segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Abro mil páginas de desolação. Leio as palavras moribundas que a minha alma foi ditando.
Quão belo poderá ser o sofrimento para quem o lê, mas não para quem o escreve. Analisar tristezas e melancolias alheias é simples. Rever-se em algumas palavras poderá acontecer. Mas sentir o mesmo, isso já é algo que transcende a comum mente humana. Quem compreende palavras tristes e vazias só mesmo quem as escreve.
A dor golpeia cada vez que a caneta se apoia no papel. Ela faz sentir a sua presença a cada traço, a cada letra. Enquanto a vida avança com ritmos demolidores a dor acompanha-a nos espaços em branco para que nada esteja incompleto. Mas existe sempre algo incompleto. Eu , por exemplo...

1 comentário:

Alexandra disse...

vamo-nos completando com os que chegam e renovando-nos com os que vão. Jamais estaremos completos... eu sou incompleta como tu. Pelo menos somos seres interessantes. Nada mais desinteressante que ser completo, não achas?