domingo, 31 de janeiro de 2010

Eu sou o teu labirinto.
A infindável rotação de paredes onde te perdes e jamais consegues encontrar-me.
Onde eu estou?
Não no reflexo emitido sofregamente pelo espelho, esse não sou eu.
Estarei no topo do universo a observar-te?
Talvez...
Estou sempre onde tu estás. Estou entranhado em ti. Sabe-lo perfeitamente, não tens como negar. Ou a negação é apenas uma forma de absorção...
Quando conseguires encontrar-te, talvez me encontres também.
Estou mesmo a teu lado só que não me consegues ver. Estás privada da visão.
Eu sou o silêncio nocturno, o frio que te envolve, sou tudo... Apenas em espírito, a minhas vestimentas carnais estão na tua posse e um dia poder-me-ás vestir da maneira que quiseres. Basta encontrares-te!