quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Deixa a tua pele respirar e expirar o doce aroma que ainda resta bem dentro de ti.
Ondas extasiantes de fragrãncias ainda não classificadas e totalmente desconhecidas pelos fabrificantes de perfumes rebentam atrozmente e o épicentro é em mim.
Ondas de choque sublime abalam toda a minha estrutura reconstruida para ser anti-sísmica.

Se te anuncias como uma catastrofe pronta a abater-se sobre mim; vem, eu estou preparado.
Faz ruir estes medos que ainda permanecem como alicerces. Destroi e deixa irreconhecível esta nova desconfiança por todas as formas humanas que me dá esta cor tão característica.
Abate-te sobre mim com toda a tempestuosa luz que irradias.
Negatividade da irrelatividade e tudo o que possas conjecturar em termos de calamidades parecerão apenas breves pingos de chuva que arrefecem as noites escaldantes.
Dá-me o teu gelo glaciar, consigo derretê-lo com o meu olhar.
Faz o mar revoltar-se contra mim que eu domino as marés e elas serpenteiam sobre as minhas ordens.
Desafio todos os teus elementos naturais ou artifíciais mas nunca o teu perfume deixar-me-á de embriagar.