segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Acreditar-me-ias se eu te proclamasse a rainha das terras áridas que é o meu coração?
A supremacia da tirania desejada seria inquestionável.
Aclamações de profundas e sentidas ovações.
Instaura uma ditadura em mim.
O poder supremo de subjugar todas as emoções e pensamentos ser-te-á atribuido.
Olha bem para o teu reino.
Não vês a tua bandeira hasteada a alturas imemoráveis bem na minha alma?
Forma exercitos pacifícos cuja unica arma de guerra seja a poesia.
Entoa discursos de perfeita soberania alicerçada em desejos reprimidos e por ti concebidos.

Paz forçada e armada estende-se pelos 4 cantos do meu corpo.
A tua conquista do ímperio decorreu tranquilamente e sem vítimas a lamentar.
Os velhos inimigos que estavam no trono antes de ti aceitaram a rendição incondicional e imediata perante a visão dos teus olhos.
São agora teus presos políticos.
Por favor, condena-os à morte!!!!