O teu olhar desvia-se do meu e concentra-se no vazio.
O meu olha para o chão que ameaça abrir uma cratera enorme para me engolir.
Na inexpressividade do momento solta-se uma febre avassaladora que contorce por todo o meu corpo.
Exorcismo de sentimentos que se ramificam a velocidades avassaladoras.
Na viagem de regresso à dolorosa realidade, o meu olhar já não encontra o teu. Está ausente. Perdeu-se por entre meditações na paz que antecede violentas rebeliões.
Explodem desassossegos e a vontade de conquistar o mundo e baptiza-lo com o teu nome apenas pedindo como recompensa que o teu olhar se voltasse a cruzar com o meu.
Mergulho no vazio onde ele se encontra e encontro a infinidade. Não sei nadar. Afundo-me no vazio sempre cheio que é o gostar de ti...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Passos Coelho no seu melhor.
O carismático(?) líder do Psd deu mais um grande pontapé na sua reputação(?).
Numa entrevista afirmou que "Fenomenologia do Ser" de Jean Paul Sartre foi um livro que o marcou. Até aqui tudo bem. Excepto a parte de que esse livro não existe... ou se existe não foi escrito por Sartre. Eu que sou tão grande adepto do existencialista francês achei estranho nunca ter ouvido falar do livro, mas também não conheço toda a obra. Mas afinal as minhas suspeitas estava correctas.
Acho muito bem que este homem seja nosso primeiro-ministro. Supostamente os nossos líderes deverão representar o nosso povo e Coelho representa aquela grande percentagem de portugueses que atiram títulos de obras e autores fictícios para se "armarem" em intelectuais. Para quem lê avidamente isto é um insulto. Mas em que mais são os políticos portugueses peritos a não ser insultar a nossa inteligência?
Numa entrevista afirmou que "Fenomenologia do Ser" de Jean Paul Sartre foi um livro que o marcou. Até aqui tudo bem. Excepto a parte de que esse livro não existe... ou se existe não foi escrito por Sartre. Eu que sou tão grande adepto do existencialista francês achei estranho nunca ter ouvido falar do livro, mas também não conheço toda a obra. Mas afinal as minhas suspeitas estava correctas.
Acho muito bem que este homem seja nosso primeiro-ministro. Supostamente os nossos líderes deverão representar o nosso povo e Coelho representa aquela grande percentagem de portugueses que atiram títulos de obras e autores fictícios para se "armarem" em intelectuais. Para quem lê avidamente isto é um insulto. Mas em que mais são os políticos portugueses peritos a não ser insultar a nossa inteligência?
Medidas draconianas em Portugal vão mesmo ser uma realidade. O Louça bem que avisou!
Está escolhido. Vou ter mesmo que ir ver Paradise Lost dia 17 de Junho. Não só porque é daquelas bandas que me tocam cá mesmo no fundo arrastando consigo todo o lodo que se amontoa nas minhas entranhas, mas também porque estão em digressão a tocar na integra um dos melhores álbuns de sempre da música: "Draconian Times", aquele a que já me referi como sendo de alta rodagem nos congressos do Bloco de Esquerda.
Não tenho saudades de ter cabelo comprido, mas estou a pensar seriamente em usar uma peruca para este concerto. Headbanging era das minhas actividades favoritas quando tinha o cabelo comprido( isso e acertar com o cabelo nas pessoas propositadamente enquanto o atirava para trás dos ombros) e ouvir este álbum tocado ao vivo na integra merece ser comemorado com voltas violentas da cabeça e torcicolos enormes no dia seguinte. Vai ser uma viagem violenta à adolescência,(o álbum foi lançado em 1995), à altura em que eu ainda acreditava que poderia mudar o mundo e as pessoas.
Enquanto escrevo este post estou a rodar a cabeça violentamente ao som desta pérola que não vai lá faltar a ver se ainda não perdi o jeito. Aparentemente, é como andar de bicicleta...
Não tenho saudades de ter cabelo comprido, mas estou a pensar seriamente em usar uma peruca para este concerto. Headbanging era das minhas actividades favoritas quando tinha o cabelo comprido( isso e acertar com o cabelo nas pessoas propositadamente enquanto o atirava para trás dos ombros) e ouvir este álbum tocado ao vivo na integra merece ser comemorado com voltas violentas da cabeça e torcicolos enormes no dia seguinte. Vai ser uma viagem violenta à adolescência,(o álbum foi lançado em 1995), à altura em que eu ainda acreditava que poderia mudar o mundo e as pessoas.
Enquanto escrevo este post estou a rodar a cabeça violentamente ao som desta pérola que não vai lá faltar a ver se ainda não perdi o jeito. Aparentemente, é como andar de bicicleta...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Cleptomania alcoólica.
Será que isto é mesmo uma doença? Se o for eu sou um mártir...
Passo a explicar: Quando estou no limbo dos copos dá-se em mim esse estranho fenómeno de roubar coisas sem valor pelo simples prazer de roubar.
Tenho uma bela quantidade de cinzeiros, bases de copos e bandejas tudo tirado de bares a altas horas. Como se rouba uma bandeja de um bar? É a questão pertinente. Nada mais fácil; se estiver uma bandeja esquecida numa mesa põe-se um casaco por cima e ,puff, desapareceu.
Esta cleptomania nocturna já deu azo a situações caricatas. Uma vez trouxe de Santo Tirso um contentor do lixo, daqueles que estão na rua. Obviamente estava vazio e não sei como o consegui meter no meu carro. Dizem as pessoas que estavam comigo que percorri quase todo o centro de Santo Tirso com o contentor às costas porque já não sabia onde tinha o carro. A bela cidade de Santo Tirso não merecia tal coisa. Sou sempre tão bem recebido por aquelas bandas! Já nem sei o que fiz ao contentor, mas foi estranho vê-lo no meu carro porque não me lembrava de nada.
Outra situação caricata: Noutra noite daquelas mesmo hardcore, até, se não estou em erro, foi no dia do primeiro concerto da minha actual banda, roubei um sinal de Stop e coloquei-o na mala do carro e nunca mais me lembrei dele. Até ao dia em que sou parado pela Brigada de Transito de Penafiel e me mandam abrir a mala para ver o que trazia lá dentro. Fiquei branco, azul, enfim, de todas as cores do arco-íris. O agente, muito simpático por sinal, já me tinha perdoado uma multa de 60 euros por ter os documentos com moradas diferentes. Sei o valor porque já apanhei uma assim e não me serviu de lição. Perante o panorama de atentado contra o património do estado, o agente ficou perplexo e ordenou-me que fechasse a mala e seguisse viagem antes que o comandante dele visse aquilo. Altamente o senhor agente. O sinal de Stop está agora a decorar a sala de ensaios. Acho que ali não vem a polícia... Espero eu!
E mais uma situação caricata: Estava no Rock Bar em Lorelo, Paredes e apeteceu-me roubar os copos de fino que ia bebendo. Na altura eu era daqueles metaleiros mesmo old-school e andava muito com aquelas calças militares com bolsos muito largos. Resultado: já tinha à vontade uns 10 copos de fino nos bolsos quando o dono do bar começa a oferecer rodadas de cerveja. Na primeira não fiquei demovido do meu delito, mas quando chega à terceira cerveja oferecida, tive um ataque de consciência e fui incapaz de roubar os copos. Claro que sair do bar com o barulho dos copos a tilintar nos bolsos na altura nunca me pareceu um problema. Portanto, encontrei um vaso e comecei a esconder os copos furtados atrás do dito cujo. Claro que essa acção não passou despercebida, mas ninguém me disse nada. É normal por aqueles lados haver pessoal maluquinho como eu, parece.
Toda a gente diz que não se apercebe de quando eu já estou muito alterado pelo álcool. Talvez esse seja mesmo um grande indício. Vou começar a pedir às pessoas com quem saio, quando voltar a beber óbviamente, para estarem atentas à minha pungente cleptomania. É sinal de que não deverá entrar mais nenhuma gota de álcool na minha garganta.
Passo a explicar: Quando estou no limbo dos copos dá-se em mim esse estranho fenómeno de roubar coisas sem valor pelo simples prazer de roubar.
Tenho uma bela quantidade de cinzeiros, bases de copos e bandejas tudo tirado de bares a altas horas. Como se rouba uma bandeja de um bar? É a questão pertinente. Nada mais fácil; se estiver uma bandeja esquecida numa mesa põe-se um casaco por cima e ,puff, desapareceu.
Esta cleptomania nocturna já deu azo a situações caricatas. Uma vez trouxe de Santo Tirso um contentor do lixo, daqueles que estão na rua. Obviamente estava vazio e não sei como o consegui meter no meu carro. Dizem as pessoas que estavam comigo que percorri quase todo o centro de Santo Tirso com o contentor às costas porque já não sabia onde tinha o carro. A bela cidade de Santo Tirso não merecia tal coisa. Sou sempre tão bem recebido por aquelas bandas! Já nem sei o que fiz ao contentor, mas foi estranho vê-lo no meu carro porque não me lembrava de nada.
Outra situação caricata: Noutra noite daquelas mesmo hardcore, até, se não estou em erro, foi no dia do primeiro concerto da minha actual banda, roubei um sinal de Stop e coloquei-o na mala do carro e nunca mais me lembrei dele. Até ao dia em que sou parado pela Brigada de Transito de Penafiel e me mandam abrir a mala para ver o que trazia lá dentro. Fiquei branco, azul, enfim, de todas as cores do arco-íris. O agente, muito simpático por sinal, já me tinha perdoado uma multa de 60 euros por ter os documentos com moradas diferentes. Sei o valor porque já apanhei uma assim e não me serviu de lição. Perante o panorama de atentado contra o património do estado, o agente ficou perplexo e ordenou-me que fechasse a mala e seguisse viagem antes que o comandante dele visse aquilo. Altamente o senhor agente. O sinal de Stop está agora a decorar a sala de ensaios. Acho que ali não vem a polícia... Espero eu!
E mais uma situação caricata: Estava no Rock Bar em Lorelo, Paredes e apeteceu-me roubar os copos de fino que ia bebendo. Na altura eu era daqueles metaleiros mesmo old-school e andava muito com aquelas calças militares com bolsos muito largos. Resultado: já tinha à vontade uns 10 copos de fino nos bolsos quando o dono do bar começa a oferecer rodadas de cerveja. Na primeira não fiquei demovido do meu delito, mas quando chega à terceira cerveja oferecida, tive um ataque de consciência e fui incapaz de roubar os copos. Claro que sair do bar com o barulho dos copos a tilintar nos bolsos na altura nunca me pareceu um problema. Portanto, encontrei um vaso e comecei a esconder os copos furtados atrás do dito cujo. Claro que essa acção não passou despercebida, mas ninguém me disse nada. É normal por aqueles lados haver pessoal maluquinho como eu, parece.
Toda a gente diz que não se apercebe de quando eu já estou muito alterado pelo álcool. Talvez esse seja mesmo um grande indício. Vou começar a pedir às pessoas com quem saio, quando voltar a beber óbviamente, para estarem atentas à minha pungente cleptomania. É sinal de que não deverá entrar mais nenhuma gota de álcool na minha garganta.
domingo, 15 de maio de 2011
Já não se pode sair sossegado à noite.
Quando saio à noite acontecem sempre coisas estranhas.
Não sei porquê, mas sou muitas vezes alvo da atenção e outras coisas mais incómodas de miúdas na casa dos 20\21 anos. Então quando estão com os copos é que me vejo grego para as aturar!
Um dia destes, num barzito da minha pacata e jovial terrinha, sou abordado por uma rapariga que se dirige a mim em espanhol. "Non hablo espanol"- respondo eu.
A rapariga:" Oh. Pensei que eras o Piqué! Aquele defesa do Barcelona."
Sou apanhado de surpresa completamente. Volto a ser confundido com mais um jogador de futebol.
-"Eu? Nem somos remotamente parecidos..."
-" Realmente. És bastante mais bonito quando visto aqui mais de perto."
Não estou habituado a estes piropos, fico bastante embaraçado e nem sei o que dizer. Acabo por dizer atabalhoadamente:
-" O Piqué conseguiu engatar a Shakira, que é o sonho de mulher para muitos homens. Isso significa que eu poderia ter sorte com a Monica Belucci?"
-"Claro que sim. Até me tem dito que eu sou parecida com ela." Atalha a jovem acabadinha de sair da adolescência junto com um piscar de olho.
-"Talvez sejas minimamente parecida com ela no dedo grande do pé. Mas como estás de ténis não te posso confirmar."
O rosto fica encolerizado e a minha estranha companhia desaparece.
Estou a precisar urgentemente de voltar a beber....
Não sei porquê, mas sou muitas vezes alvo da atenção e outras coisas mais incómodas de miúdas na casa dos 20\21 anos. Então quando estão com os copos é que me vejo grego para as aturar!
Um dia destes, num barzito da minha pacata e jovial terrinha, sou abordado por uma rapariga que se dirige a mim em espanhol. "Non hablo espanol"- respondo eu.
A rapariga:" Oh. Pensei que eras o Piqué! Aquele defesa do Barcelona."
Sou apanhado de surpresa completamente. Volto a ser confundido com mais um jogador de futebol.
-"Eu? Nem somos remotamente parecidos..."
-" Realmente. És bastante mais bonito quando visto aqui mais de perto."
Não estou habituado a estes piropos, fico bastante embaraçado e nem sei o que dizer. Acabo por dizer atabalhoadamente:
-" O Piqué conseguiu engatar a Shakira, que é o sonho de mulher para muitos homens. Isso significa que eu poderia ter sorte com a Monica Belucci?"
-"Claro que sim. Até me tem dito que eu sou parecida com ela." Atalha a jovem acabadinha de sair da adolescência junto com um piscar de olho.
-"Talvez sejas minimamente parecida com ela no dedo grande do pé. Mas como estás de ténis não te posso confirmar."
O rosto fica encolerizado e a minha estranha companhia desaparece.
Estou a precisar urgentemente de voltar a beber....
Sinceramente, estou farto do Facebook. Ele parece ser uma doença contagiosa que se propagou a toda a gente. Quase todas as pessoas que conheço passam horas neste site estúpido a investigar a vida dos outros. Toda a gente fala mal das revistas cor-de-rosa porque são de coscuvilhice. E o facebook é o quê??? São descarregadas inúmeras fotos nos sites pessoais para quê? Apenas para que alguêm carregue naquele polegarzinho irritante.
Tantas pessoas escrevem verdadeiros testamentos no facebook que são comentadas pelas pessoas que poucos minutos depois vão encontrar no café.
Chegámos ao ridículo. Das poucas vezes que agora saio reparo que as pessoas com quem me dou mal falam umas com as outras. Ficam sentadas nas mesas de cafés ou bares em silêncio a beber e a fumar. Depois vão para casa porque "não se passa nada" e colam-se em frente ao computador e no facebook ficam horas a escrever nos murais uns dos outros. Estão juntas fisicamente mas não trocam palavras, mas na segurança do mundo virtual "falam" pelos cotovelos. Conversas que poderiam ter perfeitamente na tranquilidade da bela esplanada.
Sempre gostei de falar de música, mas agora parece que ninguém ouve música... Excepto quando entro no facebook e vejo links de centenas de vídeos musicais que lá são colocados quase a implorar que alguém deixe lá um comentário e\ou carregue no polegarzinho irritante a pedir a aprovação do mundo: "eh pá, ouves grande música!"
Achei imensa piada a uma conversa que assiti entre dois amigos:
-"Eh pá, nunca estás online no chat do facebook..."
-"Pois não. Eu ponho sempre ausente porque eu sou anti-social."
Obviamente eu tinha que intervir.
-"Como podes ser anti-social se estás numa rede social onde de minuto a minuto estás a colocar coisas?"
Acho que o melhor mesmo é em vez de se fazerem concertos, raves, ou outros espectáculos musicais começarem a ser feitas enormes lan-parties...
Talvez daqui a algum tempo até as próprias pessoas se esqueçam de como se fala... Querem articular um som mas nada sai. Não há problema; vão e escrevem-no no facebook. Depois tem centenas de comentários e likes. Assim sentir-se-ão realizadas.
É pena não dar (ainda) para dar um peido via facebook. Já que tudo, mesmo tudo, é comentado acho que sempre seria algo mais interessante para colocar um comentário ou um "Like".
Tantas pessoas escrevem verdadeiros testamentos no facebook que são comentadas pelas pessoas que poucos minutos depois vão encontrar no café.
Chegámos ao ridículo. Das poucas vezes que agora saio reparo que as pessoas com quem me dou mal falam umas com as outras. Ficam sentadas nas mesas de cafés ou bares em silêncio a beber e a fumar. Depois vão para casa porque "não se passa nada" e colam-se em frente ao computador e no facebook ficam horas a escrever nos murais uns dos outros. Estão juntas fisicamente mas não trocam palavras, mas na segurança do mundo virtual "falam" pelos cotovelos. Conversas que poderiam ter perfeitamente na tranquilidade da bela esplanada.
Sempre gostei de falar de música, mas agora parece que ninguém ouve música... Excepto quando entro no facebook e vejo links de centenas de vídeos musicais que lá são colocados quase a implorar que alguém deixe lá um comentário e\ou carregue no polegarzinho irritante a pedir a aprovação do mundo: "eh pá, ouves grande música!"
Achei imensa piada a uma conversa que assiti entre dois amigos:
-"Eh pá, nunca estás online no chat do facebook..."
-"Pois não. Eu ponho sempre ausente porque eu sou anti-social."
Obviamente eu tinha que intervir.
-"Como podes ser anti-social se estás numa rede social onde de minuto a minuto estás a colocar coisas?"
Acho que o melhor mesmo é em vez de se fazerem concertos, raves, ou outros espectáculos musicais começarem a ser feitas enormes lan-parties...
Talvez daqui a algum tempo até as próprias pessoas se esqueçam de como se fala... Querem articular um som mas nada sai. Não há problema; vão e escrevem-no no facebook. Depois tem centenas de comentários e likes. Assim sentir-se-ão realizadas.
É pena não dar (ainda) para dar um peido via facebook. Já que tudo, mesmo tudo, é comentado acho que sempre seria algo mais interessante para colocar um comentário ou um "Like".
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