segunda-feira, 19 de julho de 2010

Doce sabor a decadência,
Exala e pode ser colhido.
Doce sabor a demência
Nesses lábios a que fico rendido.

Doce sabor a tristeza
Que vagueia e atormenta
Quão subjectiva é a beleza
Que na Noite se lamenta.

Doces e solitárias odes
Escritas em noites desertas
Perseguidas por um moderno rei Herodes
Em busca de estrofes incertas

Doce sabor a dissabor
Que sabe a não saber
Doce sabor a despudor
Que não nega o prazer

Doce sabor a tempestade
Que eclode bem dentro de mim
Acorda a adormecida irmandade
de sofrimentos que tiveram fim

Doce sabor que me adormece
Em noites sôfregas
novos amanheceres tece
Sem auroras funestas.

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

Doce sabor sem ti
Que parece não ter fim

beijo