domingo, 27 de junho de 2010

Mais outros textos que não me importava que fossem meus. Não me importava mesmo nada.

A felicidade é uma ilusão, é o produto das nossas ânsias.
Um ponto no tempo,vai assim como veio.
Mas há momentos em que consigo parar o tempo,
Então vivo nesses fragmentos e retenho-os dentro de mim...
São momentos únicos que ficaram perdidos mas dentro de mim estarão sempre acesos.
Saboreio estes momentos muitas vezes,
Alimento-me deles e sinto uma emoção única...
Paro o meu tempo, esqueço a rotina.
Deixo-me levar pelos meus sonhos,
Voo fundo sem receios...
Deixo esta energia fluir no meu ser,
Sinto uma sensação jamais sentida.
Realizo-me, nem que seja por um momento apenas.
A felicidade é uma invenção do Homem para explicar o porquê da vida.
Mas eu não sigo estes caminhos tão explorados.
Abuso da minha liberdade e construo o meu próprio caminho.
Foi assim que te encontrei, ou será que foste tu quem me encontrou?


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À noite vou por aí ociosamente.
Percorro um ritual lilás feito de violetas de pedra e traço cada pausa no retorno da lua inicial.
Aqui a memória é lenta como as angústias.
Muitas vezes vejo árvores com frutos azuis ou animais em nudez perfeita, respirando o vento.
A escuridão é o subterfúgio inesperado do coração quando o olhar aquece e o orvalho é de cetim.
Há máscaras de buzios e limos na cara de quem passa.
Nas suas vozes oiço o itinerário das manhas siderais e nasce dos meus passos, o rumo
da via láctea.
Ninguém me conhece.
Venho do arco-íris e trago nos dedos o ângulo transparente da noite.



Cabelos ao vento

2 comentários:

Sofia disse...

Bem, mais uns belos textos.
"Venho do arco-iris e trago o angulo transparente da noite" Isto é lindo! Acho que essa pessoa ja merecia um blog para ela.

Dia da Poesia disse...

gostei de os ler aqui. Bem vinda anonima escritora...