quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Hoje e sempre."people are strange."

Quando as pessoas que me conhecem se cruzam comigo na rua e desviam o olhar no momento em que enceto um cumprimento será que acreditam que esse desviar do olhar dá origem a uma tempestade cronológica de qualquer espécie que varre de suas existências o preciso momento em que, de uma forma ou outra, fiz parte das suas vidas?
Desculpem lá qualquer coisinha, sim??

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Não poderia falar em David Lynch sem este tema..

Twin Peaks é das primeiras recordações que tenho da minha infância. Os meus pais não queriam que eu visse a série, mas puto que se preze desobedece. Lembro-me perfeitamente que esta música no ínicio de cada episódio fazia-me arrepios e eu escondia-me debaixo dos lençois espreitando apenas por uma frincha. Mas simplesmente não conseguia deixar de ver... Um puto que começa a ver televisão com David Lynch só poderia resultar nesta coisa que sou hoje...
Engraçado que os arrepios infantis voltaram quando vi esta senhora cantar esta música ao vivo...

David Lynch: o louco que é génio ou vice-versa.

Após uma reputada carreira como realizador, David Lynch lançou-se numa carreira musical.
Surpreendidos? Eu também fiquei. Mas se há alguém que merece o termo "artista" é este senhor.
Dizem que a arte é subjectiva. Então que dizer dos filmes de Lynch? As poucas pessoas que conheço que viram filmes deste senhor tem interpretações totalmente dispares. Não é esse o objectivo da arte? Cada um atribuir um significado pessoal ao que vê.
Os filmes são completamente tresloucados. No caso de Mulholland drive, só à quarta visualização é que consegui elaborar uma teoria, muito rebuscada, mas uma teoria, do que para mim era a estória do filme.
Eu adoro David Lynch, porque ele faz-me sentir completamente estúpido. Os seus enredos são tão complexos que eu perco-me totalmente. O ultimo dos seus devaneios, chamado "Inland empire" atingiu o máximo do sadismo e no meu caso masoquismo. Não vejam um filme de Lynch nas ultimas sessões nos cinemas. Se a minha opinião conta para alguma coisa para vós, respeitem-na neste caso. "Inland Empire" é uma tortura psicológica de 3 horas. No fim do filme perdi a capacidade total de falar. Se alguém me perguntasse o nome na hora que se seguiu ao filme não saberia responder. O nó no cérebro era demasiado grande...

Agora tenho perante mim um álbum musical de David Lynch. O que pensar? É um álbum à David Lynch. Por muito que soe a Pop xunga, o psicadelismo inerente a Lynch está sempre à espreita. Basicamente soa a bandas sonoras dos seus filmes. Acho que resumi tudo nesta frase. Enigmático e tortuoso que baste, com rock n roll, ou rockabilly sempre com acordes dissonantes. Destaque para a colaboração de Karen O dos yeah yeah Yeahs em muitas das músicas. O seu tom de voz tem aquele toque lascivo e ao mesmo tempo intocável que todas as actrizes nos filmes de Lynch sempre tiveram.
Quem gostar de David Lynch identificar-se-á com este trabalho. Quem não gostar, é mais um álbum estranho...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Só para relembrar o verdadeiro...

"A felicidade é só uma invenção para tornar a vida mais suportável." José Saramago

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Teoria da conspiração teológica

Fui punido brutalmente pelos deuses pelas minhas recentes blasfémias escritas contra o deus supremo, A Economia e o deus dos carros...
As duas divindades uniram-se e puniram-me de forma exemplar... O deus dos carros fez com que o meu carro subitamente avariasse e a economia tratou de me punir com o preço exorbitante do arranjo que ultrapassa largamente o orçamento que tinha para este mês.
É melhor parar com as minhas blasfémias, porque sempre me disseram que os deuses castigam e eu fui bem castigado...
Talvez agora me torne num crente devotíssimo após esta intervenção divina.

sábado, 5 de novembro de 2011