quarta-feira, 16 de setembro de 2009


Carne corroida pelo capitalismo. Sugadas identidades em nomes de falsas verdades.
Monstro que se alimente descontroladamente. Traz a nu todas as falsidades das invictas convicções.
Caminha vitorioso o capitalismo. Já adquiriu forma sobre-humana e engoliu os seus criadores. Caminha descontrolado cuspindo os continentes já mastigados.
O universo é como uma maça e já só resta o caroço. Tudo foi consumido pelo capitalismo.
Crises mundiais e pessoais e Deus assiste impávido e sereno no seu trono à destruição do mundo por ele criado.

Deus está ocupado. Está a jogar às cartas com Belzebu.
Uma versão divina do poker. São as nossas almas que estão em jogo.
Ganhe quem ganhar elas já estão perdidas. Seguiram a tendência da decadência dos corpos.
Sugados, os corpos alinham-se na vâ esperança de escaparem a todas as hecatombes alicerçadas sobre a Terra.
Um dia, as minhas palavras derrubarão deuses e demónios e talvez ainda todos os monstros que habitam o planeta.

2 comentários:

Carina disse...

A caneta sempre foi mais forte que a espada. Adorei a metáfora de deus jogar às cartas com o demónio. Lindo!!

Mª Teresa Antunes disse...

Odeiem-me! Sou uma futura economista, pouco promissora!