Dá-me algo em que acreditar.
Dá-me uma mentira ou uma verdade. Não interessa.
Dá um deus aos ateus.
Mostra-me alguém em quem acreditar.
Aponta-o no meio da multidão de cabisbaixos.
Talvez o teu dedo aponte directamente para mim.
Firmemente dir-me-ás que eu sou a única verdade.
Eu direi que não oiço a verdade na minha voz.
Que nunca vi a forma da verdade em tudo o que ouvi ou li.
Segue-me até ao silêncio e aponta para o abismo.
Ele acorda e olha para mim.
Diz-me que eu sou um abismo maior do que ele.
E assim a imagem da verdade se desenhou perante mim...
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Ninguém te pode punir por sonhares.
Deixa-me entrar no teu cérebro e retirar as amarras que te prendem a um conformismo inconformado.
Lentamente, sobem pequenos desafios como se de desenhos se tratassem à espera de serem coloridos pelos pincéis agora ausentes de cores escuras.
Pinta, nem que abstractamente o que vai dentro de ti e nunca se havia liberto. Pinta, paisagens mecânicas, reflexos de humanidades perdidas.
Nesta paleta imaginária as cores podem misturadas anarquicamente. Darão assim origem a novas cores anteriormente nunca vistas pelos olhos demasiado tristes e bloqueados dos teus semelhantes.
Pinta uma obra-prima que jamais será aclamada e oferece-ma. Ficará exposta nesta galeria subterrânea que é o meu pensamento. Perdida e encontrada para sempre...
Deixa-me entrar no teu cérebro e retirar as amarras que te prendem a um conformismo inconformado.
Lentamente, sobem pequenos desafios como se de desenhos se tratassem à espera de serem coloridos pelos pincéis agora ausentes de cores escuras.
Pinta, nem que abstractamente o que vai dentro de ti e nunca se havia liberto. Pinta, paisagens mecânicas, reflexos de humanidades perdidas.
Nesta paleta imaginária as cores podem misturadas anarquicamente. Darão assim origem a novas cores anteriormente nunca vistas pelos olhos demasiado tristes e bloqueados dos teus semelhantes.
Pinta uma obra-prima que jamais será aclamada e oferece-ma. Ficará exposta nesta galeria subterrânea que é o meu pensamento. Perdida e encontrada para sempre...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Se estivesse este partido no boletim de voto já contava com o meu voto.
Acho que isto foi o mais próximo de um comício político em que estive. Algures ando eu a dar o meu apoio e a cantar com os pulmões bem abertos o hino deste grande partido.
Eu nao gosto do PS nem sequer do CDS
Nao suporto o PC que se lixe o PSD
Sou Zulmiro Pascoal o tarado sexual
E venho apresentar-lhes o partido ideal
Refrão:
C.C.M (Cona - Cu & Mamas)
Eu nao gosto do PS nem sequer do CDS
Nao suporto o PC que se lixe o PSD
Eu so' voto no partido que nada teme
Pela orgia total falamos a revolucao sexual
Refrão:
C.C.M (Cona - Cu & Mamas)
Eu nao gosto do PS nem sequer do CDS
Nao suporto o PC que se lixe o PSD
Agora nao te esquecas de na proxima eleicao
Dar o teu apoio no exito da depravação.
Eu nao gosto do PS nem sequer do CDS
Nao suporto o PC que se lixe o PSD
Sou Zulmiro Pascoal o tarado sexual
E venho apresentar-lhes o partido ideal
Refrão:
C.C.M (Cona - Cu & Mamas)
Eu nao gosto do PS nem sequer do CDS
Nao suporto o PC que se lixe o PSD
Eu so' voto no partido que nada teme
Pela orgia total falamos a revolucao sexual
Refrão:
C.C.M (Cona - Cu & Mamas)
Eu nao gosto do PS nem sequer do CDS
Nao suporto o PC que se lixe o PSD
Agora nao te esquecas de na proxima eleicao
Dar o teu apoio no exito da depravação.
Manuel Cruz. O verdadeiro homem do norte a escrever canções.
Portugal é um país de excelentes escritores. Temos tantos autores consagrados e tão pouca gente para os ler. Mas a grande escrita não se limita ás edições impressas. Na música temos grandes escritores. O supra-sumo é para mim obviamente Adolfo Luxúria Canibal. Não é por acaso que escreve letras para muitas outras bandas. Temos também o grande Jorge Palma, quem escrevia as letras dos Toranja (não pode ser o Tiago Bettencourt porque o seu projecto a solo é muito fraquinho a nível de letras), os Feromona, etc... Mas eu estou aqui para falar de Manuel Cruz, músico cujo reconhecimento tarda imenso em chegar. Ornatos Violeta toda a gente conhece, mas não se ficou/fica por aí; Pluto, Supernada são duas bandas excelentes que já tive o enorme prazer de ver ao vivo. Actualmente Manuel Cruz deambula pelos Foge Bandido Foge que em comum com as bandas já citadas tem o génio literário deste músico a palpitar cada vez mais de vida.
Para já ficar, para mim, na história da literatura portuguesa bastava-lhe mesmo só a letra de "Capitão Romance", o resto até já seria desnecessário mas ele continuou e continua a escrever como um desalmado (adoro esta palavra). Espero que por muito tempo...
Um pouco de humor futebolístico: O refrão desta música é dedicado ao Roberto, guarda-redes do Glorioso. "Eu vi, mas não agarrei..."
Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar
Parto rumo à primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu
Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que desistem
Antes de morrer
Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
Do que em mim tocou
Eu vi
Mas não agarrei
Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir
E dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz
Eu vi
Mas não agarrei
Para já ficar, para mim, na história da literatura portuguesa bastava-lhe mesmo só a letra de "Capitão Romance", o resto até já seria desnecessário mas ele continuou e continua a escrever como um desalmado (adoro esta palavra). Espero que por muito tempo...
Um pouco de humor futebolístico: O refrão desta música é dedicado ao Roberto, guarda-redes do Glorioso. "Eu vi, mas não agarrei..."
Não vou procurar quem espero
Se o que eu quero é navegar
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar
Parto rumo à primavera
Que em meu fundo se escondeu
Esqueço tudo do que eu sou capaz
Hoje o mar sou eu
Esperam-me ondas que persistem
Nunca param de bater
Esperam-me homens que desistem
Antes de morrer
Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
Do que em mim tocou
Eu vi
Mas não agarrei
Parto rumo à maravilha
Rumo à dor que houver pra vir
Se eu encontrar uma ilha
Paro pra sentir
E dar sentido à viagem
Pra sentir que eu sou capaz
Se o meu peito diz coragem
Volto a partir em paz
Eu vi
Mas não agarrei
Luís, keep on raping angels in hell.
Pequena homenagem a um grande amigo que nos deixou há imenso tempo. Tenho saudades do teu positivismo e de conseguires arrancar tudo o que me ia na alma nos meus tempos mais críticos. Não conseguiste completar o teu grande objectivo que era o de beber toda a cerveja do mundo, mas eu continuo a tua cruzada...
Se tiveres net no inferno vais gostar desta. Era a música que anunciava o ínicio do apocalipse alcoólico...
Se tiveres net no inferno vais gostar desta. Era a música que anunciava o ínicio do apocalipse alcoólico...
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