terça-feira, 3 de novembro de 2009

Obrigado por me ensinares a odiar
Com a mesma entrega e devoção
Que dispenderia em amar
Ténue será a fronteira no meu coração

Amo odiar-te
Faz-me sentir vivo
O meu rosto escarlate
Por sentimento tão ambiguo

Desconhecia em mim tal capacidade
Surpreendo-me todos os dias
Olho para a minha maldade
Transformada em palavras luzídias.

Será efémero como o amor?
Este ódio hipocondriaco
Despido de qualquer dor
Como um ser demoniaco

Existem rituais?
Manuais de instruções?
Poemas ancestrais
De como subverter paixões?

Intenso este não gostar
Propaga-se pelo ceu negro
Em mim irá pernoitar
E não farei dele segredo...

6 comentários:

Carina disse...

o ódio não será a melhor forma de se esquecer o que antes se amou mas resulta. Os fins justificam os meios.

Marina Almeida disse...

Lindo! eu percebo o que sentes... bjs :)

Dia da Poesia disse...

“Será efémero como o amor?”

O ódio resulta da magoa, da decepção. Termina quando se perdoa…

Dia da Poesia disse...

“Será efémero como o amor?”

O ódio resulta da magoa, da decepção. Termina quando se perdoa…

Dia da Poesia disse...

“Será efémero como o amor?”

O ódio resulta da magoa, da decepção. Termina quando se perdoa…

Dia da Poesia disse...

“Será efémero como o amor?”

O ódio resulta da magoa, da decepção. Termina quando se perdoa…