terça-feira, 10 de agosto de 2010
Uma banda que passa tão despercebida. Com letras fantásticas, não fossem escritas pelo Senhor Adolfo Luxuria Canibal.
Dá-me amor ou ódio
Faz ou desfaz o meu coração
Dá-me amor ou ódio
Salva-me ou mata-me de paixão
Se o amor é fogo atiram-me á fogueira
Sem piedade
Se no amor há um dono escraviza-me até á eternidade
Porque o tempo é feito de ti e mim
E tudo o resto é demais
Amor ou ódio
Tento me faz deus e diabo querem assim
Assim será
Dá-me amor ou ódio
Beija-me ou corta-me na tua boca
Dá-me amor ou ódio
Queima-me molha-me sem roupa
Se o amor não se vê entra no escuro sem ter medo
Se o amor não diz porquê, nunca questiones seu segredo
Porque o tempo é feito de ti e mim
E tudo o resto é demais
Amor ou ódio
Tento me faz deus e diabo querem assim
Assim será
Porque o tempo é feito de ti e mim
E tudo o resto é demais
Amor ou ódio
Tento me faz deus e diabo querem assim
Assim será
Porque o tempo é feito assim
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
R.I.P Heavy Metal!!!!!1
Já aqui deixei algumas críticas ao estado do panorama musical português, mas nunca pensei que iria acontecer uma catástrofe como esta!
Passo a explicar: Este fim de semana decorreu em Vagos mais uma edição do vagos Open Air, penso que a segunda, suposto festival de metal que no seu cartaz conteve muitas bandas estrangeiras, algumas das quais não haviam, até á data, tocado em Portugal. Até aqui tudo bem. Eu próprio equacionei ir a este festival devido á qualidade do cartaz. Duas ou 3 bandas em dias diferentes seduziam-me seriamente. Acabei por não ir, pois acho os preços dos festivais proibitivos. Não o bilhete em si que até era acessível, mas a parafernália de coisas que envolve um festival; cerveja(muita, claro), comida(se sobrar dinheiro da cerveja), discos, etc..., constituem uma conjuntura muito pesada para a a minha carteira.
Pensei que já tinha visto de tudo em concertos, desde a policia a invadir o palco para terminar as actuações, bandas que não aparecem, porrada com fartura, polícia de intervenção, cemitérios partidos, etc..., mas fiquei estupefacto quando li que neste citado festival era proibido fazer crowd-surfing (acto que consiste em ser transportado pelo publico no ar por todo o comprimento do concerto). Aparentemente, quem fosse apanhado pelos seguranças em tão criminosa actividade, ficava com uma cruz na sua pulseira e ao completar 3 cruzes ganhava uma viagem para fora do recinto sem hipótese de reentrar.
Isto é completamente estúpido! Concertos de metal sem crowd surfing, mosh e stage diving tornam-se concertos de música clássica. Talvez para o ano a organização queira proibir a entrada de camisolas com dizeres ofensivos também. Hum.. é melhor estar calado, pois ainda ficam com ideias. Se eu tivesse ido a este tão digno festival e fosse pessoa de fazer crowd-surfing, isto não ficaria assim. 30 euros ou algo parecido era o que custava o bilhete. Quando se comprava um bilhete para um concerto de metal, comprava-se também uma entrada para um mundo á parte onde as leis do mundo civilizado e maquinal eram reduzidas apenas ao bom senso de cada um. Não se entrava num estado de repressão policial, mental ou de qualquer tipo de coação. Mas isso parece ter sido há séculos realmente.
O metal perdeu-se para sempre. Primeiro pelas pessoas supostas aficcionadas do género. Os metaleiros da nova geração são a mais pura encarnação de betos. meninos e meninas tão bem comportados, que qualquer dia levam os paizinhos para verem os concertos. Alguns desse betos com cintos de balas, sugeriram até que não houvesse cerveja nos concertos de metal, para afastar os indesejáveis. Entenda-se os indesejáveis como as pessoas que já andam em concertos há muitos anos e que sabem curtir metal como ele deve de ser curtido. O metal está apenas uma feira de vaidades. Pavoneiam-se os putos com as camisolas novas, edições limitadas, encomendadas ao estrangeiro a peso de ouro enquanto estão agarrados á sua garrafa de água fintando o fumo do cigarro que alguém aspira tranquilamente, mas que incomoda solenemente a passagem destes seres superiores.
Já me tinha acostumado a estas coisas, agora concertos que a organização proíbe uma das formas normais de diversão num concerto de metal, isso ultrapassa qualquer bom-senso ou compreensão, ou boa vontade... Para mim, é apenas mais uma punhalada num estilo que cada vez está mais suicida.
Passo a explicar: Este fim de semana decorreu em Vagos mais uma edição do vagos Open Air, penso que a segunda, suposto festival de metal que no seu cartaz conteve muitas bandas estrangeiras, algumas das quais não haviam, até á data, tocado em Portugal. Até aqui tudo bem. Eu próprio equacionei ir a este festival devido á qualidade do cartaz. Duas ou 3 bandas em dias diferentes seduziam-me seriamente. Acabei por não ir, pois acho os preços dos festivais proibitivos. Não o bilhete em si que até era acessível, mas a parafernália de coisas que envolve um festival; cerveja(muita, claro), comida(se sobrar dinheiro da cerveja), discos, etc..., constituem uma conjuntura muito pesada para a a minha carteira.
Pensei que já tinha visto de tudo em concertos, desde a policia a invadir o palco para terminar as actuações, bandas que não aparecem, porrada com fartura, polícia de intervenção, cemitérios partidos, etc..., mas fiquei estupefacto quando li que neste citado festival era proibido fazer crowd-surfing (acto que consiste em ser transportado pelo publico no ar por todo o comprimento do concerto). Aparentemente, quem fosse apanhado pelos seguranças em tão criminosa actividade, ficava com uma cruz na sua pulseira e ao completar 3 cruzes ganhava uma viagem para fora do recinto sem hipótese de reentrar.
Isto é completamente estúpido! Concertos de metal sem crowd surfing, mosh e stage diving tornam-se concertos de música clássica. Talvez para o ano a organização queira proibir a entrada de camisolas com dizeres ofensivos também. Hum.. é melhor estar calado, pois ainda ficam com ideias. Se eu tivesse ido a este tão digno festival e fosse pessoa de fazer crowd-surfing, isto não ficaria assim. 30 euros ou algo parecido era o que custava o bilhete. Quando se comprava um bilhete para um concerto de metal, comprava-se também uma entrada para um mundo á parte onde as leis do mundo civilizado e maquinal eram reduzidas apenas ao bom senso de cada um. Não se entrava num estado de repressão policial, mental ou de qualquer tipo de coação. Mas isso parece ter sido há séculos realmente.
O metal perdeu-se para sempre. Primeiro pelas pessoas supostas aficcionadas do género. Os metaleiros da nova geração são a mais pura encarnação de betos. meninos e meninas tão bem comportados, que qualquer dia levam os paizinhos para verem os concertos. Alguns desse betos com cintos de balas, sugeriram até que não houvesse cerveja nos concertos de metal, para afastar os indesejáveis. Entenda-se os indesejáveis como as pessoas que já andam em concertos há muitos anos e que sabem curtir metal como ele deve de ser curtido. O metal está apenas uma feira de vaidades. Pavoneiam-se os putos com as camisolas novas, edições limitadas, encomendadas ao estrangeiro a peso de ouro enquanto estão agarrados á sua garrafa de água fintando o fumo do cigarro que alguém aspira tranquilamente, mas que incomoda solenemente a passagem destes seres superiores.
Já me tinha acostumado a estas coisas, agora concertos que a organização proíbe uma das formas normais de diversão num concerto de metal, isso ultrapassa qualquer bom-senso ou compreensão, ou boa vontade... Para mim, é apenas mais uma punhalada num estilo que cada vez está mais suicida.
sábado, 7 de agosto de 2010
Tudo se veste com um ponto de interrogação quando deveria ter somente trajado umas reticências... Elas indicam que nada terminou. Ou então um ponto de exclamação. Sinal de que não causou indiferença.
A vida e a escrita são muito semelhantes, tem regras e reacções similares. Por vezes, acho que as vidas são meras cópias ou ditados. O que aconteceu á escrita criativa e capacidade de escrever? Só se escreve o que está pré-definido ou é ditado por outrem.
É preciso escrever sem regras, escrever sonetos sem as regras das rimas e da métrica e que nem sequer rimem. Os poemas não tem todos que rimar e as metáforas podem deixar de as ser.
Apetece-me escrever com muitos erros e estar-me a cagar para isso, pois não tenho ninguém para me corrigir. Apenas eu próprio, mas eu deixo os erros perpetuarem-se, pois só assim posso escrever melhor...
A vida e a escrita são muito semelhantes, tem regras e reacções similares. Por vezes, acho que as vidas são meras cópias ou ditados. O que aconteceu á escrita criativa e capacidade de escrever? Só se escreve o que está pré-definido ou é ditado por outrem.
É preciso escrever sem regras, escrever sonetos sem as regras das rimas e da métrica e que nem sequer rimem. Os poemas não tem todos que rimar e as metáforas podem deixar de as ser.
Apetece-me escrever com muitos erros e estar-me a cagar para isso, pois não tenho ninguém para me corrigir. Apenas eu próprio, mas eu deixo os erros perpetuarem-se, pois só assim posso escrever melhor...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O que faz as pessoas mentir? Será somente um escudo para não enfrentar olhos nos olhos a realidade que se agiganta e amotina perante elas?
Uma construção de uma redoma com ar puro, onde o poluído exterior não entra.
Como se consegue dormir tranquilo á noite quando a teia de mentiras se expande perigosamente por todo o lado?
A mentira é uma arma das mais letais que existem. Grande arma para o mundo profissional. Sobe mais quem mais munições tiver.
A nível pessoal, as mentiras também teêm esse efeito. No trono dos bem sucedidos senta-se o mentiroso-mor e pavoneia o seu ceptro bem em frente á tua cara.
"Mentes tanto que até acreditas em ti próprio"- Torna-se corrosiva a mentira. Cria uma realidade paralela e destrói lentamente a original. Distingui-las torna-se extremamente difícil e nesse erro habitam as consciências.
O Homem auto-proclama-se o ser mais evoluído com habitat na Terra, mas os seres inferiores, vulgo animais, não possuem esta capacidade de mentir, de falsear, de adulterar. Serão inferiores por isso? Lá está a superioridade do mentiroso.
A mentira e a maldade são exclusivamente humanas... Tudo o que é mau é construído pelo Homem. E aclama-se este ser como evoluído! Talvez um reset na humanidade fizesse bem. A própria criação da humanidade está erecta numa mentira... Não preciso de dizer mais nada...
"Desde que alberguemos uma única vez o mal, este não volta a dar-se ao trabalho de pedir que lhe concedamos a nossa confiança." Kafka
Uma construção de uma redoma com ar puro, onde o poluído exterior não entra.
Como se consegue dormir tranquilo á noite quando a teia de mentiras se expande perigosamente por todo o lado?
A mentira é uma arma das mais letais que existem. Grande arma para o mundo profissional. Sobe mais quem mais munições tiver.
A nível pessoal, as mentiras também teêm esse efeito. No trono dos bem sucedidos senta-se o mentiroso-mor e pavoneia o seu ceptro bem em frente á tua cara.
"Mentes tanto que até acreditas em ti próprio"- Torna-se corrosiva a mentira. Cria uma realidade paralela e destrói lentamente a original. Distingui-las torna-se extremamente difícil e nesse erro habitam as consciências.
O Homem auto-proclama-se o ser mais evoluído com habitat na Terra, mas os seres inferiores, vulgo animais, não possuem esta capacidade de mentir, de falsear, de adulterar. Serão inferiores por isso? Lá está a superioridade do mentiroso.
A mentira e a maldade são exclusivamente humanas... Tudo o que é mau é construído pelo Homem. E aclama-se este ser como evoluído! Talvez um reset na humanidade fizesse bem. A própria criação da humanidade está erecta numa mentira... Não preciso de dizer mais nada...
"Desde que alberguemos uma única vez o mal, este não volta a dar-se ao trabalho de pedir que lhe concedamos a nossa confiança." Kafka
Ando coladissimo nesta música!
Da banda sonora do filme "Informers", mais uma adaptação cinematográfica de uma obra de Brett Easton Ellis. Já escrevias mais qualquer coisinha, Brett...
Erradamente a musica aparece como sendo de Jason Falkner, mas é na realidade de David Palmer.
Erradamente a musica aparece como sendo de Jason Falkner, mas é na realidade de David Palmer.
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