quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Desfalecem as gotas de chuva no asfalto
Perecem antigos súplicios
Tudo cai e tudo se transforma
Em novas tentativas de existência
não existem cruzes suficientes para crucificar
Tudo o que pensei e errado estava.

Pensamentos mártires
Ideias exorcizadas
Palavras sentenciadas
Tudo perde a razão
Prevalece a palavra não.

E a chuva continua a cair...

Só eu vejo beleza na escuridão
Poetas dela fizeram o seu ganha pão
Nunca foram vendidos
Apenas rendidos
Nos seus escritos intemporais
Tem lugar cativo a chuva
As lágrimas do céu
Os desabafos do eterno criador
A chuva adormece a dor
Apazigua o amor
Derrama nova vida sobre ele
Transfigura-o para o não perder
Dá-lhe um novo folego para sempre viver.

2 comentários:

Dia da Poesia disse...

boa!

Carina disse...

Excelente. Já vi autores consagrados com escritos muito inferiores aos que tu tens.