quarta-feira, 12 de maio de 2010

...

Estou frio...
Com temperatura glaciar
Repleto de vazio
Sem mais nada para dar

Estou impaciente...
Semblante carregado
A discórdia em mim tem a sua semente
Que florirá juntamente com o que está mais errado

Estou triste...
Por todas as razões e nenhuma
Tenho o meu punho em riste
Ameaçando a alegria breve que se esfuma

Estou mortal...
Pregado a uma cruz
Consumido por uma chama intemporal
Sempre despida de luz

Estou extravagante...
Por vezes avarento
Por mares inexistentes, navegante
Dobrando vezes sem conta cabos de tormento

Estou necrófago...
Alimento-me da ignorância
Poesias propago
Algumas sem elegância

Estou cercado...
Por adversidades e outros hostis
Entre lamento entornado
E demais estados de espírito vis

Estou misantropo...
Carregado de histerismo
Falso filantropo
De nova corrente de hedonismo

Estou...
Não vou
Tudo ficou
E nada acabou...

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

de facto, tens uma capacidade de expressão fantástica