quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Incompleto e sem sentido... como tudo.

Chovem segredos outrora ocultos.
Díluvios de desejos mudos
Palavras confinadas em eternas descrenças
Vazios transbordam nas almas propensas

Existências tratadas com desprezo
Soam como o mais belo Intermezzo
As linhas melódicas da tristeza
Possuem em si muito de beleza
A crueldade tem muito de bestialidade
Nos dois sentidos encontra-se a verdade

Entre vidas desconectadas
Existe algo que as mantém atadas
Sentimentos de etereadade
Ausentes de toda a maldade.

E a chuva dos teus segredos
inunda-me, mas neles eu quero afogar.

2 comentários:

Dia da Poesia disse...

Todos nós passamos pela fase do descontentamento, das incertezas, do sentimento em que não sabemos no nem quem acreditar.

Nesta fase que eu própria passei e não sei se já dela sai (julgo que não…), estou a perceber que é o ciclo em que percebemos que o branco e o preto não existe. Na nossa vida em 99% dos momentos nos colocamos em áreas cinzentas.

Por um lado temos os nossos princípios e por outro as vivências, fácil falar e aconselhar, difícil viver e reagir…

O importante é mesmo percebermos que só controlamos as nossas opções, e é que com elas que nos devemos sentir bem!

Belo Poema... tens uma bonita forma de passar os teus sentimentos, força!

TA
TA

Carina disse...

Sem sentido é dizeres que não tem sentido.