terça-feira, 15 de junho de 2010

Não sou mais que uma efeméride
Passageiro em toda a gente
Não sou uma simples efélide
Ora num corpo ora numa mente.

Não sou eterno
Não sou desassossego
Sou algo que alterno
Entre a indiferença e o apego

Não duro mais que um pensamento
Sou um mero instante.
Nada mais do que um desalento
Que desaparece de rompante.

Sou vaga recordação
Daquelas mais difusas
Apenas aquele não
No sorriso que não usas.

Sou tão breve
Menor do que um não-desejo
Sou quem não deve
Sou mero bocejo.

Sou breve memória
Data esquecida
Da qual não reza a história
Uma palavra perdida.

1 comentário:

Sofia disse...

Triste mas lindo, como o autor. ;)