segunda-feira, 26 de abril de 2010


As tempestades acarretam sempre consequências. Calamidades que tudo destruíram à sua passagem, criam novas oportunidades de corrigir as construções agora devolutas. pedara por pedra, tijolo por tijolo tudo é reconstruido sob novas formas e roupagens.
Ideias mais fortes, matéria prima de maior qualidade e tudo é erguido com enorme imponência.
Aí estão os seres superiores, não eleitos por ninguém, elevados pelos seus pensamentos. arautos e impositores de imposições nenhumas.
Não há arrogância nos seus olhares. Existe, porém, um pesar, única ténue visualização do que poderá ser classificado como sentimentos. pesar, este, pela limitação racial e corporal a que estão sujeitos. São espíritos almejantes por liberdades flamejantes que purificarão tudo nas suas chamas altas e poderosas.
O grupo de elite é tudo menos elitista e na sua simplicidade atinge a sua superioridade
Não visam ser aclamados pelos inferiores. Tamanha ofensa destronaria o que está visível apenas nos seus sonhos. Contentam-se apenas com a certeza.
Superiores em quê? Na capacidade de sonhar. A mediocridade humana conduz a um novo extermínio auto-infligido. As premonições de um novo ser perfeito ecoam agora mais veementes...

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

é bom ver que já olhas para a tempestade depois do fim dela… beijo grande