segunda-feira, 21 de junho de 2010

No eclodir dos primeiros raios de sol, corpos embriagados por licores de descobertas intangíveis e de novos limites á carne que os vestem, entregam-se a estranhas danças ausentes de desconfianças.
O calor do momento, busca prolongamento eterno. Estender-se pelas planícies e relevos acidentados dos corpos amontoados.
Cada um, desnudo de regras basilares desenhadas por decretos não-escolares, lança-se em espirais de novos conhecimentos proibidos por falsos puros-intentos.
Não há espaço aqui para batalhas entre pudores e amores. Esses estão ausentes hoje. Relegados e renegados por espíritos abnegados em conseguir esticar o limite das percepções.
A realidade, essa peça encomendada, tantas vezes desconhecedora da verdade aguarda em pânico correndo em cada vaso linfático...
Talvez seja apenas para isso que estas carnes servem... Para serem usadas até à exaustão na busca de nenhuma razão. Apenas e só serem usadas para quimeras espirituais sem resultados para serem apresentados e aclamados. Apenas servirem de meio de transporte não-fisico para mundos paralelos onde desejariam para sempre habitar.
Mera fuga das restrições a que estão sujeitos. Mero libertar de um falso acreditar.