terça-feira, 1 de dezembro de 2009


Sou um navio embalado pelas marés.
Vagueio livremente para onde me levarem.
Os oceanos vastos são o meu domínio.
Estou perdido sem nunca o estar.
As estrelas acenam à minha passagem.
Serenidade nas ondas que me beijam.

Sou navio de carga.
Transporto o que sinto.
Como todos os navios tinha um destino.
Um porto de descarga.
Mas este encontra-se fechado.
Não posso deixar tão preciosa carga.

Continuo perto desse porto.
Na vã esperança de ele me receber.
A mercadoria não tem validade.
Tempestades não me viraram
Ou destruíram a carga.
Apenas desejo descarregar.
E assim poder voltar…
Conduzido novamente pelas marés nómadas como eu.

1 comentário:

Mª Teresa Antunes disse...
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