terça-feira, 13 de abril de 2010

O homem enforcou-se na sua própria crença. Foram cordas de sonhos que lhe retiraram a vida e mantiveram diálogos sobre o que jamais iria voltar.
Afogados nos olhos desse pobre homem, os punhais de traições existenciais.
Será ele vitima de em breve reencarnação?
Materializar-se-á sob uma forma menos penosa?
Ele está inerte no topo do mundo, capturando na sua alma todas as essências humanas vagueadoras ma única liberdade autorizada pelos poderes decretados e institucionalizados.

Nos voos graciosos de águias imperiais, invejam-se as vontades surreais. Voos supersónicos entre a ténue fronteira da sanidade e da demência.
Fervilham construções não em betão, de industrias de escravidão mental, exportadoras de mentiras aniquiladoras. Domínio universal incontestado ou mesmo molestado.

Tudo isto vê o homem no seu trono erguido nos primeiros passos dados dentro do território do advento e os seus sonhos vão-lhe retirando os sôfregos fôlegos da existência.
Bem-aventurado seja ele nesta viagem onde dedos acusatórios jamais estarão em riste na sua direcção...

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

Já não sei se sonhar é bom ou mau… de momento, prefiro não o fazer. O regresso é sempre doloroso…

Neste mundo cada vez mais cruel, sinto que todos apontam o dedo em riste… estarei a ser injusta!?

beijo