quinta-feira, 12 de agosto de 2010


Faleceu ontem um dos meus gatos.
Tinha um nome curioso, Bébé, que lhe assentava como uma luva.
Eu chamava-lhe o gato metaleiro, pois trajava sempre de preto e com cara de mau impondo respeito a todos os gatos da vizinhança, mas no fundo era um gato extremamente dócil que corria desenfreadamente á mais ténue promessa de festas e meiguices que lhe eram destinadas.
Sobreviveu a um tumor inexplicável na cabeça continuando com a mesma vivacidade de sempre e violência desnecessária para os seus congéneres cujo respirar parecia constituir uma ameaça nuclear á sua existência, acabando por ser vítima de um atropelamento. Estranho este fim, pois tinha o cuidado de olhar para os lados quando atravessava a rua. Talvez o excesso de confiança deste felino, auto-proclamado rei da minha rua,o tenha traído...
Espero que onde o seu espírito vagueia agora continue a espancar brutalmente e com autoridade os indefesos gatos que se lhe atravessem no caminho...
Tenho muitas saudades tuas, gato do inferno...
Fica aqui uma foto dele em pleno acto de represália para o meu gato mais pequeno por ter ousado dormir em cima de mim.

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

e lá fica mais um retrato a preto e branco no teu coração...

beijo grande para ti