sexta-feira, 26 de junho de 2009


Perco-me na noite com estas insónias terríveis. O mundo dos sonhos está novamente a escapulir-se de mim. A minha alma e os meus sonhos são os unicos sítios onde me sinto bem. Esta vontade de confessar tudo e mais alguma coisa não passa de isso mesmo... vontade. Não consigo. Há um qualquer tipo de barreira que me impede de comunicar com as pessoas. Sinceramente, isso não me preocupa. Sei que ninguém alguma vez compreenderá o que vai dentro de mim, esta angustia, este desespero, este tormento. Consigo passar horas sem fim rodeado de pessoas que sempre conheci e simplesmente não dizer nada. Penso que não perdi a faculdade da fala. Oiço as gravações que fiz com a minha banda e lá diz que a voz é a minha. Se alguém o diz...

Às vezes desapareço por tempo incerto e indeterminado, para libertar as minhas lágrimas. Ninguém as pode e quer ver. "Um metaleiro não chora..." já me disseram isso quando me descobriram à porta do 77 no Porto. Mas isto torna-se tão díficil de suportar que simplesmente quero chorar... Chorar e ver as minhas lágrimas irem junto com as ondas. Pode ser que um náufrago algures no oceano as apanhe. Lágrimas de um naufrago na terra firme para um naufrago no oceano.

1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...

Às vezes o idel é isso mesmo. É estar sozinho! e gritar:"she fucking hates me!" chorar! Gritar! esbracejar! Ou pegar simplesmente na guitarra e inventar dedilhados e palavras.

Depois, inventa-se um sorriso para o mundo ;)