segunda-feira, 19 de abril de 2010

São escritos em cada mulher
Prefácios de eterna beleza
Capaz de o mais sábio enlouquecer
E de dar nome a nova reza.

Corpos com curvas tortuosas
Erguidos imponentemente
Alguns em formas pouco amistosas
Mas todos incendeiam a mente.

Têm em si desejos sepultados
Não seus mas de quem os escreve
São purificadoras dos pecados
E cobradoras de quem os deve

Nos olhos escondem quimeras
Prontas a serem descobertas
Adventos de funestas eras
Quando as suas almas são abertas

São venerados templos de prazer
Alquimias de conhecimento
Desafiam o instituido saber
E todo o ser mais cinzento

Carregam no seu ventre
Novas encarnações da verdade
Convertem-me de novo em crente
Na sua ausência de crueldade

São seres celestiais
Na sua essência de ambiguidade
Por vezes parecem irreais
desde toda a antiguidade

Entre esses seres esculturais
Erguer-se-á o mais perfeito
entre todos os seus iguais
E chamará o meu nome ao vento

Mulheres que rimais com prazeres
Sois adjectivos de dores
Destinos de dizéres
De não forjados amores

A vossa compreensão
É a minha cruzada
De caneta na mão
Contra a vida azarada

Ela chagará numa noite sem lua
Quando o mais belo ser florescer
E me mostrar a sua alma nua
E mostrar apenas a mim pertencer

1 comentário:

Sofia disse...

É bom saber que já não odeias todas as mulheres. As que não te quiseram é que ficaram a perder.
Beijoca poeta noctivago e alcoolizado.
BiBa o Benfica caralho!!!!!! LOOL