sábado, 14 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"O Homem precisa daquilo que em si há de pior se pretende alcançar o que nele existe de melhor."

Isto é uma frase de Nietzsche e não me ouso a contestar. Apenas contesto ainda o uso da palavra Homem para incluir as mulheres. Defendo que a partir de agora se usem apenas termos femininos. O suposto sexo forte, é a coisa mais frágil que possa existir. Esta citação de Nietzsche e demais exemplos, deveria ser " Quem traz a vida ao mundo precisa daquilo que em si há de pior para mostrar aos outros o que existirá de melhor."
Eu adoro mulheres. Não só pelos seus orifícios mágicos e demais atributos, mas mais pelo facto de nos trazerem ao mundo e ainda nos conseguirem aturar a nós homens. É de uma grandeza suprema.
Já andei à porrada algumas vezes com danos consideráveis, mas os verdadeiros danos sempre me foram infligidos por mulheres e sem me terem sequer tocado com um dedo.
Para todas as mulheres da minha vida, um bem haja... Como escreveu Gabriel Garcia Marquez, : "O coração tem mais quartos que uma casa de putas." E na minha casa de putas habitam algumas donzelas cujas virtudes serão intocáveis...

Descanso do guerreiro...

É uma luta viver com uma depressão...
Pior é quando ela reaparece sem razão aparente...

Existe a vantagem de já saber lidar com ela.
De ter passado por inúmeros tormentos devida a uma simples reacção química cerebral.

Da primeira vez, foi um ataque avassalador. Apanhou-me completamente desprevenido.
Agora, já sei os passos desta tenebrosa doença de côr. Antecipo todos os seus movimentos.

A dependência química, foi posta de lado assim como da primeira vez.
Durmo muito mal e com sonhos horripilantes quando me são concedidas umas tréguas. Aparentemente, parei de ressonar. Seria uma vitória se a quantidade de baixas não fosse mil vezes superior.

Desapareceu todo e qualquer sorriso que poderiam colorir o meu rosto. Carrego sempre olheiras profundas, que no trabalho, não fosse numa terrinha de uma pequena cidade chamada Penafiel, são conotadas com o "cliché" óbvio de drogado. O descuido com a minha aparência atingiu limites dantescos. O silêncio instalou-se de armas e bagagens. O turbilhão no meu cérebro atinge velocidades supersónicas. Num ápice, vou de me sentir mais pequeno de que um átomo, a sentir o ser supremo. Mas talvez isso seja a influência de Nietzchze... Mas, sentir-me o ser supremo é o expoente máximo da humanidade. Pena ser efémero este sentimento, como todos os outros.
Nunca me imaginei a olhar com superioridade para o resto da humanidade, mas sabe tão bem. Assumo o papel de um suposto deus que governa o vasto universo.
Talvez seja nos vértices da loucura que o Homem se transforma no seu maior receio. Nesses momentos, sinto-me mais vivo do que nunca.
Assumo tronos de divindades e lentamente assisto à minha descida para a realidade que o meu cérebro desenho nesse momento.
Fustigo o meu corpo com inúmeros flagelos físicos para me sentir cansado. Consigo uma forma física nunca vista para os meus 30 anos de "existência". Viciei-me em masturbação. O toque humano repugna-me quando tenho as minhas viagens siderais.
Perdi toda e qualquer noção do tempo que poderia existir. Chego atrasado ao trabalho, coisa inédita para mim. Tudo perde o seu valor, excepto esta batalha solitária contra o meu próprio cérebro. O verdadeiro triunfo: Quando se consegue vencer os seus medos. No seio quente desta revolução que eclode em mim, sinto-me realizado, embora apenas temporariamente, mas os breves instantes de supremacia, tornam-me mais forte do que nunca.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Anti-depressivos ou doseamento da loucura?

Acordo o meu cadáver que jaz intranquilo a meu lado. Dou-lhe banho, visto-o e preparo-lhe o pequeno almoço. Conduzo-o ao trabalho. Com cordéis nos braços e pernas, consigo que o meu cadáver execute eficazmente o meu trabalho. As pessoas falam com o meu cadáver. Transformo-me em ventriloquo e uma espécie de sons articulados saem dos lábios do meu cadáver. As pessoas parecem ter ficado satisfeitas com estes guturais que jorraram parecendo vir directos do inferno. Há problemas no serviço. A culpa parece ter sido do meu cadáver, mas veio a descobrir-se que não era. Uma espécie de fúria homicida ameaça formar-se no meu cadáver, mas, com a subtileza de um piscar de olho desaparece. Surpreendido o meu cadáver quer questionar-se, mas nenhuma questão é desenhada no cérebro do meu cadáver, parece ter sido varrida qualquer réstia de pensamentos que ainda deambulavam pelo cérebro do meu cadáver.
Está na hora de mais uns comprimidos receitados pelo governo para racionar a loucura no meu cadáver. O vazio instala-se...
O olhar frio e focado num horizonte que não se avista perde toda a vida que sempre teve. Isso agora parece uma mera miragem.
O meu cadáver está calmo. Nenhum pensamento ousa formar-se. A presencia bélica de ansiolíticos e demais psicotrópicos impõe respeito e deixa os pensamentos bem para trás da barreira de pseudo-segurança.
Olho para o meu cadáver e pergunto-me onde estarei eu ali por dentro. Será que há uma réstia do que eu sou naquele monte de carne?
As horas de serviço arrastam-se penosamente. O meu cadáver ganha aspecto maquinal. Executa tarefas como se sempre estivesse programado para isso.
O meu cadáver fuma um cigarro. Um estranho alívio de um tormento aniquilador e não identificado forma-se. Junta-se uma enorme vontade de orquestrar um genocídio. O meu cadáver ganha contornos de um Fuhrer num Reich apocalíptico. Algo poderoso e mau começa a trepar pelo meu cadáver. Uma espécie de ódio contra todos os seres vivos, mas ele acaba assim que mais uns comprimidos invadem impiedosamente o corpo do meu cadáver. Uma paz nervosa substitui tudo o que antes povoava a mente. O meu cadáver olha para mim e eu olho para ele.
A loucura está doseada neste momento mas jamais estará morta. Está anestesiada e, talvez, a hibernar em plena primavera.
A paz traz consigo o vazio e a guerra acarreta um turbilhão de emoções. Foram todas levadas para um campo de concentração e estão a morrer à fome e ao mesmo tempo a servirem de cobaias a novas formas de controlar a loucura.
Quero entrar em rebelião e soltar tudo o de mau e de bom que habita em mim mas não no meu cadáver. Sou contra este apagar total de racionalidade. Mas o estado diz que eu estou desiquilibrado mentalmente. Talvez porque questione e diga o que pense sendo inconveniente ou não.
Vou tentar fugir desta prisão e devolver vida ao meu cadáver que tenho que arrastar comigo a todo o momento para evitar que ele caia nas teias da conformidade. Serei foragido, mas a batalha pelo controlo da mente, da minha mente, começou. Sou eu contra o mundo. Posso não vencer mas irei morrer a tentar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Banda de auto-ajuda. Sintoma "I think i´m going to crack".

Já que a "Troika" aglutinadora de portugueses não irá mexer no meu súbsidio de férias, está na hora de pensar onde o irei estoirar.

Morbid Angel. Das primeiras bandas extremas que conheci e uma das poucas que ainda me falta no currículo. Anathema... Não preciso de dizer mais nada sobre Anathema. Opeth. Outros alienígenas disfarçados de músicos. Que pena de ter perdido Opeth e Dream Theater juntos no Palácio de Cristal ! Seria um orgasmo mental daqueles como os dos porcos.
A banda que está um degrauzinho abaixo de Mão Morta e Metallica no top das minhas bandas encabeça este cartaz. Estão de volta aos grandes álbuns. Se os perder, mais uma vez, vou ficar insuportável.
A oportunidade de ver um ovni a aterrar no Porto para deixar no Coliseu estes músicos demasiado bons para serem humanos.



Um Cartaz muito porreiro encabeçado pelos Artic Monkeys. Bilhetes à borla podem ser o grande factor de desempate...

Tantas vezes me queixei da falta de concertos, agora vou queixar-me da falta de tempo na carteira... Não dá para ir a todos. talvez tire mesmo à sorte....
Gosto de observar com olhar expressivo a maneira como não te importas de carregar todo o peso do mundo nos teus ombros.
Estão esfolados e cobertos de bolhas de tamanho esforço mas não paras para descansar. Segue-se ao longe um novo cume para conquistar com escarpas tortuosas para serem escaladas.
Impassível, o teu rosto fixa o horizonte que está ali mesmo à frente para ser agarrado. Eu passo ao teu lado, gostava de mover algumas das pedras que ameaçam a qualquer momento mudar de posição para te tentar derrubar e fazer-te sucumbir ao peso que carregas. Não o faço. Não me permitirias...

A caminhada solitária até ao cume é recompensa que jamais será saqueada pelos muitos bandidos que se escondem nas sombras.
Gostava de lá estar para ser eu a entregá-la. Mas eu ficarei no sopé a observar e a relatar aos ventos os teus feitos.
Depois do universo estar todo conquistado, aguardará o supremo desafio de conquistar a tua própria humanidade. Conseguirás certamente, mas não me permitirás ser trovador de tal feito. Ficará na imortalidade da racionalidade.