segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Estas palavras são para ti. Estas sim.


Flutuam pelas nuvens carregadas e ameaçadoramente negras vontades disconexas.
São livres como os amores que vagueiam por todas as minhas personalidades complexas.
Vontade de te abraçar e de te proteger talvez de ti própria.
Vontade de te dizer que não existiu esse ontem amaldiçoado.
Vontade de te olhar nos olhos e adivinhar o que vai nessa alma.
Vontade de decifrar os enigmas que deixas no meu caminho todos os dias.
Vontade de ter vontade para acreditar na tua possível vontade.

Estão desenhados contornos de possibilidades infinitas. Mais parecem um puzzle infinito e impossível de completar. As peças mudam de forma na minha mão e não percebo o desenho que tenho que imitar. Parece tão simples mas torna-se uma tarefa impossível mesmo para os mais brilhantes arquitectos.
Demorei a perceber que afinal o mundo não é assim tão complicado. As pessoas é que o são. Gostava de te compreender para além do que já compreendo. Não acredito que seja impossível. Não existem impossíveis para mim. Partiram junto com a dor para outras paragens. Mas peço a tua ajuda. Ajuda-me a ajudar-me a ajudar-te. Quero completar o puzzle do que afinal se passa entre nós.

4 comentários:

Mª Teresa Antunes disse...

A beleza de um puzzle só se é reconsiderada no fim de ser construído. E de nos lembrarmos de todas as peças que nos custram a encontrar e a montar... Gaurda bem a caixa das peças para não perderes nenhuma. Porque um puzzle só é bonito quando montado e com todas as peças. É que, no puzzle da vida, não podemos encomendar as peças que faltam à fábrica.

Marina Almeida disse...

Possa...tão lindo. já tinha saudades de ler o teu blog....XD

Carina disse...

Quando escreves algo para mim? também quero.

Carina disse...

Quando escreves algo para mim? também quero.