sábado, 6 de março de 2010

Tributo a Wagner...

Mãos repletas de destrezas e harmonias intestemunhadas martelam pianos domando sabiamente melodias selvagens e revoltosas metáforas de intempéries.
Acordes dissonantes de tempos distantes ameaçam destituir afinações que sempre foram apenas meras prisões.
As nuvens absorvem ritmos irregulares que jorram a velocidades supersónicas.
Entoações controversas cheias de lamentações cheias de lamentações dispersas. A vã natureza morrente derrama-se em nova luxúria recorrente clamando um nome inexistente vezes sem conta na chuva. nome de messias ainda por nascer devido à ausência do crer.

Ah melodias silvestres, soais como calamidades a todos os terrestres.
Anunciais para os mortais criaturas bestiais, monstros de epopeias descritas na memória das quais não reza a história.
Sinfonias de arcanjos destruidores voando com tons ameaçadores. Há um fio condutor tenuemente disfarçado de desprimor enaltecendo todo o crescendo.
Fogem todas as lastimas transformadas em misérias transtornadas.
Do reino do desconhecido anseia-se o temido... E os instrumentos de cordas pavoneiam-se nos estivais sons que fogem pelas mãos.

1 comentário:

Dia da Poesia disse...

Não o conhecia, boa maneira de saber algo sobre ele.