quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Chuvas dissolvem causas passadas
Acídas e fustigantes
Lavam as almas
De todos os divagantes

Pingo a pingo dão novo rosto
A sentimentos carregados de pó
Ergue-se um rei deposto
No seu reino permanece só

Chuvas parentes de tempestades
Primas de trovões
Atribuidos a divindades
Aspirantes a monções

Lavem todo um passado
Tornem-no luzídio
Façam-no ser amado
E por todos desejado

Reguem os solos estéreis
De plantações abandonadas
Tornem-nos férteis
Em emoções consagradas

Ou apenas jorrem do céu
Para quem de uma janela observa
As gotas pareçam um véu
Que envolvem a deusa Minerva.

3 comentários:

Carina disse...

Belo poema. Para variar. LOL

Mª Teresa Antunes disse...

Fundação Minerva, onde vai o dinheiro todos os meses da mensalidade que eu pago na faculdade. Muda de deusa por favor!

DarkViolet disse...

gota a gota o poema esvendrou o caminho até se soltar