortais.
Esses sons, desconhecidos para ti, marcam o inicio da viagem sem regresso do teu corpo por entre os emaranhados de recordações que te cumprimentam á medida que passas por elas a velocidades orgásmicas.
Andarás perdida por entre meteoritos que voam em circumnavegação á tua volta?
Estás em sítios dos quais nao desejas regressar. Eles desenham-se no teu sorriso à medida que adormeces e nos sonhos anseias por novas viagens siderais.
Astrólogos juntam-se em discussão, nunca em comunhão pela descrença na presença deste novo astro que ilumina a Noite. Não a de todos, mas apenas a minha.
O que tem esta noite de tão diferente das demais, todas diferentes mas todas iguais?
Esta noite veste-se com o veludo da eternidade e acaricia as suas curvas voluptuosas ao som dos breves suspiros que lanças bem de dentro do teu corpo.
Sons desconexos, aparentemente sem significado aos ouvidos dos comuns mortais.
Esses sons, desconhecidos para ti, marcam o inicio da viagem sem regresso do teu corpo por entre os emaranhados de recordações que te cumprimentam á medida que passas por elas a velocidades orgásmicas.
Andarás perdida por entre meteoritos que voam em circumnavegação á tua volta?
Estás em sítios dos quais nao desejas regressar. Eles desenham-se no teu sorriso à medida que adormeces e nos sonhos anseias por novas viagens siderais.
Astrólogos juntam-se em discussão, nunca em comunhão pela descrença na presença deste novo astro que ilumina a Noite. Não a de todos, mas apenas a minha.
domingo, 4 de julho de 2010
Observemos com muita atenção a forma que nos cumprimenta no espelho. Certas vezes parece um demónio, dependendo da incidência da luz que brota das pequenas frinchas das persianas das recordações. Certas vezes parece um tirano que exerce domínio total sobre territórios apenas espirituais.
Todas as formas são subjectivas e não tem ligações aparentes com a realidade.
Mas o que é a realidade? Uma construção com alicerces ás vezes de mentiras, isentas de qualquer sobriedade.
A forma torna-se muitas vezes disforme. Dependendo totalmente dos olhares que a vislumbram. Olhares diferentes, muitas vezes tementes.
Por vezes renegadores, outras reconciliadores.
Existe beleza em certas alturas nessa forma reflectida no espelho, reconhece-la é que é o grande desafio. Apenas os fortes de espírito estarão á sua altura. A beleza e a fealdade estão apenas á distancia de um pensamento.
Todas as formas são subjectivas e não tem ligações aparentes com a realidade.
Mas o que é a realidade? Uma construção com alicerces ás vezes de mentiras, isentas de qualquer sobriedade.
A forma torna-se muitas vezes disforme. Dependendo totalmente dos olhares que a vislumbram. Olhares diferentes, muitas vezes tementes.
Por vezes renegadores, outras reconciliadores.
Existe beleza em certas alturas nessa forma reflectida no espelho, reconhece-la é que é o grande desafio. Apenas os fortes de espírito estarão á sua altura. A beleza e a fealdade estão apenas á distancia de um pensamento.
terça-feira, 29 de junho de 2010
O Homem constrói sempre novas estradas para o conduzir a novos locais. Nunca terá a capacidade de construir um caminho, por muito rudimentar que seja, capaz de o conduzir a si próprio.
Tudo está bem sinalizado. Todas direções de destinos físicos. Apenas aglomerados de construções.
Não existe uma placa a indicar o centro do Homem. Não existem coordenadas exactas para lá chegar que possam ser colocadas num gps.
Esse centro, esse local jamais será descoberto.
Tudo está bem sinalizado. Todas direções de destinos físicos. Apenas aglomerados de construções.
Não existe uma placa a indicar o centro do Homem. Não existem coordenadas exactas para lá chegar que possam ser colocadas num gps.
Esse centro, esse local jamais será descoberto.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Mais uma coisinha para a Noite!
A noite deixa cair o seu véu pincelando de negro escarlate o céu.
Cores vivas envoltas envoltas em sombras colectivas de pacatas revoltas.
Pintores de estranhos sofredores correm em tintas por vezes desavindas, outras foragidas mas todas elas malditas.
Ergue-te diva obscura que para tudo tens cura.
Não existem males absolutos, apenas alguns disfarçados de absurdos.
efeitos psicológicos de desavindos monstros mitológicos.
Tudo é aparente, meramente um somente.
Apenas a Noite, não é desavinda...
Cores vivas envoltas envoltas em sombras colectivas de pacatas revoltas.
Pintores de estranhos sofredores correm em tintas por vezes desavindas, outras foragidas mas todas elas malditas.
Ergue-te diva obscura que para tudo tens cura.
Não existem males absolutos, apenas alguns disfarçados de absurdos.
efeitos psicológicos de desavindos monstros mitológicos.
Tudo é aparente, meramente um somente.
Apenas a Noite, não é desavinda...
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