terça-feira, 28 de setembro de 2010

Hoje, sinto-me velho...

Tempos idos, tão fodidos...

Tempos perdidos, tão sem sentidos...

Tempos de guerras sanguinárias

Tempos de pazes apenas imaginárias

O tempo e a sua relatividade,

Esculpida manualmente a idade.

O tempo não olha para trás

Não pergunta quem é capaz.

O tempo não tem rosto

Regicída de um rei já deposto.

O tempo não perdoa nem cura

Vil tirano de alma impura.

O tempo escraviza

A visão de um relógio horroriza.




... Mas as palavras que te escrevo são intemporais...

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

Fantásticas palavras. Costuma-se dizer que, só fechas o ciclo de amizade/conhecimento com outro, quando consegues ficar em silêncio e mesmo assim nada ficar por dizer.