terça-feira, 16 de agosto de 2011

Num momento tudo acendes
Noutro tudo apagas
Numa miragem tudo perdes
Enquanto me afagas

A vida ausente de amanhas
Desliza suavemente em mim
A quem mais me amarrarás?
Desta vez até ao fim

Numa nuvem de incertezas
Acendes um cigarro que se esfuma
Analisas todas as minhas impurezas

E fixas o olhar somente numa
Para com diligentes certezas
Transformares-te em uma.








Quando a verdade flui livremente, todos os diques caem perante a sua força.

domingo, 14 de agosto de 2011

South Park, o porquê de gostar tanto...

mais nada se move em cima do papel
nenhum olho de tinta iridescente pressagia
o destino deste corpo

os dedos cintilam no húmus da terra
e eu
indiferente à sonolência da língua
ouço o eco do amor há muito soterrado

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
no interior desta ânfora alucinada

desço com a lentidão ruiva das feras
ao nervo onde a boca procura o sul
e os lugares dantes povoados
ah meu amigo
demoraste tanto a voltar dessa viagem

o mar subiu ao degrau das manhãs idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilusão

assim me habituei a morrer sem ti
com uma esferográfica cravada no coração

Al Berto, “O Medo”

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Gostava de saber como as mulheres conseguem acumular várias tarefas ao mesmo tempo.
Sempre que o tento fazer pelo menos uma corre muito mal...
É mais um dos muitos enigmas das mulheres...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"There's very little advice in men's magazines, because men don't think there's a lot they don't know. Women do. Women want to learn. Men think, "I know what I'm doing, just show me somebody naked." Jerry Seinfeld

A pedido de várias famílias.

O teu olhar na noite fixo
Do seu desejo quero ser escravo
Blasfémias a um obsoleto crucifixo
E eu ardendo pelo teu travo.

A memória do teu corpo adormecido
A arder-me no peito
Eu pelo fogo consumido
Renuncio ao humano despeito.

Perdido em sonhos imortais
Deambulo pelo teu corpo
Ausente de pecados imorais
Absorvo o teu sub-humano sopro.

Consumidos pelo fogo fátuo
Os corpos desfalecem
Refugiam-se do infinito vácuo
Onde os medos para sempre desvanecem.

Nos meus braços adormeces
Protegida dos teus medos infundados
Perante o meu olhar pereces
Junto com os teus pensamentos amordaçados.