segunda-feira, 29 de março de 2010


Enverga as tuas armas de sedução maciça e parte rumo às batalhas anunciadas previamente como perdidas pelos profetas das maldições que sempre prevêem as monções.
os impérios pré-concebidos e sempre mal redigidos ruirão um a um perante as salvas da tua beleza nuclear. ecoarão em noites distantes e em diversos instantes, os lamentos moribundos dos que por ti forem atingidos.
Doce e salutar Morte narrada por astros siderais que na sua altivez carregam memórias de suícidios com causas supremas.
Exibe mordazmente e com malícia o teu arsenal de incendiar paixões e todas as remotas sensações.
Deflagra atómicamente sobre planícies desertas de solidões eutanásicas e despidas de rebeliões.
Aniquila pequenos resquícios de armistícios....

Despe a farda militar e totalitária e exibe somente o que os deuses da guerra esculpiram e verás as legiões ancestrais de meros mortais que formar-se-ão em tua adoração.

Despe-te... e assiste a holocaustos de todos os amores exaustos.
Novas encarnações os esperam, apenas tens que te despir de humanidade para um novo cataclismo advir...

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

A experiencia de vida que tanta gente quer também traz preconceitos, medos e obriga-nos a criar certas defesas que tão depressa nos protegem como impedem de deixar algo acontecer. É isso mesmo… às vezes é preciso esquecer o passado e deixar que esse tudo aconteça. Grande beijo para ti