terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sou algo que não entendo.
Capacidade enorme de sentir
Enunciados do que pretendo
Com capacidade para sorrir

Os espelhos parecem distorcidos
Reflectem imagens terríveis
Os olhares parecem perdidos
Em sensãções amoviveis

o que outros parecem ver
Chicoteia-me com veemência
Para este desfragmentado ser
Explicação não produz a ciência

A sensação se ser distinto
É a mais solitária
Por entre milhões que sinto
Componho a minha própria aria

Sou musica instrumental
Com instrumentos desconhecidos
Enorme capacidade mental
Para fazer versos não coloridos.

2 comentários:

Marina Almeida disse...

está lindo! só tu oh nuno....já pus aquilo que me escrevest na caixinha das recordações. :) thanks amigo

Mª Teresa Antunes disse...

Tu és tudo isso!