segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Invenções bestiais destronam os trabalhos manuais.
A arte de escrever manter-se-á fidelizada à caneta e ao papel?
Escrevo sempre em papel. Exercito o meu léxico. Dou erros. Alguns ou bastantes provavelmente.
Espero que a minha caneta nunca seja substituida por artimanhas mecánicas de qualquer espécie.
A minha letra é horrivel e de muito difícil compreensão. Sempre o foi. Mas é a minha letra. É das poucas coisas que sei fazer.
Imagino uma máquina ligada ao meu cerebro transcrevendo o díluvio de palavras que brota em mim.
Que visão nefasta!
Poderiam ser palavras e frases articuladas e escritas da maneira mais correcta, mas nunca teriam o mesmo valor.
Posso pontapear o português correcto, mas se tudo fosse perfeito perderia a sua beleza.
Escrevo de maneira caótica, por vezes anárquica, mas eu sou o que escrevo e eu não sou perfeito. Muito pelo contrário. Mas gosto da minha escrita cheia de imperfeições e de erros... e lá no fundo, bem lá no fundo, também gosto de mim.

4 comentários:

Mephisto disse...

Lol. Trabalhos manuais...

Mª Teresa Antunes disse...

Também gostas de ti, mas não deverias de ser, lá no fundo, mas no todo.

Mª Teresa Antunes disse...

Tantas virgulas numa só frase. :S

Mª Teresa Antunes disse...

(Estou me a referir ao meu primeiro coment! :P)