terça-feira, 1 de setembro de 2009


As chamas que amanhecem por entre arvores de outrora formosas florestas são as chamas do meu desejo.
Elas consomem tudo á sua passagem deixando na sua rectaguarda nada de belo.
Espalham-se com uma velocidade sobrenatural necessitando apenas de um toque como combustivel.
Cavalgam ferozmente por entre corpos suados reduzindo-os a apenas cinzas. Carbonizados jazem os cadáveres que em mim alguma vez tocaram.
Mais um monstro que habita em mim com apetite voraz. Não o consigo reter apenas com palavras. A unica arma para apagar as chamas são as minhas lágrimas, mas estas encontram-se ausentes. O maior rio alguma vez visto no universo parece ter secado. No seu leito agonizam apenas pequenas poças insuficientes para apagarem o mais pequeno fogo.
Resta-me suplicar pelas lágrimas de alguém.
Existe alguém que deseje verter as suas lágrimas sobre mim?
Apenas para extinguir o meu desejo antes que ele consuma a minha própria existência...

3 comentários:

Sofia disse...

Eu vertia outra coisa em cima de ti. Tipo cera de uma vela. ;-)

Mephisto disse...

No comments on the comment.

Mª Teresa Antunes disse...

Eu tambeém vertia cera nessas pernas peludas e fazia-te a depilação nas virilhas ahahahahahahah

desculpa eu tinha que dizer isto!